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TSE ordena que Meta explique suposta seletividade algorítmica contra Lula

Corte eleitoral deu prazo de 48 horas para a Meta esclarecer denúncias de interferência no alcance de publicações da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Foto: Times Brasil
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11/10 às 12:45 · atualizado 22:01

Pontos principais

  • O ministro do TSE, Marco Aurélio Bellizze, determinou que a Meta preste esclarecimentos sobre denúncias de seletividade algorítmica.
  • A campanha de Lula alega que houve interferência indevida no alcance de suas postagens nas redes sociais.
  • A Meta negou as acusações, atribuindo a queda no alcance a falhas técnicas globais e não a uma ação deliberada.
  • Levantamento da campanha petista aponta que o perfil de Flávio Bolsonaro obteve engajamento 2,96 vezes maior que o de Lula.
  • O TSE solicitou informações detalhadas sobre restrições de distribuição, exclusões de recomendação e bloqueios geográficos.
  • A Meta também foi notificada para apurar a existência de 255 perfis falsos gerados por inteligência artificial que atacariam o presidente.
  • O PT também acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para investigar o caso.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta apresente, no prazo de 48 horas, esclarecimentos sobre denúncias de seletividade algorítmica que teriam prejudicado o alcance das publicações da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, atende a um pedido da coligação do presidente, que suspeita de interferência no processo eleitoral em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. O tribunal solicitou informações detalhadas sobre possíveis restrições de distribuição, exclusões de recomendação e bloqueios geográficos aplicados nas plataformas da empresa.

Em sua defesa, a Meta classificou as acusações como infundadas e negou qualquer favorecimento político. A companhia atribuiu a redução no alcance das postagens a problemas técnicos de natureza global, que não seriam exclusivos do Brasil ou de contas específicas. Além da investigação sobre o alcance, o TSE também ordenou que a empresa apure a existência de 255 perfis falsos, supostamente gerados por inteligência artificial, que estariam sendo utilizados para propagar ataques contra o presidente e a primeira-dama.

A controvérsia ocorre em um cenário de alta tensão entre o governo e as plataformas digitais. O PT, além de acionar o TSE, também recorreu à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para investigar o caso. Levantamentos internos da campanha petista indicam que a página de Flávio Bolsonaro teria registrado um engajamento 2,96 vezes superior ao de Lula, mesmo possuindo um número menor de seguidores, o que reforçou as suspeitas da sigla sobre o funcionamento dos algoritmos de recomendação da Meta durante o período eleitoral.

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