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Petróleo oscila com tensões no Estreito de Ormuz e novos acordos dos EUA

Preços do petróleo atingiram patamares elevados após ameaças de bloqueio naval por Donald Trump, mas recuaram com a substituição de taxas por acordos.

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Foto: G1 Mundo
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14/07 às 06:15 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump anunciou a retomada de um bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz.
  • A proposta inicial de uma taxa de 20% sobre cargas no canal foi abandonada em favor de novos acordos comerciais com países do Golfo.
  • O petróleo Brent e o WTI registraram alta significativa, atingindo os maiores níveis em quatro semanas devido à instabilidade na região.
  • Ataques a petroleiros dos Emirados Árabes Unidos resultaram em uma morte e feridos, elevando a tensão militar.
  • Dados de inflação (CPI) nos EUA abaixo do esperado reduziram temores de juros mais altos pelo Federal Reserve.
  • Bolsas asiáticas fecharam em alta, impulsionadas por dados de exportação chineses e valorização do setor de tecnologia.
  • O ouro valorizou-se 1,60% com a queda nos rendimentos dos Treasuries e o enfraquecimento do dólar.
  • Mercados europeus recuperaram perdas iniciais após o alívio nos dados de inflação americanos.
  • O governo dos EUA sinalizou intenção de firmar novos acordos de petróleo com o Iraque.
  • A Marinha dos Estados Unidos mantém ordens de bloqueio contra o Irã, mantendo o alerta sobre o fluxo de energia.

Os mercados globais atravessaram um período de alta volatilidade nos últimos dias, impulsionados pela escalada de tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente Donald Trump anunciou medidas severas no Estreito de Ormuz, incluindo o restabelecimento de um bloqueio naval e a proposta inicial de uma taxa de 20% sobre o tráfego de cargas. A situação foi agravada por ataques a navios-tanque dos Emirados Árabes Unidos, que resultaram em baixas humanas e elevaram o risco de interrupção no fornecimento global de energia, levando o petróleo Brent e o WTI a atingirem seus maiores patamares em um mês.

Contudo, o cenário de preços sofreu uma correção após o governo americano optar por abandonar a taxa de proteção em favor de novos acordos comerciais e de investimento com nações do Golfo e o Iraque. Esse movimento, somado à divulgação de dados de inflação (CPI) nos Estados Unidos abaixo das expectativas, trouxe um alívio aos investidores. A desaceleração da inflação reduziu as apostas imediatas de um aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve, o que favoreceu o desempenho das bolsas europeias e asiáticas, além de impulsionar o preço do ouro como ativo de proteção.

Apesar do recuo nas tensões tarifárias, o ambiente permanece sensível. A Marinha dos EUA mantém ordens de bloqueio contra o Irã, e o mercado continua monitorando de perto o impacto dos custos de energia na inflação global. Enquanto o setor de tecnologia e energia lidera a recuperação em alguns mercados asiáticos, a incerteza sobre o fluxo de energia na região e os próximos passos da política de juros do Fed seguem como os principais vetores de risco para os investidores nas próximas semanas.

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