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PGR manifesta-se contra investigação de André Mendonça no STF

A Procuradoria-Geral da República opinou pelo arquivamento do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade.

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Foto: Times Brasil
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19/10 às 17:02, atualizado 19:32

Pontos principais

  • A PGR enviou parecer ao presidente do STF, Edson Fachin, contrário à abertura de apuração contra o ministro André Mendonça.
  • O pedido de investigação havia sido solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do caso Banco Master.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os relatórios da Polícia Federal não possuem valor probatório suficiente.
  • A PGR reconheceu que os relatórios sugerem vieses, mas concluiu que não há enquadramento na Lei de Abuso de Autoridade.
  • O órgão ressaltou que crimes de responsabilidade são de competência do Senado e que a decisão final cabe ao plenário do STF.
  • A Procuradoria também defendeu a manutenção das prisões preventivas de investigados ligados ao grupo Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a abertura de uma investigação por suposto abuso de autoridade envolvendo o ministro André Mendonça. O parecer, assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e sua equipe, foi enviado em caráter sigiloso ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que atualmente conduz os procedimentos relacionados ao caso Banco Master.

No documento, a PGR argumenta que os relatórios produzidos pela Polícia Federal, que embasaram o pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes, não possuem força probatória para justificar uma apuração criminal. Embora o órgão reconheça que os documentos da PF apontam para uma atuação que poderia ser interpretada como incompatível com a neutralidade esperada de um magistrado, a Procuradoria concluiu que não há elementos concretos que configurem conduta punível pela Lei de Abuso de Autoridade.

O parecer destaca ainda que a competência para julgar eventuais crimes de responsabilidade de ministros do STF pertence ao Senado Federal, enquanto outras formas de apuração, como por improbidade administrativa, devem seguir ritos próprios. A PGR reforçou que a decisão final sobre a autorização de qualquer investigação contra um integrante da Corte cabe ao plenário do tribunal, mantendo sua posição de que os indícios apresentados até o momento são insuficientes.

Paralelamente à questão envolvendo o ministro, a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção das prisões preventivas de Daniel Vorcaro, seu pai, Henrique Moura Vorcaro, e outros investigados ligados ao grupo Banco Master. O órgão sustentou que não existem motivos para alterar o entendimento anterior sobre a necessidade das detenções e que as questões urgentes do processo devem continuar sob a análise da presidência do STF, contrariando pedidos das defesas para a redistribuição dos autos.

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