Governo lança programa Prospera MEI com perdão de dívidas e novo teto
O presidente Lula anunciou o programa Prospera MEI, que prevê perdão de dívidas, repasses via Pix e a elevação do teto de faturamento da categoria para R$ 140 mil até 2028.
Pontos principais
- O programa Prospera MEI inclui o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de 3,6 milhões de microempreendedores.
- O governo utilizará o Desenrola 3.0 para renegociar dívidas privadas de MEIs com bancos, buscando descontos superiores a 90%.
- O Pix MEI prevê o repasse de até R$ 5 mil por empreendedor para investimentos produtivos.
- O Projeto de Lei Complementar 186/2026 propõe elevar o teto de faturamento anual para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
- A proposta legislativa permite que cada MEI contrate até dois funcionários, alterando a Lei Complementar 123/2006.
- Um novo decreto dispensará a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal pelo MEI em vendas realizadas para pessoas físicas.
- As medidas foram anunciadas a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o lançamento do programa Prospera MEI, um pacote de medidas voltado para a categoria dos microempreendedores individuais. A iniciativa centraliza ações de crédito, renegociação de débitos e alterações estruturais na legislação vigente, com o objetivo de estimular pequenos negócios e reduzir o endividamento do setor. O anúncio ocorre em um momento de intensa disputa eleitoral, a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais.
Entre as principais propostas, destaca-se o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias que afetam cerca de 3,6 milhões de MEIs inadimplentes com a União. Paralelamente, o governo planeja utilizar o programa Desenrola 3.0 para intermediar a negociação de dívidas privadas junto a instituições financeiras, com a expectativa de garantir descontos superiores a 90%. O pacote também introduz o Pix MEI, que prevê o repasse direto de até R$ 5 mil para cada empreendedor, destinado a investimentos produtivos e acompanhado de orientação técnica.
No âmbito legislativo, o Poder Executivo apresentou o Projeto de Lei Complementar 186/2026, que altera a Lei Complementar 123/2006 para ampliar o limite de receita bruta anual. O texto propõe que o teto de faturamento suba para R$ 110 mil em 2027 e atinja R$ 140 mil a partir de 2028. Além disso, a proposta autoriza a contratação de até dois funcionários por MEI, flexibilizando as regras atuais de operação. A implementação dessas mudanças está condicionada à previsão de renúncia de receita nas leis orçamentárias dos próximos anos, com impacto estimado em R$ 1,57 bilhão para 2027.
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