O STF tem suas raízes na história republicana do Brasil, sendo a instância máxima para questões constitucionais. Ao longo dos anos, sua atuação tem sido fundamental na definição de políticas públicas, na fiscalização dos outros poderes e na resolução de conflitos de grande relevância nacional, consolidando-se como um pilar da democracia brasileira. Recentemente, a corte tem atuado em casos de grande repercussão política, como o julgamento de ex-presidentes e figuras públicas, incluindo a condenação de parlamentares que tentaram fugir do país após sentenças, e também em investigações sobre o uso indevido de recursos públicos por parlamentares, reforçando seu papel na responsabilização de agentes políticos e na defesa da ordem constitucional. A resolução de casos como o do 'PowerPoint', envolvendo a condenação de um ex-procurador por danos morais a um ex-presidente, exemplifica a atuação do STF na definição de limites para a conduta de agentes públicos e na proteção da honra, estabelecendo precedentes importantes. A relação entre o STF e o Poder Legislativo tem sido marcada por momentos de tensão, especialmente em decisões que envolvem a cassação de mandatos parlamentares e a aprovação de projetos de lei que podem impactar decisões judiciais, como o debate em torno do PL da Dosimetria. O ano de 2025, sob a presidência de Edson Fachin, foi particularmente notável pelos julgamentos dos réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado, incluindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão e da ex-deputada Carla Zambelli, e por contínuos embates com o Congresso Nacional, com a Corte enfatizando a necessidade de diálogo e prestação de contas à sociedade, inclusive sobre um código de conduta para seus ministros. Além disso, o STF tem demonstrado seu papel na supervisão de decisões de órgãos reguladores, como no caso da liquidação do Banco Master, onde o ministro Dias Toffoli determinou a oitiva do Banco Central para esclarecimentos. A condução deste caso pelo ministro Toffoli tem gerado críticas internas e externas, com outros ministros e investigadores expressando preocupação com a tentativa de controle das investigações e o risco de revelações negativas. A saúde de ex-presidentes condenados, como Jair Bolsonaro, também se tornou um ponto de discussão, com a defesa alegando condições médicas para solicitar prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. A atuação do STF também se estende a questões econômicas e fiscais, como a prorrogação do prazo para a isenção de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos, evidenciando sua influência nas discussões sobre a reforma tributária e o sistema fiscal do país. Em um desdobramento recente, o STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, intensificou as medidas de cumprimento de pena para os condenados por tentativa de golpe de Estado, determinando prisões domiciliares com monitoramento eletrônico para evitar novas fugas, após a prisão do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques no Paraguai. Essas ações reforçam o compromisso da corte em garantir a execução das sentenças e a integridade do processo judicial, lidando com a fuga de condenados e a necessidade de fiscalização rigorosa. A crise em torno do caso Master e a conduta de ministros têm levado a discussões sobre a implementação de um código de conduta para os membros da corte, embora sua aprovação seja postergada devido ao ano eleitoral.