Meta nega favorecimento eleitoral e responde ao TSE sobre isonomia
A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral que cumpre ordens judiciais para garantir tratamento igualitário entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
Pontos principais
- A Meta negou ao TSE qualquer favorecimento político ou manipulação de algoritmos nas eleições brasileiras.
- A empresa implementou um sistema de revisão humana para analisar bloqueios de anúncios em até duas horas.
- O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou a apresentação de medidas para assegurar isonomia entre as campanhas.
- A Meta reconheceu falhas técnicas globais e erros pontuais na Meta AI que afetaram a geração de conteúdo sobre candidatos.
- A plataforma removeu 720 publicações por falta de rotulagem adequada sobre o uso de inteligência artificial.
- A empresa solicitou a suspensão de multas diárias que chegaram a R$ 1 milhão por descumprimento de ordens judiciais.
- Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro denunciaram prejuízos na distribuição de conteúdo e restrições indevidas.
- A Meta proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles pela Meta AI no Brasil.
- O Conselho de Supervisão da Meta cobrou maior transparência e critérios mensuráveis na moderação de conteúdo eleitoral.
- A empresa negou a criação de um canal específico para denúncias de jornalistas, alegando que os canais atuais são suficientes.
A Meta apresentou uma manifestação oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negando qualquer viés político ou favorecimento a candidatos na corrida presidencial. A empresa respondeu a questionamentos do ministro Marco Aurélio Bellizze sobre o cumprimento de ordens judiciais que exigem isonomia na distribuição de conteúdos e anúncios políticos. Segundo a companhia, os sistemas de recomendação e moderação operam sob critérios uniformes, e eventuais falhas relatadas pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro decorreram de incidentes técnicos globais ou limitações operacionais, e não de interferência intencional.
Para atender às exigências da Corte e evitar a aplicação de multas diárias, a Meta implementou um sistema de revisão humana dedicado a analisar bloqueios ou restrições em contas de anúncios de campanhas presidenciais, com um prazo de resposta de até duas horas. A empresa também reforçou restrições na ferramenta Meta AI, proibindo temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens dos mesmos, em conformidade com as regras eleitorais vigentes. Além disso, a plataforma realizou uma auditoria em publicações denunciadas, resultando na remoção de 720 conteúdos que descumpriam normas sobre a identificação de uso de inteligência artificial.
O cenário de tensão eleitoral também trouxe críticas do Conselho de Supervisão da Meta, que apontou falhas recorrentes na moderação de conteúdo e cobrou maior transparência da plataforma. Paralelamente, a empresa recusou um pedido do Ministério da Justiça para criar um canal direto de denúncias voltado a jornalistas, justificando que sua estrutura atual de atendimento já é capaz de processar demandas urgentes. O TSE mantém a pressão sobre a companhia, exigindo que critérios de igualdade sejam mantidos rigorosamente até o encerramento do segundo turno, enquanto a empresa busca esclarecer aspectos técnicos em reuniões com o Judiciário.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
TSE reúne Meta e campanhas para tratar de restrições de postagens
Agência Brasil - EBC • 20 out, 20:58
Conselho da Meta aponta falhas recorrentes em moderação eleitoral no Brasil
InfoMoney • 20 out, 21:27
Meta tells Brazil's electoral court it treats Lula and Flávio Bolsonaro equally ahead of Sunday vote
ABC News US World • 20 out, 17:43
