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Petróleo sobe com impasse no Estreito de Ormuz e pressiona bolsas globais

A escalada de tensões entre EUA e Irã mantém o preço do petróleo em alta, elevando a cautela nos mercados globais enquanto investidores aguardam dados de inflação nos Estados Unidos.

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Foto: G1 - Economia
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11/08 às 06:15 · atualizado 17:32

Pontos principais

  • O petróleo Brent e o WTI registraram novas altas após o Irã condicionar a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim das sanções americanas.
  • O presidente Donald Trump endureceu o discurso, exigindo indenizações do Irã, o que reduziu as expectativas de um acordo diplomático imediato.
  • A Administração de Informação Energética dos EUA projeta que a produção regional pode permanecer parcialmente paralisada até 2027.
  • Mercados futuros dos EUA operam em baixa, refletindo a preocupação com o impacto dos custos de energia na inflação global.
  • Bolsas na Ásia e Europa apresentaram desempenho misto, com investidores equilibrando balanços corporativos e riscos geopolíticos.
  • No Brasil, o Ibovespa monitora a ata do Copom e o IPCA de julho, que subiu 0,07%, superando as expectativas do mercado.
  • O JPMorgan rebaixou a recomendação para ações brasileiras, citando volatilidade eleitoral e crescimento econômico fraco.
  • O preço do ouro avançou 0,48%, impulsionado por fluxos em ETFs e pela busca por proteção em meio à instabilidade macroeconômica.
  • Analistas alertam que a volatilidade no setor de energia deve persistir enquanto não houver clareza sobre as negociações entre Washington e Teerã.

Os mercados financeiros globais enfrentam um dia de instabilidade nesta terça-feira, pressionados pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O impasse diplomático envolvendo o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita uma parcela significativa do suprimento global de petróleo, elevou os preços da commodity, com o Brent e o WTI atingindo patamares não vistos desde o final de julho. A situação se agravou após o Irã condicionar a reabertura da passagem ao cumprimento de exigências políticas, enquanto o presidente Donald Trump respondeu com a cobrança de indenizações, frustrando as expectativas de uma solução diplomática de curto prazo.

O impacto dessa crise energética reverbera nos mercados futuros dos Estados Unidos, que operam em baixa. Investidores demonstram cautela redobrada, temendo que a alta persistente nos preços do petróleo alimente pressões inflacionárias globais, complicando a trajetória da política monetária do Federal Reserve. A incerteza é amplificada por um relatório da Administração de Informação Energética dos EUA, que sugere que a produção de petróleo no Oriente Médio pode sofrer interrupções parciais até o final de 2027, mantendo a oferta global sob estresse constante.

No Brasil, o cenário é de cautela adicional. O Ibovespa reflete a aversão ao risco, perdendo o patamar dos 170 mil pontos em meio a sinais de saída de capital estrangeiro e incertezas fiscais. A divulgação da ata do Copom, que reforçou a necessidade de uma postura firme contra a volatilidade, e o IPCA de julho, que subiu 0,07% acima do esperado, adicionaram camadas de complexidade para os investidores locais. O rebaixamento da recomendação de ações brasileiras pelo JPMorgan, citando o crescimento fraco e o ambiente eleitoral, contribuiu para o sentimento negativo no pregão.

Enquanto isso, as bolsas europeias e asiáticas mantiveram um comportamento misto. Na Europa, o otimismo com a temporada de balanços corporativos do segundo trimestre, que projeta alta de 22% nos lucros, serviu como contraponto à pressão exercida pelo setor de energia. Já no mercado de metais, o ouro registrou valorização, contrariando a correlação negativa tradicional com o petróleo, o que indica um movimento de busca por ativos de proteção diante da persistente incerteza macroeconômica global.

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