Campanha de Lula aciona TSE e ANPD contra Meta por suposta interferência
A coligação do presidente Lula acusa a Meta de favorecer Flávio Bolsonaro e restringir o alcance de sua campanha, levando o TSE a exigir explicações da empresa em 48 horas.
Pontos principais
- A campanha de Lula acusa a Meta de interferência eleitoral e favorecimento ao senador Flávio Bolsonaro.
- Denúncias incluem restrições de alcance, ocultação de perfis em buscas e falhas no impulsionamento de conteúdos.
- A equipe petista alega que problemas técnicos afetaram a visibilidade do presidente, especialmente após recordes de audiência.
- O ministro do TSE, Marco Aurélio Bellizze, determinou que a Meta preste esclarecimentos sobre a moderação e métricas em 48 horas.
- A campanha também acionou a ANPD para investigar possíveis violações de dados e algoritmos.
- A Meta classificou as acusações como falsas e afirmou que os incidentes técnicos foram globais, sem viés político.
- O TSE solicitou a preservação de dados e a metodologia de estudos que embasam as denúncias de ataques automatizados.
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou denúncias contra a Meta junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A coligação alega que a empresa estaria interferindo no processo eleitoral brasileiro ao restringir indevidamente o alcance de conteúdos e perfis ligados ao petista, favorecendo, segundo a acusação, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Entre os problemas relatados, a equipe de campanha aponta a retirada do ar de contas de anúncios, falhas recorrentes no impulsionamento de publicações no Instagram e a suposta ocultação do perfil oficial do presidente nos mecanismos de busca da plataforma.
Em resposta às alegações, o ministro do TSE, Marco Aurélio Bellizze, determinou que a Meta apresente explicações detalhadas em um prazo de 48 horas. A decisão judicial exige que a companhia esclareça critérios de moderação de conteúdo, anomalias em métricas de visualização e a existência de uma suposta rede de perfis automatizados que estariam realizando ataques contra o presidente e a primeira-dama. O tribunal também oficiou entidades especializadas, como a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque, para que apresentem a metodologia utilizada nos levantamentos que fundamentam as suspeitas de manipulação algorítmica.
Por sua vez, a Meta refutou as acusações, classificando-as como falsas e sem respaldo factual. A empresa sustentou que cumpre as normas eleitorais com isonomia e que os problemas técnicos mencionados pela campanha não foram direcionados ao Brasil ou a candidatos específicos, tratando-se de instabilidades que afetaram anunciantes em diversos mercados globais. A companhia reafirmou seu compromisso com a integridade das plataformas e declarou que está colaborando com as autoridades para esclarecer os pontos questionados pela Justiça Eleitoral.
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