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Vorcaro diz à PF não recordar destinatário de mensagem sobre Moraes

Em depoimento, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou não se lembrar para quem enviou mensagem citando o ministro Alexandre de Moraes e diretores do BC.

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Foto: G1 Política
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14/09 às 07:45, atualizado 19:02

Pontos principais

  • O depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal ocorreu em 28 de agosto de 2026.
  • A PF questionou o ex-banqueiro sobre uma mensagem enviada em 30 de outubro de 2025 via WhatsApp.
  • O texto mencionava movimentações no Banco Central e a necessidade de reforçar assuntos com 'Andrei' e 'Paulo'.
  • Investigações da PF apontam que o destinatário da mensagem seria o ministro Alexandre de Moraes.
  • Vorcaro alegou manter contatos frequentes com diversas pessoas sobre a venda do Banco Master.
  • O ex-banqueiro foi preso em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, durante a Operação Compliance Zero.
  • O plenário do STF agendou para 15 de setembro de 2026 a análise de um relatório sobre as mensagens.
  • A defesa de Vorcaro solicitou o adiamento de depoimentos citando dificuldades de acesso aos autos do processo.
  • O caso envolve suspeitas de fraudes financeiras e corrupção atribuídas ao Banco Master.

Em depoimento prestado à Polícia Federal no dia 28 de agosto de 2026, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou não se recordar do destinatário de uma mensagem que, segundo relatórios da corporação, teria sido enviada ao ministro Alexandre de Moraes. O questionamento baseou-se em um print de nota extraído do celular de Vorcaro, datado de 30 de outubro de 2025, no qual o empresário mencionava ter recebido informações confidenciais sobre pressões no Banco Central e a necessidade de articular ações com pessoas identificadas como 'Andrei' e 'Paulo'.

Durante o interrogatório, conduzido por videoconferência, Vorcaro justificou a falta de memória alegando que, à época dos fatos, mantinha contatos frequentes com diversos interlocutores para tratar da venda do Banco Master para um consórcio liderado pela Fictor Holding. A Polícia Federal sustenta, contudo, que as mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes eram redigidas no aplicativo de notas e enviadas via WhatsApp em modo de visualização única, sugerindo uma relação próxima entre o ex-banqueiro e o magistrado.

A divulgação do conteúdo do celular de Vorcaro, após a retirada do sigilo de 54 linhas de investigação da Operação Compliance Zero, desencadeou uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal. O material apreendido inclui registros de encontros entre Vorcaro e o ministro Moraes na véspera da prisão do ex-banqueiro, ocorrida em 17 de novembro de 2025, além de menções a uma minuta de contrato de honorários de R$ 131 milhões vinculada ao escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

O plenário do STF marcou para o dia 15 de setembro de 2026 uma sessão extraordinária para julgar se deve ser aberta uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes com base no relatório da PF. O cenário é de intensa disputa interna na Corte, com divergências entre ministros sobre o compartilhamento integral dos dados extraídos do aparelho de Vorcaro, o que levou o presidente do STF, Edson Fachin, a centralizar os inquéritos sensíveis para tentar conter o embate.

Paralelamente, a defesa de Vorcaro tem buscado o adiamento de depoimentos à PF, argumentando que a complexidade do inquérito, que conta com centenas de peças, impede o acesso pleno aos documentos necessários para o exercício do contraditório. Enquanto isso, o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) seguem sob escrutínio devido a operações bilionárias que, segundo investigadores, envolveriam títulos sem lastro e irregularidades na gestão de créditos.

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