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Nunes Marques pede análise técnica sobre canal “Exército do Lula” no TSE

No Brasil, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pediu informações técnicas com máxima urgência sobre o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, e o canal segue ativo até o plenário da Corte decidir sobre ele.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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12/10 às 08:45 · atualizado 18:01

Pontos principais

  • Na segunda-feira (12/10), Kassio Nunes Marques determinou que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE preste “informações técnicas com máxima urgência” sobre o canal.
  • O ministro quer saber se a assessoria identificou “conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes” aos examinados no processo, inclusive em outros canais e plataformas, e se houve atuação coordenada para disseminá-los.
  • A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação não identificou a veiculação de notícias falsas no canal.
  • O canal foi criado e é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e tem 3,7 milhões de seguidores.
  • Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE a derrubada do canal.
  • No sábado (10/10), o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva deu 5 dias para Lula, Janones e Alckmin, acusados no processo, apresentarem defesa, e 72 horas para a campanha de Flávio detalhar as irregularidades alegadas.
  • No domingo (11/10), Nunes Marques, em outro processo, determinou a suspensão do canal, com proibição de novos membros e de novas mensagens. Cueva suspendeu essa decisão, restabeleceu o funcionamento do canal e determinou que o plenário do TSE analise o caso.

No Brasil, o canal cresceu de forma exponencial depois do primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Janones usa o canal para publicar orientações e links de notícias e de redes sociais à militância de Lula, que pediu publicamente que as pessoas o seguissem. Em resposta, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criou o canal “Tropa do Flávio”, com 1,4 milhão de seguidores.

Nunes Marques deixa em aberto se há rede coordenada: ele pergunta à assessoria e não afirma nada. Nos trechos publicados, não há prazo fixado para a resposta.

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