Visão geral
Flávio Bolsonaro é senador e figura central em disputas políticas no Brasil. Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em dezembro de 2025, revela percepções divididas sobre sua pré-candidatura: 49% dos bolsonaristas acreditam que ele levará a disputa até o fim, enquanto 38% veem a pré-campanha como espaço para negociações, visão mais comum entre lulistas. Mais recentemente, em janeiro de 2026, ele se tornou alvo de uma solicitação de investigação à Polícia Federal, feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, por supostos crimes contra a honra do presidente Lula. No mesmo período, a dinâmica de apoio dentro da família Bolsonaro veio à tona, com Michelle Bolsonaro publicando um vídeo de Tarcísio de Freitas em meio a cobranças para que ela apoie Flávio, sugerindo que sua preferência pode não ser o endosso público a Flávio. Em meio a essas discussões, Flávio Bolsonaro defendeu Tarcísio de Freitas contra pressões por apoio político, expressando confiança na lealdade do governador, apesar de aliados de Tarcísio esperarem um posicionamento mais incisivo. A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada em 14 de janeiro, indicou que a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força, consolidando-se como segundo colocado em cenários de 1º turno e atraindo apoio da direita não bolsonarista. A crença de que ele levará sua candidatura até o fim aumentou para 54%, com 83% dos bolsonaristas e 75% da direita acreditando nisso. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, observa que Lula se beneficia da manutenção da candidatura de Flávio, dado o receio de 46% da população de um retorno da família Bolsonaro ao poder. A pesquisa Quaest também apontou que 44% dos entrevistados consideram que Jair Bolsonaro errou ao indicar Flávio como candidato à Presidência em 2026, enquanto 43% acreditam que ele acertou. O governo Lula, por sua vez, registrou 49% de desaprovação e 47% de aprovação no mesmo levantamento, um empate técnico. Em 15 de janeiro de 2026, Flávio Bolsonaro contestou os resultados da pesquisa Quaest, que apontou uma vantagem de 13 pontos percentuais para Lula, afirmando que o resultado "ainda não reflete bem a realidade". No mesmo dia, Tarcísio de Freitas reiterou publicamente seu apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, afirmando que seu projeto político está concentrado em São Paulo e negando qualquer intenção prévia de disputar a Presidência. A pesquisa Quaest também revelou que Lula venceria em todos os cenários de 1º e 2º turno, com a menor diferença contra Tarcísio de Freitas, e que 56% dos entrevistados consideram que Lula não merece um novo mandato. Apesar disso, 56% também acreditam que Lula vencerá se o candidato da oposição for da família Bolsonaro. Em 18 de janeiro de 2026, foi anunciado que Flávio Bolsonaro viajará a Israel para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, buscando firmar sua imagem como líder da direita no exterior. Em 19 de janeiro de 2026, Flávio Bolsonaro iniciou sua viagem a Israel, após uma visita prévia aos EUA, com o objetivo de consolidar sua pré-candidatura à Presidência e unificar a direita brasileira. No sábado anterior a esta viagem, ele enviou um 'sinal de paz' a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, buscando apaziguar as relações e fortalecer a coesão do grupo político. Em 11 de fevereiro de 2026, Flávio Bolsonaro detalhou propostas econômicas, incluindo um "tesouraço" nas despesas públicas para cortar impostos e burocracia, além de defender a manutenção e reformulação de programas sociais como o Bolsa Família. Ele também criticou a política econômica do governo Lula, especialmente a reforma tributária e a expansão de programas sociais sem compromisso fiscal. No mesmo dia, ele afirmou que a escolha de seu pai, Jair Bolsonaro, para sua candidatura à Presidência foi "acertada", citando as pesquisas que mostram seu crescimento e declarando-se "muito preparado". Ele também expressou sua convicção de que Tarcísio de Freitas se engajará integralmente em seu projeto político e criticou a atuação do STF no processo de seu pai, sugerindo falta de "autocontenção" da Corte.
