Em março de 2026, o ministro André Mendonça proferiu uma decisão relevante que afetou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A CPMI havia agendado uma sessão para ouvir o presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos. No entanto, Mendonça determinou que o comparecimento de Veras dos Santos não seria obrigatório, transformando-o em facultativo. Caso optasse por comparecer, o ministro assegurou-lhe o direito ao silêncio, à assistência de advogado, a não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade e a não sofrer constrangimentos físicos ou morais.
Essa decisão levou ao cancelamento da sessão da CPMI do INSS que ocorreria em 16 de março de 2026. Mendonça justificou sua decisão afirmando que tem adotado o mesmo entendimento em casos análogos, especialmente naqueles em que é relator de investigações sobre fraudes no INSS. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, havia argumentado a necessidade de ouvir diversas figuras centrais para as investigações, incluindo o dirigente da Contag, para a prorrogação dos trabalhos da comissão.