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Petróleo cai até 7% após Trump anunciar negociações com o Irã

O preço do petróleo recuou acentuadamente após o presidente Donald Trump cancelar ataques ao Irã para priorizar o diálogo diplomático.

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Foto: G1 - Economia
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03/08 às 06:15 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • O petróleo Brent registrou queda superior a 7% e o WTI recuou cerca de 5% nesta segunda-feira.
  • Donald Trump afirmou ter suspendido ataques planejados contra o Irã em busca de um acordo diplomático.
  • O objetivo central das negociações é garantir a reabertura do Estreito de Ormuz e conter a ameaça nuclear iraniana.
  • A OPEP+ aprovou um aumento na produção global de petróleo em 188 mil barris por dia a partir de setembro.
  • O governo iraniano classificou as declarações de Trump como parte de uma guerra psicológica e negou pedidos de trégua.
  • Ações de petroleiras como Petrobras, PRIO e Brava lideraram as quedas no Ibovespa devido à desvalorização da commodity.
  • Bolsas europeias reagiram positivamente à redução das tensões geopolíticas, fechando majoritariamente em alta.
  • O Brasil atingiu um recorde de produção de 4,475 milhões de barris por dia em junho, impulsionado pelo pré-sal.
  • Analistas mantêm cautela sobre a sustentabilidade do acordo, citando a resistência de Teerã e o controle de rotas marítimas.

Os mercados globais reagiram com forte volatilidade nesta segunda-feira após o presidente Donald Trump anunciar o início de negociações diplomáticas com o Irã. A sinalização de uma possível desescalada no conflito no Oriente Médio provocou uma queda acentuada nos preços do petróleo, com o Brent recuando mais de 7% e o WTI perdendo cerca de 5% de seu valor. A decisão de Trump de cancelar ataques planejados contra infraestruturas iranianas, em troca de um acordo que vise a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim de ameaças nucleares, reduziu o prêmio de risco que havia inflado a commodity em mais de 20% durante o mês de julho.

Apesar do otimismo inicial dos investidores, o cenário permanece incerto. O governo iraniano, por meio de agências estatais, negou ter solicitado qualquer trégua e classificou as falas do presidente americano como uma estratégia de guerra psicológica. Enquanto isso, a OPEP+ anunciou um aumento na cota de produção de 188 mil barris diários a partir de setembro, o que adiciona pressão baixista sobre os preços do barril. No Brasil, o setor de energia acompanhou o movimento global, com as ações de empresas como Petrobras, PRIO e Brava registrando quedas expressivas na Bolsa de Valores.

O impacto da desvalorização do petróleo foi sentido de formas distintas ao redor do mundo. Enquanto as bolsas europeias, como o DAX e o CAC 40, encerraram o pregão em alta devido à expectativa de normalização das rotas comerciais, o Ibovespa enfrentou pressão vendedora. O mercado brasileiro, contudo, também monitora fatores internos, como a expectativa de um novo corte na taxa Selic pelo Copom e a divulgação de balanços corporativos, que dividem a atenção dos investidores com o cenário geopolítico externo.

Dados recentes da ANP destacam que o Brasil atingiu um recorde de produção de 4,475 milhões de barris por dia em junho, com o pré-sal consolidado como o principal motor do setor. A relevância desse volume é acentuada pela instabilidade nas rotas de suprimento globais, que continuam sob monitoramento após relatos de ataques a petroleiros na região do Golfo. Analistas de mercado alertam que, embora o diálogo diplomático seja um sinal positivo, a viabilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã ainda enfrenta obstáculos significativos, mantendo a cautela sobre a estabilidade dos preços da energia a médio prazo.

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