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Mendonça retira sigilo de relatório da PF sobre mensagens de Vorcaro a Moraes

O ministro André Mendonça tornou público relatório da PF que detalha interações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, levando o caso ao plenário do STF.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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02/09 às 07:16, atualizado 09/09 às 07:10

Pontos principais

  • A decisão de André Mendonça ocorreu no âmbito da Petição 16.662/DF, desmembrada da Operação Compliance Zero.
  • O relatório da PF aponta trocas de mensagens entre Vorcaro e um contato atribuído a Alexandre de Moraes.
  • Documentos indicam que o Banco Master contratou o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com honorários de R$ 131,3 milhões.
  • Investigadores recuperaram mensagens apagadas do celular de Vorcaro, incluindo capturas de tela enviadas via WhatsApp.
  • O banqueiro teria solicitado ao ministro intercessão junto à PF e à PGR para evitar medidas contra o Banco Master.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade da investigação, questionando a competência de Mendonça.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que adotará medidas institucionais no tempo devido diante da crise.
  • Metadados de arquivos sugerem que o ministro teria modificado um contrato do escritório de sua esposa enviado a Vorcaro.
  • O STF não incluiu o caso na pauta da primeira sessão plenária realizada após a divulgação dos documentos.
  • O episódio expôs tensões internas no Supremo e gerou intenso debate político sobre tráfico de influência e obstrução à Justiça.

O ministro André Mendonça, relator da Petição 16.662/DF no Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que detalha comunicações entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. A decisão, formalizada em despacho no dia 1º de setembro de 2026, expôs documentos da 'Operação Compliance Zero' que sugerem uma relação próxima entre o banqueiro e o magistrado, incluindo pedidos de auxílio para evitar intervenções regulatórias e investigativas contra a instituição financeira. Segundo o documento, Vorcaro teria enviado mensagens solicitando que Moraes intercedesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A perícia da PF conseguiu recuperar registros de conversas, incluindo capturas de tela enviadas em modo de visualização única, que indicam que o banqueiro buscava proteção em meio a pressões do Banco Central. Além das mensagens, o relatório aponta que o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, foi contratado pelo Banco Master com honorários previstos de R$ 131,3 milhões, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Metadados de arquivos digitais também foram utilizados pelos investigadores para sugerir que o ministro teria participado da edição de um contrato enviado ao banqueiro. Em resposta, o escritório Barci de Moraes afirmou que consultou o ministro sobre impedimentos legais e que ele jamais atuou em processos envolvendo o banco. A divulgação do material provocou uma reação imediata da Procuradoria-Geral da República. Paulo Gonet solicitou a nulidade da investigação, argumentando que o ministro André Mendonça não possuía autorização do plenário para aprofundar apurações que envolvessem outro ministro da Corte. A tensão institucional escalou, com o presidente do STF, Edson Fachin, declarando que o caso será levado ao plenário para deliberação pública e transparente, ressaltando que medidas institucionais serão adotadas no tempo devido. A repercussão do caso superou episódios políticos recentes nas redes sociais, com mais de 1,1 milhão de publicações em 24 horas. Enquanto a oposição utiliza o relatório para cobrar investigações por suposto tráfico de influência e obstrução à Justiça, a ala governista e aliados de Moraes questionam a condução do processo por Mendonça, classificando a medida como uma manobra de caráter político que fragiliza a coesão interna do Tribunal.

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