André Janones é um advogado, influenciador digital e deputado federal por Minas Gerais, filiado ao Avante, conhecido por sua atuação nas redes sociais e estilo de comunicação apelidado de "janonismo cultural". Ele ganhou notoriedade na greve dos caminhoneiros de 2018 e foi figura central na campanha digital de Lula em 2022. Atualmente, Janones enfrenta investigações por suposta "rachadinha" e teve seu mandato suspenso por três meses em 2025 devido a uma discussão com outro deputado.
André Luis Gaspar Janones é um advogado, influenciador digital e político brasileiro, filiado ao Avante. Atualmente, exerce o mandato de deputado federal por Minas Gerais, cargo que ocupa desde 2019. Janones ganhou notoriedade nacional por sua atuação nas redes sociais, especialmente durante a greve dos caminhoneiros de 2018 e nas eleições de 2022, onde foi uma figura central na campanha digital de Luiz Inácio Lula da Silva. Seu estilo de comunicação nas redes sociais, por vezes controverso, foi apelidado de "janonismo cultural".
Nascido em Ituiutaba, Minas Gerais, em 5 de maio de 1984, André Janones iniciou sua trajetória profissional como cobrador de ônibus. Em 2004, obteve uma bolsa de estudos na então Fundação Educacional de Ituiutaba (hoje UEMG), e em 2005, passou a trabalhar como escrevente no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Em 2008, após ser aprovado no exame da OAB, fundou seu escritório de advocacia. Sua entrada na política ocorreu em 2016, quando se candidatou a prefeito de Ituiutaba, terminando em segundo lugar. A projeção nacional veio em 2018, ao se destacar como uma das lideranças da greve dos caminhoneiros, o que impulsionou sua eleição como deputado federal por Minas Gerais, sendo o terceiro mais votado no estado. Durante a pandemia de COVID-19, suas transmissões ao vivo sobre o Auxílio Emergencial alcançaram grande visibilidade. Em 2022, Janones lançou sua pré-candidatura à presidência da República pelo Avante, mas posteriormente retirou-a para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se um dos principais articuladores da estratégia digital do então candidato. Sua atuação nas redes sociais durante as eleições de 2022 foi marcada pelo uso de táticas de "guerrilha digital", gerando tanto reconhecimento internacional quanto controvérsias, incluindo acusações de disseminação de notícias falsas. Em 2023, foi alvo de investigações por suposta prática de "rachadinha" em seu gabinete, o que resultou em um acordo de não persecução penal em 2025. Em 2025, teve seu mandato suspenso por três meses pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados devido a uma discussão com o deputado Nikolas Ferreira.