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Campanha de Lula registra canal 'Exército do Lula' no TSE após impasse

Após decisões judiciais que suspenderam a página, a campanha de Lula formalizou o registro do canal 'Exército do Lula' no TSE, permitindo sua reativação.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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13/10 às 13:01, atualizado 20:33

Pontos principais

  • A campanha de reeleição de Lula registrou oficialmente o canal 'Exército do Lula' no TSE.
  • O registro foi realizado após determinação do presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques.
  • O canal, administrado pelo deputado André Janones, possui mais de 4 milhões de seguidores.
  • A página havia sido suspensa duas vezes por falta de registro oficial e questionamentos sobre seu conteúdo.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro moveu ações alegando a disseminação de informações falsas no grupo.
  • Análise técnica do TSE não identificou publicações falsas no período examinado, embora mensagens tenham sido apagadas.
  • O ministro Nunes Marques autorizou a reativação do canal, condicionada a um prazo de 48 horas.
  • A campanha de Lula ressaltou que o registro visa cumprir a ordem judicial, sem assumir a administração direta do canal.
  • O corregedor-geral, Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou que o plenário do TSE discuta a regularidade da ferramenta.

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou, nesta terça-feira (13), o registro do canal de WhatsApp 'Exército do Lula' junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida foi tomada em cumprimento a uma determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que havia condicionado a manutenção da página à sua devida regularização administrativa. O canal, que conta com mais de 4 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal André Janones, estava no centro de uma intensa disputa judicial nas últimas semanas.

O impasse jurídico teve início após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionar o TSE, acusando o canal de disseminar informações falsas e de falta de transparência. Em resposta, o ministro Nunes Marques ordenou a suspensão das atividades da página em duas ocasiões distintas, alegando a ausência de registro oficial. O cenário foi marcado por decisões divergentes entre o presidente do tribunal e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que chegou a reverter uma das suspensões anteriormente impostas.

Durante o processo de análise, uma equipe técnica do TSE examinou o histórico de publicações do canal. Embora tenha sido constatado que cerca de 500 mensagens foram apagadas ou modificadas entre o início de outubro e a data da verificação, os peritos não localizaram conteúdos classificados como falsos nas mensagens remanescentes. O deputado André Janones justificou a exclusão das postagens como uma prática de limpeza de orientações de compartilhamento e comprometeu-se a ajustar o comportamento do grupo às normas eleitorais.

Com a formalização do registro, o ministro Nunes Marques autorizou a reativação do canal, estabelecendo que o funcionamento pleno deve ocorrer após um prazo de carência de 48 horas, conforme previsto em resolução da Corte. A defesa da campanha de Lula esclareceu que o registro foi efetuado estritamente para atender à ordem judicial, sem que isso implique na assunção da administração direta do canal pela coligação partidária.

O caso gerou repercussão entre as campanhas presidenciais, levando o ministro Nunes Marques a convocar representantes dos grupos políticos para discutir a redução da judicialização das eleições. Enquanto o PL informou que enviará dados complementares sobre seus próprios canais de mobilização, como o 'Tropa do Flávio', o corregedor Villas Bôas Cueva reiterou a necessidade de que o plenário do TSE analise de forma definitiva a regularidade de ferramentas de engajamento digital utilizadas por candidatos.

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