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Nunes Marques convoca campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para reunião no TSE

O presidente do TSE busca mediar um acordo entre as campanhas para conter a disseminação de desinformação e regular o uso de canais digitais no segundo turno.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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13/10 às 07:45, atualizado 13:01

Pontos principais

  • O ministro Kassio Nunes Marques agendou uma reunião com coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para esta terça-feira, às 15h30.
  • O encontro visa estabelecer diretrizes para o uso de canais de comunicação e evitar a propagação de fake news na reta final da eleição.
  • O presidente do TSE pretende exigir o registro formal de todos os canais de apoio aos candidatos junto à Justiça Eleitoral.
  • A iniciativa ocorre após uma série de decisões conflitantes no tribunal sobre a suspensão do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp.
  • Nunes Marques determinou a suspensão do canal de André Janones, exigindo que a campanha de Lula assuma a responsabilidade formal pelo conteúdo.
  • O corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva havia revertido anteriormente a suspensão do canal, gerando divergências internas na Corte.
  • A área técnica do TSE não encontrou fake news no canal 'Exército do Lula', mas apontou indícios de atuação coordenada e centralizada.
  • A Meta negou interferência política nas redes de Lula, atribuindo a queda de visualizações a uma falha técnica global ocorrida em 7 de outubro.
  • O TSE ordenou a remoção de um vídeo falso que associava um ato pró-Lula ao uso de drogas, atingindo perfis de Flávio Bolsonaro e aliados.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, convocou representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro para uma reunião de emergência nesta terça-feira. O encontro, marcado para as 15h30, tem como objetivo principal conter a escalada de disputas judiciais e a disseminação de desinformação que marcam a reta final do segundo turno das eleições presidenciais.

A pauta central da reunião envolve a regulamentação de canais de comunicação digital utilizados pelas coligações. Nunes Marques busca um acordo para que todos os perfis e grupos de apoio sejam formalmente registrados junto à Justiça Eleitoral. A medida visa garantir que as campanhas assumam a responsabilidade jurídica por eventuais irregularidades, como a propagação de fake news, encerrando o cenário de incerteza que tem gerado decisões conflitantes dentro do próprio tribunal.

O clima de tensão no TSE foi agravado pela disputa em torno do canal de WhatsApp 'Exército do Lula', administrado pelo deputado André Janones. Após Nunes Marques determinar a suspensão da ferramenta por falta de registro, o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva chegou a reverter a decisão, permitindo o funcionamento do grupo. O presidente do TSE, contudo, voltou a impor restrições, exigindo o reconhecimento oficial da campanha petista sobre o canal e o monitoramento proativo de conteúdos pela Meta.

Paralelamente, a Corte tem enfrentado outros desafios técnicos e de conteúdo. Enquanto a Meta negou qualquer interferência algorítmica contra o presidente Lula, atribuindo oscilações de métricas a uma falha técnica global, o TSE também ordenou a remoção de vídeos falsos que vinculavam atos de campanha ao uso de entorpecentes. O tribunal busca, com a reunião desta terça-feira, estabelecer um pacto de conduta que preserve a integridade do processo eleitoral até o dia 25 de outubro.

A expectativa é que o diálogo entre os coordenadores das campanhas e o comando do TSE resulte em um compromisso de conformidade. Ao exigir transparência e registro oficial, a presidência da Corte pretende evitar que novas liminares sejam necessárias para controlar a propaganda eleitoral, buscando equilibrar o direito à mobilização digital com as regras de combate à desinformação vigentes no pleito.

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