
União Europeia oficializa veto à importação de carne brasileira
A proibição abrange carne bovina, de frango, equina, pescado, mel, ovos e tripas a partir de 3 de setembro de 2026.
A Comissão Europeia alega falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento na pecuária brasileira.
A medida está alinhada à política de segurança alimentar 'One Health' adotada pelo bloco europeu.
O impacto financeiro estimado para a balança comercial brasileira varia entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2 bilhões anuais.
O governo brasileiro foi notificado sobre as exigências há mais de um ano, mas falhou em implementar as fiscalizações independentes solicitadas.
Apesar de o Brasil ter proibido parte dos medicamentos em abril, a medida foi considerada insuficiente pelas autoridades europeias.
Argentina, Uruguai e Paraguai permanecem autorizados a exportar, enquanto o Brasil contesta a medida tecnicamente.
A Abiec defende a robustez do sistema de inspeção brasileiro e colabora com o governo para atender às novas exigências.
Para reverter o veto, o Brasil precisará implementar protocolos de rastreabilidade mais rígidos ou ampliar restrições legais a medicamentos específicos.

















