Visão geral
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica localizada no Oriente Médio, que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. É um dos pontos de estrangulamento mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, sendo responsável pela passagem de cerca de 20% do consumo global de combustíveis líquidos. Sua relevância geopolítica é acentuada por sua localização em uma região de alta tensão, frequentemente impactada por conflitos e escaladas militares que podem interromper o fluxo de navios-petroleiros e de Gás Natural Liquefeito (GNL), afetando os preços internacionais do petróleo e a segurança energética global. A disputa de narrativas sobre o Estreito de Ormuz continua, com o Irã ameaçando atacar navios e os Estados Unidos buscando garantir a passagem e o fornecimento de seguros, o que tem gerado temores no setor de seguros e provocado um choque significativo nos mercados globais de energia. Recentemente, o Irã, por meio de seu embaixador na ONU, afirmou que não fechará o Estreito, embora ressalte seu direito de preservar a segurança da hidrovia. Contudo, em um desenvolvimento mais recente, o Irã tem autorizado a passagem de petroleiros específicos, como os paquistaneses, o que o presidente Donald Trump interpretou como um "sinal de respeito". Em meio a essas tensões, a França e a Coreia do Sul anunciaram esforços conjuntos para reabrir o Estreito e estabilizar a situação, buscando soluções diplomáticas em vez de militares. Apesar do Irã ter praticamente fechado o Estreito após os ataques conjuntos de EUA e Israel em 28 de fevereiro de 2026, dados da empresa Kpler indicam que um fluxo significativo de embarcações, especialmente com origem ou destino no Irã, continuou a atravessar a rota entre 1º de março e 3 de abril de 2026. Em um desenvolvimento recente, um porta-contêineres francês e um navio-tanque japonês realizaram as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã, sugerindo uma possível mudança no padrão de tráfego. Mais recentemente, o Irã solicitou às autoridades portuárias que controlam o Estreito a permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários, indicando uma flexibilização para esse tipo de carga. Em 12 de abril de 2026, os Estados Unidos anunciaram um bloqueio ao Estreito de Ormuz, aplicando-o a embarcações que entram ou saem de portos iranianos, após o colapso das negociações entre Washington e Teerã. Este anúncio levou a um aumento de quase 8% nos preços do petróleo, com o Brent atingindo US$ 102,39 o barril e o WTI ultrapassando US$ 103, e os contratos futuros de gás europeu subindo até 18%. Em julho de 2026, a escalada militar intensificou-se após o ataque ao porta-contêineres GFS Galaxy, de bandeira cipriota, levando o Irã a anunciar o fechamento do estreito por tempo indeterminado. Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) intensificou ataques aéreos e navais, atingindo mais de 300 alvos militares iranianos, incluindo instalações de mísseis e capacidades navais, visando reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar o tráfego comercial. Apesar das declarações iranianas de fechamento, o Centcom e o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) reforçaram em meados de julho de 2026 que a rota sul permanece operacional, tendo garantido, desde maio, a passagem de mais de 800 navios comerciais e cerca de 400 milhões de barris de petróleo bruto, embora o nível de ameaça à segurança marítima permaneça severo. A Arábia Saudita restaurou a capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa. Em meados de julho de 2026, especialistas apontaram que a recuperação do fluxo de energia na região permanece incerta, com o volume de transporte marítimo ainda abaixo dos níveis pré-conflito, enquanto produtores enfrentam desafios logísticos para reparar infraestruturas portuárias, refinarias e instalações de GNL, em um cenário onde a pressão contínua dos Estados Unidos sobre o Irã dificulta a normalização da segurança na passagem. Em 12 de julho de 2026, após uma nova rodada de bombardeios americanos contra cerca de 140 alvos iranianos, o Irã reafirmou o fechamento por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, exigindo que embarcações coordenem a passagem com a Guarda Revolucionária Islâmica. Na mesma data, autoridades iranianas relataram novos ataques a alvos militares na ilha de Qeshm e explosões em Bandar Abbas, enquanto o Ministério da Defesa do Kuwait confirmou ataques com drones contra uma plataforma de petróleo e bases terrestres no país. Em resposta, o Comando Central dos EUA (Centcom) contestou publicamente a declaração de fechamento, afirmando que o Irã não detém o controle da via e que o tráfego marítimo continua fluindo, reiterando que o Estreito é uma rota internacional. O presidente Donald Trump reforçou que a hidrovia permanece acessível ao tráfego comercial, acusando Teerã de romper acordos recentes ao atacar embarcações com drones. Enquanto o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, reiterou promessas de vingança, o Paquistão, atuando como mediador, tem solicitado medidas de desescalada e diplomacia. O JMIC informou que uma rota alternativa ao sul da passagem permanece aberta e foi ampliada para tráfego em ambos os sentidos, mantendo o nível de risco como "severo", com relatos de presença de minas flutuantes e vigilância constante por drones e rádio na hidrovia, enquanto o tráfego comercial permanece muito abaixo da média histórica. Paralelamente, analistas como Robin Brooks, da Brookings Institution, argumentam que o mercado subestima os riscos geopolíticos atuais, sugerindo que o preço do barril de Brent, negociado entre US$ 75 e US$ 76 em meados de julho de 2026, deveria refletir um prêmio de risco maior, situando-se entre US$ 80 e US$ 90, e defendem que os Estados Unidos retomem o bloqueio às exportações iranianas para limitar a capacidade financeira do país em financiar suas operações militares na região. Em 13 de julho de 2026, a escalada de ataques entre EUA e Irã provocou uma alta de mais de 3,5% nos preços do petróleo (WTI e Brent), refletindo a preocupação do mercado com a redução drástica no tráfego marítimo, que atingiu o menor nível em cinco semanas, elevando os riscos de interrupção no fornecimento global de energia. A troca de ataques entre as duas nações prosseguiu durante a madrugada de segunda-feira, mantendo a instabilidade na região e a divergência pública sobre o status operacional da hidrovia.
Contexto histórico e desenvolvimento
A importância do Estreito de Ormuz como rota de transporte de energia tem sido um fator constante nas dinâmicas geopolíticas do Oriente Médio. Em março de 2026, a região experimentou uma escalada militar significativa, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que retaliou mirando bases desses países. Em resposta a essa situação, o Irã, que controla o estreito, fechou a passagem por questões de segurança em 28 de fevereiro de 2026. Essa interrupção causou um aumento imediato nos preços do petróleo, que atingiram US$ 73 por barril, o nível mais alto desde julho anterior. Centenas de navios de transporte de petróleo bruto e GNL ficaram parados, com pelo menos 150 petroleiros ancorados no Golfo Pérsico e dezenas de outros aguardando do outro lado do estreito. Em 1º de março de 2026, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) decidiu aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026 para compensar a interrupção das exportações e estabilizar o mercado. Em 3 de março de 2026, o petróleo fechou em alta de mais de 4%, com o Brent atingindo US$ 81,40 o barril e o WTI a US$ 74,56 o barril, após ter saltado acima de 9% pela manhã. O presidente Donald Trump afirmou que a marinha dos EUA poderá escoltar navios pelo Estreito e ordenou o fornecimento de seguros a “preço razoável” para mitigar a alta dos preços de energia e os temores no setor de seguros. A Saudi Aramco, em resposta à situação, passou a estudar o envio de cargas para Yanbu, um porto no Mar Vermelho fora do Golfo Pérsico, como rota alternativa. Em 12 de março de 2026, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar das declarações do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que defendeu o uso do bloqueio como alavanca. No final de março de 2026, o Irã autorizou a passagem de petroleiros paquistaneses pelo Estreito, uma ação que o presidente Donald Trump interpretou como um "sinal de respeito" e um avanço nas negociações, embora mantendo a possibilidade de ataques militares. O presidente Trump também ampliou o adiamento de ataques a usinas iranianas e, segundo o Wall Street Journal, estaria avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã, além de considerar a tomada de uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. Em abril de 2026, a França e a Coreia do Sul, através de seus presidentes Emmanuel Macron e Lee Jae-myeung, respectivamente, concordaram em cooperar para reabrir o Estreito de Ormuz, buscando aliviar as incertezas econômicas globais. Macron ressaltou a importância de uma solução diplomática, considerando uma operação militar irrealista, enquanto Trump criticava aliados por não apoiarem a guerra e sugeria que países asiáticos deveriam agir para reabrir a via navegável. Entre 1º de março e 3 de abril de 2026, um total de 221 embarcações de transporte, incluindo petroleiros e navios de carga, cruzaram o Estreito de Ormuz, com 240 travessias registradas pela Kpler, considerando viagens múltiplas. Quase 60% dessas travessias foram de navios com destino ou origem no Irã, e 64% das embarcações carregadas estavam ligadas ao território iraniano. Outros países como Emirados Árabes Unidos (20%), China (15%), Índia (14%), Arábia Saudita (8%), Omã (8%), Brasil (6%) e Iraque (5%) também tiveram embarcações transitando pelo Estreito. Durante este período, 37 navios transportaram um total de 8,45 milhões de toneladas de petróleo, e seis navios, principalmente do Brasil e da Argentina, levaram 382.000 toneladas de soja ou milho para o Irã. Em 3 de abril de 2026, um porta-contêineres francês (CMA CGM Kribi) e um navio-tanque japonês (Sohar) fizeram as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã, utilizando rotas próximas à costa iraniana e ao litoral de Omã, respectivamente. Essas travessias sugerem uma possível mudança no padrão de tráfego, que até então era dominado por embarcações pré-aprovadas pelo Irã, muitas vezes mediante o pagamento de taxas de trânsito. O Irã tem buscado consolidar um sistema de pedágios para controle de longo prazo sobre o estreito, o que preocupa os países árabes do Golfo. Em 4 de abril de 2026, o governo iraniano, por meio de sua agência de notícias estatal Tasnim, informou que solicitou às autoridades portuárias a permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários, com a criação de uma lista de embarcações "relevantes" para este fim. Em 12 de abril de 2026, após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito, os Estados Unidos anunciaram um bloqueio ao Estreito de Ormuz, a ser implementado a partir das 10h (horário de Nova York) da segunda-feira, visando embarcações que entram ou saem de portos iranianos. Em resposta, o petróleo Brent subiu quase 8%, atingindo US$ 102,39 o barril, e o WTI ultrapassou US$ 103. Os contratos futuros de gás europeu também registraram alta de até 18%. Especialistas alertaram que o Irã poderia retaliar visando o ponto de estrangulamento de Bab el-Mandeb, caso suas exportações de petróleo fossem ameaçadas. No mesmo dia, a Arábia Saudita informou ter restaurado a capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.
Linha do tempo
- 27 de fevereiro de 2026: Preços do petróleo sobem para US$ 73 por barril devido a temores de conflito no Oriente Médio.
- 28 de fevereiro de 2026: Ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã. O Irã fecha o Estreito de Ormuz por questões de segurança, interrompendo o fluxo de petróleo.
- 1º de março de 2026: Opep+ anuncia aumento na produção de petróleo em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026, em resposta à interrupção no Estreito de Ormuz.
- 1º de março a 3 de abril de 2026: Um total de 221 embarcações de transporte (240 travessias, segundo Kpler) cruzam o Estreito de Ormuz. Quase 60% das travessias são de navios com destino ou origem no Irã. 37 navios transportam 8,45 milhões de toneladas de petróleo, e 6 navios (principalmente do Brasil e Argentina) transportam 382.000 toneladas de soja ou milho para o Irã.
- 3 de março de 2026: Major-general Agostinho Costa avalia que o Irã demonstra resistência aos ataques e assume a "iniciativa de guerra", utilizando o fechamento parcial do Estreito de Ormuz e ataques a bases dos EUA para pressionar Washington. O Irã desmente propostas de negociação com os EUA.
- 3 de março de 2026: Ataque a centro logístico de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, eleva preço do Brent para US$ 85. Relatórios confirmam que o Iraque cortou a produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia.
- 3 de março de 2026: O petróleo WTI para abril fecha em alta de 4,7% (US$ 3,33), a US$ 74,56 o barril. O Brent para maio sobe 4,7% (US$ 3,66), a US$ 81,40 o barril. O presidente Donald Trump afirma que a marinha dos EUA poderá escoltar navios e ordena o fornecimento de seguros a "preço razoável". Saudi Aramco estuda enviar cargas para Yanbu, porto no Mar Vermelho.
- 5 de abril de 2026: Reunião da Opep+ agendada para analisar as condições de mercado e a conformidade.
- 12 de março de 2026: O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declara que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar das declarações do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que defendeu o uso do bloqueio. Iravani reafirma o compromisso do Irã com a liberdade de navegação e atribui a instabilidade regional às ações dos EUA.
- Semana anterior a 29 de março de 2026: Irã autoriza a passagem de 10 navios petroleiros com bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz.
- 29 de março de 2026: Donald Trump reage à autorização iraniana para a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz, considerando a medida um "sinal de respeito". Ele afirma que as negociações com o Irã estão indo "extremamente bem", mas não descarta a possibilidade de ataques. O Wall Street Journal revela que Trump está avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã.
- 31 de março de 2026: Trump anuncia que "grandes navios" começarão a atravessar o Estreito de Ormuz na manhã deste dia.
- 3 de abril de 2026: Os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Coreia do Sul, Lee Jae-myeung, concordam em Seul em trabalhar juntos para reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar incertezas econômicas globais. Macron declara que uma operação militar para reabrir o estreito é irrealista.
- 3 de abril de 2026: Um porta-contêineres francês (CMA CGM Kribi) e um navio-tanque japonês (Sohar) realizam as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã desde o início da guerra. O CMA CGM Kribi utiliza uma rota próxima à costa iraniana, enquanto o Sohar usa um trajeto pelo litoral de Omã.
- 4 de abril de 2026: O governo do Irã solicita às autoridades portuárias permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias estatal Tasnim. Uma lista de navios "relevantes" é criada para este fim.
- 12 de abril de 2026: O petróleo Brent sobe quase 8%, atingindo US$ 102,39 o barril, e o WTI ultrapassa US$ 103, após o anúncio dos EUA de que bloquearão o Estreito de Ormuz para embarcações que entram ou saem de portos iranianos. O bloqueio está previsto para começar às 10h de segunda-feira, horário de Nova York. Negociações entre Washington e Teerã falham em produzir um acordo, com o Irã classificando as demandas dos EUA como "excessivas". Especialistas alertam para a possibilidade de o Irã retaliar visando o ponto de estrangulamento de Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita restaura a capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.
- 11 e 12 de julho de 2026: O Comando Central dos EUA (Centcom) realiza uma terceira rodada de ataques contra o Irã, elevando para mais de 300 o número de alvos militares atingidos (instalações de mísseis, drones, capacidades navais e depósitos de munição) em resposta ao ataque iraniano ao porta-contêineres GFS Galaxy, de bandeira cipriota. O Irã anuncia o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado após o incidente, no qual a tripulação foi resgatada em segurança. O Centcom afirma que, desde maio, garantiu a passagem de mais de 800 navios comerciais e 400 milhões de barris de petróleo, mantendo o fluxo na rota.
- 12 de julho de 2026: O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) confirma que a rota sul do Estreito de Ormuz permanece operacional para tráfego em ambos os sentidos, apesar das alegações iranianas de fechamento da passagem. O nível de ameaça à segurança marítima é classificado como "severo", com orientação para que comandantes coordenem rotas seguras com a Marinha dos EUA, embora a medida não seja obrigatória. O Comando Naval das Forças Centrais dos EUA (Navcent) reitera que o estreito é uma via internacional não sujeita a controle iraniano. Em resposta à nova ofensiva americana, o Irã amplia ataques com mísseis e drones contra Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã, resultando em feridos no Catar. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declara o fim da era de acordos unilaterais com Washington, enquanto o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, promete retaliação pelas escolhas iranianas. O JMIC reforça que não existe autoridade legal para cobrança de tarifas ou controle da passagem na região, orientando comandantes a redobrarem a atenção contra minas e a monitorarem comunicações navais. O Centcom reforça publicamente que o tráfego flui normalmente e que o Irã não detém o controle da via, destacando que o episódio coloca sob pressão o acordo de cessação de hostilidades entre as duas nações. Em comunicado oficial, o Centcom reitera que o estreito está aberto a todas as embarcações que transitem legalmente, enfatizando que mais de 140 navios cruzaram a hidrovia apenas na última semana, apesar das declarações de Teerã exigindo coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.
- 12 de julho de 2026 (atualização): O Irã reitera que o Estreito de Ormuz permanece fechado e exige que embarcações coordenem sua passagem com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Relatos da agência estatal Fars indicam 25 explosões na província de Hormozgan decorrentes de ataques dos EUA. O JMIC reporta que o tráfego comercial permanece drasticamente reduzido, com apenas 10 trânsitos assistidos em 11 de julho, ante a média histórica de 138 navios/dia. O centro alerta para a presença de minas flutuantes e vigilância constante por drones e rádio, mantendo o nível de ameaça como "severo" devido a sete ataques atribuídos ao Irã desde 12 de junho.
- 12 de julho de 2026 (desdobramentos): O presidente Donald Trump reforça que o Estreito de Ormuz segue acessível para o tráfego comercial, rebatendo as exigências iranianas de monitoramento. O Comando Central dos EUA (Centcom) reafirma o status da hidrovia como internacional. Trump acusa o Irã de romper um acordo recente ao lançar um drone contra uma embarcação logo após negociações, classificando a liderança iraniana como "doente". O líder supremo Mojtaba Khamenei reitera promessas de vingança pela morte de líderes iranianos, enquanto o governo do Paquistão, atuando como mediador, apela por desescalada e diplomacia.
- 12 de julho de 2026 (ataque à ilha de Qeshm): A agência estatal iraniana IRNA relata que a ilha de Qeshm, situada no Estreito de Ormuz, foi alvo de um ataque com mísseis. O governo iraniano atribuiu a ofensiva a um "inimigo", sem especificar a origem, e não reportou vítimas ou danos significativos. O incidente ocorre em meio à escalada de tensões entre Teerã e Washington, com autoridades americanas reiterando que a navegação comercial na hidrovia segue operando normalmente, em contestação às alegações iranianas de fechamento da rota.
- 12 de julho de 2026 (novos ataques e desdobramentos regionais): Autoridades iranianas relatam que novos ataques atingiram alvos militares na ilha de Qeshm e causaram explosões em Bandar Abbas, com o lançamento de cerca de 10 a 11 projéteis. A ofensiva, atribuída a forças americanas, teria visado radares de vigilância, depósitos de mísseis, drones e sistemas de defesa antiaérea como resposta a ataques da Guarda Revolucionária Islâmica contra navios comerciais. Paralelamente, o Ministério da Defesa do Kuwait confirmou ataques com drones contra uma plataforma de petróleo e bases terrestres no país.
- 12 de julho de 2026 (posicionamento de Mohsen Rezaee): O conselheiro do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaee, declara que o Estreito de Ormuz possui importância estratégica superior à de "dezenas de bombas atômicas", classificando-o como um pilar da dissuasão iraniana. Rezaee defende que a gestão da hidrovia seja restrita ao Irã e Omã, rejeitando qualquer interferência dos Estados Unidos. O conselheiro sugere ainda que os países beneficiados pelo uso da rota deveriam arcar com os custos de sua segurança e preservação ambiental.
- 13 de julho de 2026: Em reação à escalada do fim de semana, os contratos futuros de petróleo WTI para agosto sobem 3,60% (US$ 73,98/barril) e o Brent para setembro avança 3,64% (US$ 78,78/barril). O CENTCOM confirma a continuidade de ataques contra sistemas de mísseis, defesa aérea e embarcações iranianas, enquanto dados de rastreamento indicam apenas seis travessias no estreito no domingo, o menor volume em cinco semanas, intensificando preocupações com o fornecimento global de energia. As forças dos EUA e do Irã continuam a trocar ataques, mantendo declarações conflitantes sobre o status operacional do Estreito de Ormuz.
Análise da Situação Atual
Em 3 de março de 2026, o major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, avaliou que o Irã demonstra capacidade de resistência aos ataques dos Estados Unidos e Israel, assumindo a "iniciativa de guerra". Segundo Costa, o fechamento parcial do Estreito de Ormuz e os bombardeios a bases dos EUA no Oriente Médio colocaram maior pressão sobre Washington. A avaliação inicial dos EUA de que o regime iraniano ruiria rapidamente mostrou-se equivocada, e o objetivo de derrubar o governo não foi alcançado. O Irã teria se preparado para o conflito, dispersando equipamentos balísticos e utilizando satélites chineses BeiDu para ataques precisos, que os EUA não conseguem neutralizar. A estratégia iraniana visa expulsar os EUA do Golfo Pérsico e desgastar a defesa aérea israelense, utilizando mísseis mais antigos contra Israel para esgotar suas defesas. A inutilização de bases dos EUA na região dificulta as operações aéreas de Israel e dos EUA, que precisam operar a partir de porta-aviões, Israel e Chipre. As negociações entre EUA e Irã foram desmentidas pelo Irã, e a capacidade dos EUA de sustentar uma guerra prolongada é questionada devido a possíveis faltas de munição, apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre munição "ilimitada".
O bloqueio do Estreito de Ormuz, que praticamente interrompeu a passagem de embarcações desde 1º de março, causou uma contagem regressiva crítica para o mercado de energia. O JPMorgan estima que o Iraque e o Kuwait têm, respectivamente, apenas três e 14 dias de reserva antes de serem forçados a interromper o fornecimento de óleo bruto devido à proximidade do limite de armazenamento. As paralisações na produção podem saltar de 3,3 milhões de barris por dia (mbd) no oitavo dia de conflito para 4,7 mbd no 18º dia. Relatórios de 3 de março já confirmam que o Iraque cortou a produção em cerca de 1,5 mbd, com interrupções em campos como Rumaila e West Qurna-2. A falta de espaço para estocar o petróleo produzido obrigará os países do Golfo a lacrar poços, reduzindo drasticamente a oferta global de óleo bruto. A crise ganhou novos contornos com ataques diretos a pontos estratégicos, como o incêndio no centro logístico de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que ajudou a empurrar o preço do barril de petróleo tipo Brent para US$ 85. Atualmente, o transporte marítimo através de Ormuz está efetivamente paralisado, com exceção de embarcações iranianas. Alguns navios tentam transitar com os transponders desligados para evitar detecção, em uma tática conhecida como "navios fantasmas". Analistas do JPMorgan sugerem que a administração dos EUA poderia intervir para reabrir os fluxos combinando escoltas navais com seguros contra riscos de guerra garantidos pelo governo, reduzindo o risco físico e financeiro do trânsito. O presidente Donald Trump, em 3 de março de 2026, afirmou que a marinha dos EUA poderá escoltar navios pelo Estreito e que ordenou o fornecimento de seguros a "preço razoável" para mitigar os impactos no setor de seguros e nos preços de energia. O economista Robin Brooks, do Brookings Institute, alertou que este é um choque "absolutamente gigantesco" que está se propagando pelos mercados globais, com condições de desordem se instalando. O Société Générale levantou questões sobre a duração do conflito, a liderança iraniana e o tempo de fechamento do Estreito, com o consenso apontando para um conflito de menos de um mês, um novo líder linha-dura no Irã, Brent subindo para US$ 90-100 por barril e o Estreito fechado por apenas alguns dias. Além do petróleo, os preços do gás natural Dutch TTF na Europa dispararam 20,4%, e o diesel Low Suphur avançou 9,3%. Nos EUA, o gás natural Henry Hub subiu 3,2%, e o diesel Harbor saltou 10,2%, refletindo a ampliação da crise energética. Em 12 de março de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de a Marinha dos EUA, em coalizão internacional, escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz quando militarmente viável, reforçando a postura americana de garantir a segurança da navegação.
No final de março de 2026, a situação no Estreito de Ormuz apresentou novos desenvolvimentos. O Irã, que anteriormente havia fechado a passagem por segurança, autorizou a passagem de 10 petroleiros paquistaneses na semana anterior a 29 de março, e mais 20 petroleiros paquistaneses foram autorizados a passar a partir de 31 de março. O presidente Donald Trump interpretou essa ação como um "sinal de respeito" e indicou que as negociações com o Irã estavam progredindo "extremamente bem". No entanto, Trump manteve uma retórica ambivalente, ressaltando a imprevisibilidade do Irã e a possibilidade de novos ataques, além de mencionar que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar a tomada de uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. O Wall Street Journal também revelou que Trump estaria avaliando uma operação militar para extrair quase mil libras de urânio do Irã. Trump afirmou que o regime iraniano mudou, com líderes anteriores sendo "dizimados" e o grupo atual sendo "muito mais razoável".
Entre 1º de março e 3 de abril de 2026, apesar do fechamento do Estreito pelo Irã, 221 embarcações de transporte (totalizando 240 travessias, segundo a Kpler) cruzaram a rota. A maioria dessas travessias (quase 60%) teve origem ou destino no Irã. Das 118 travessias com carga, 37 transportavam petróleo (8,45 milhões de toneladas), e seis navios, principalmente do Brasil e da Argentina, transportaram 382.000 toneladas de soja ou milho para o Irã. Outros países cujas embarcações transitaram pelo Estreito incluem Emirados Árabes Unidos (20%), China (15%), Índia (14%), Arábia Saudita (8%), Omã (8%), Brasil (6%) e Iraque (5%).
Em 3 de abril de 2026, em Seul, os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Coreia do Sul, Lee Jae-myeung, concordaram em trabalhar juntos para reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar as incertezas econômicas globais causadas pela guerra no Oriente Médio. Macron enfatizou a necessidade de definir condições internacionais para aliviar a crise e o conflito, e afirmou que uma operação militar para reabrir o estreito é irrealista. A cúpula ocorreu em meio a críticas de Donald Trump a aliados europeus e asiáticos por não apoiarem a guerra de Washington e Israel contra o Irã. Trump havia sugerido que países como Coreia do Sul, Japão e China, que dependem fortemente do petróleo do estreito, deveriam ser os responsáveis por sua reabertura. Além disso, França e Coreia do Sul assinaram acordos para expandir a cooperação em tecnologia, energia (incluindo cadeias de suprimento de combustível nuclear e projetos de energia eólica offshore) e minerais críticos, visando mitigar a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a segurança energética.
No mesmo dia, 3 de abril de 2026, um porta-contêineres francês, o CMA CGM Kribi, e um navio-tanque de GNL japonês, o Sohar, realizaram as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã desde o início do conflito. O CMA CGM Kribi, com bandeira de Malta, navegou próximo à costa iraniana, passando por um canal entre as ilhas de Qeshm e Larak. O Sohar, um navio omani copropriedade da japonesa Mitsui OSK Lines, utilizou uma rota pelo litoral de Omã. Essas travessias sugerem uma possível mudança no padrão de tráfego, que anteriormente exigia pré-aprovado iraniana e, em alguns casos, o pagamento de taxas de trânsito. O Irã tem buscado consolidar um sistema de pedágios para controle de longo prazo sobre o estreito, o que preocupa os países árabes do Golfo. A dificuldade em rastrear navios na região é agravada por intensa interferência de sinais e práticas de "spoofing" (falsificação de sinal).
Em 4 de abril de 2026, o governo do Irã, por meio de sua agência de notícias estatal Tasnim, solicitou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz a permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários. O chefe da Organização Portuária iraniana deve tomar as providências necessárias para permitir a passagem desses navios. Uma lista de navios considerados “relevantes” nesse contexto foi criada, e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano tratando da autorização de passagem por Ormuz. Essa medida representa uma flexibilização do Irã para o trânsito de cargas humanitárias na região.
Em 12 de abril de 2026, o petróleo valorizou quase 8% na abertura das negociações, com o Brent atingindo US$ 102,39 o barril e o West Texas Intermediate (WTI) ultrapassando US$ 103, após o anúncio de que os EUA se moveriam para bloquear o Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA informou que as forças americanas iniciariam o bloqueio, que se aplica apenas a embarcações que entram ou saem de portos iranianos, a partir das 10h de segunda-feira, horário de Nova York. Os contratos futuros de gás europeu também subiram até 18%. Essas ações ocorreram após o colapso das negociações de fim de semana entre Washington e Teerã, onde o Irã caracterizou as demandas dos EUA como "excessivas". Mona Yacoubian, diretora do Programa de Oriente Médio no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, expressou ceticismo sobre o plano de bloqueio, sugerindo que o Irã poderia retaliar visando o trânsito pelo ponto de estrangulamento em Bab el-Mandeb, na entrada sul do Mar Vermelho, caso suas exportações de petróleo fossem ameaçadas. A Arábia Saudita, por sua vez, anunciou a restauração da capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.
Em julho de 2026, a escalada militar intensificou-se após o ataque iraniano ao porta-contêineres GFS Galaxy, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz, levando o Irã a anunciar o fechamento da passagem por tempo indeterminado. Em resposta, os EUA lançaram uma nova rodada de bombardeios contra cerca de 140 alvos militares iranianos. Na madrugada de 12 de julho de 2026, o Irã retaliou com ataques de mísseis e drones contra Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã, resultando em feridos no Catar. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o Irã sofreria as consequências de suas escolhas, enquanto o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a era dos acordos unilaterais com Washington havia terminado. Apesar da instabilidade, o Comando Central dos EUA afirmou que, desde maio, forças americanas garantiram a passagem de mais de 800 navios comerciais e cerca de 400 milhões de barris de petróleo bruto, embora a recuperação total dos fluxos energéticos permaneça incerta devido a danos infraestruturais e à contínua pressão militar. Em 12 de julho de 2026, o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) informou que, apesar do anúncio iraniano de fechamento, a rota ao sul do Estreito de Ormuz permanece aberta e foi ampliada para tráfego em ambos os sentidos, mantendo-se o nível de risco como "severo". A Marinha dos EUA reiterou que o Estreito é uma via internacional não sujeita ao controle iraniano, sendo facultativo o contato com o serviço de orientação naval americano para as embarcações que utilizam a rota sul. Em meados de julho, o Irã reforçou a exigência de que embarcações coordenem sua passagem com a Guarda Revolucionária Islâmica, enquanto relatos indicam a presença de minas flutuantes e vigilância constante por drones e rádio na hidrovia, mantendo o tráfego comercial significativamente abaixo da média histórica. Em 12 de julho de 2026, o economista Robin Brooks, do Brookings Institution, defendeu que os EUA deveriam retomar o bloqueio às exportações de petróleo do Irã, argumentando que a suspensão da medida financiou as recentes ações iranianas na região. Brooks estima que o Irã tenha exportado entre 70 e 80 milhões de barris desde a suspensão das sanções e sugere que o preço do Brent, oscilando entre US$ 75 e US$ 76, subestima os riscos geopolíticos, que deveriam situar o barril entre US$ 80 e US$ 90. Em 13 de julho de 2026, o petróleo WTI e o Brent registraram altas superiores a 3,5%, atingindo US$ 73,98 e US$ 78,78 por barril, respectivamente, após o Comando Central dos EUA (CENTCOM) intensificar ataques contra sistemas de mísseis e estruturas de defesa aérea iranianas para proteger a navegação comercial, enquanto dados de rastreamento indicaram uma redução drástica no tráfego marítimo no estreito.
Principais atores
- Irã: País que controla o Estreito de Ormuz e tomou a decisão de fechá-lo por segurança. Demonstra resistência e iniciativa na guerra, utilizando táticas como o fechamento parcial do estreito e ataques precisos a bases inimigas. Continua a ameaçar atacar navios na região, embora seu embaixador na ONU tenha declarado que não fechará o Estreito, reafirmando o compromisso com a liberdade de navegação. Mais recentemente, autorizou a passagem de petroleiros paquistaneses, o que foi interpretado por Trump como um sinal de respeito. Apesar do fechamento, embarcações com origem ou destino no Irã continuaram a transitar pelo Estreito entre 1º de março e 3 de abril de 2026. Tem tentado consolidar um sistema de pedágios para controle de longo prazo sobre o estreito. Em 4 de abril de 2026, solicitou permissão para a passagem de navios com bens humanitários, indicando uma flexibilização para este tipo de carga. Negociações com os EUA para encerrar o conflito falharam em produzir um acordo, com o Irã caracterizando as demandas dos EUA como "excessivas". Especialistas alertam que o Irã pode retaliar visando o trânsito pelo ponto de estrangulamento em Bab el-Mandeb, caso suas exportações de petróleo sejam ameaçadas. Em julho de 2026, após um incidente com o navio porta-contêineres GFS Galaxy e um ataque a um navio cipriota, o país anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, reafirmando a medida após ataques a navios em rotas consideradas "não autorizadas". Em 12 de julho de 2026, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou o fim da era de acordos unilaterais com Washington, enquanto o país ampliava ataques com mísseis e drones contra Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã em resposta a bombardeios americanos. No mesmo dia, autoridades iranianas relataram ataques a alvos militares na ilha de Qeshm e explosões em Bandar Abbas, atribuindo a ação a um "inimigo" não especificado. O governo iraniano sustenta que o estreito está fechado e exige que embarcações coordenem sua passagem com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, postura contestada pelos Estados Unidos. Mohsen Rezaee, conselheiro do líder supremo, afirmou em 12 de julho de 2026 que o Estreito de Ormuz é um pilar de dissuasão superior a "dezenas de bombas atômicas", defendendo que a gestão da via seja feita exclusivamente pelo Irã e Omã, sem interferência estrangeira, e sugerindo que países beneficiados arquem com custos de segurança e preservação. Relatos de julho de 2026 indicam que a Guarda Revolucionária mantém vigilância constante com drones, abordagens por rádio e alertas sobre minas flutuantes, enquanto explosões foram reportadas na província de Hormozgan devido a ataques americanos. O líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, reiterou promessas de vingança pela morte de líderes iranianos, afirmando que a retaliação ocorrerá independentemente da presença de autoridades atuais. Em 13 de julho de 2026, Teerã manteve a declaração de fechamento do estreito, apesar das contestações americanas.
- Estados Unidos: Envolvido em ataques militares na região contra o Irã, mas enfrenta dificuldades em sustentar o conflito e neutralizar as táticas iranianas. O presidente Donald Trump afirmou que a marinha poderá escoltar navios e ordenou o fornecimento de seguros para mitigar os riscos no estreito. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, também indicou a possibilidade de escoltas navais. Trump tem mantido uma retórica ambivalente sobre negociações e ações militares, considerando a autorização de passagem de petroleiros pelo Irã como um "sinal de respeito", mas também avaliando operações militares para extração de urânio e a tomada de ilhas estratégicas. Tem criticado aliados por não apoiarem a guerra e sugerido que países asiáticos deveriam agir para reabrir o estreito. Trump inicialmente considerou abrir a passagem à força, mas depois mudou o tom, afirmando que os EUA não dependem do petróleo comercializado por essa via e reiterando que o Estreito de Ormuz permanece acessível para o tráfego comercial internacional. Em 12 de abril de 2026, os EUA anunciaram um bloqueio ao Estreito de Ormuz, aplicando-o a embarcações que entram ou saem de portos iranianos. Negociações de fim de semana entre Washington e Teerã falharam em produzir um acordo para encerrar o conflito. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, retornou sem um compromisso afirmativo de Teerã de não buscar uma arma nuclear. Em julho de 2026, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter atingido mais de 300 alvos militares iranianos desde o início da ofensiva, incluindo instalações de mísseis, capacidades navais e depósitos de munição, visando reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais. Em meados de julho de 2026, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou uma nova rodada de bombardeios contra cerca de 140 alvos militares iranianos, incluindo radares de vigilância, depósitos de mísseis e sistemas de defesa antiaérea próximos ao Estreito de Ormuz, declarando que o Irã pagaria pelas escolhas feitas no conflito. Em 12 de julho de 2026, forças americanas conduziram novas operações militares contra alvos iranianos na região, visando degradar a capacidade de Teerã de atingir marinheiros civis e navios comerciais. O Comando Naval das Forças Centrais dos EUA (Navcent) reiterou que o estreito é uma via internacional, não sujeita a controle ou coerção iraniana, e mantém operações para garantir a liberdade de navegação, tendo auxiliado a passagem de mais de 800 navios comerciais desde maio de 2026. Em 12 de julho de 2026, o Centcom contestou oficialmente o anúncio de fechamento feito pelo Irã, declarando que o tráfego marítimo continua fluindo e que o Irã não detém o controle da via, reforçando que as forças americanas permanecem posicionadas para garantir a liberdade de navegação. Em 13 de julho de 2026, os EUA reiteraram que o estreito permanece aberto para o tráfego internacional, em meio a novos ataques mútuos com o Irã. O embaixador dos EUA na Otan, Matthew Whitaker, reiterou que a posição de Washington é que o estreito permanecerá aberto.
- Israel: Envolvido em ataques militares na região contra o Irã, com sua defesa aérea sendo alvo de uma estratégia iraniana de desgaste.
- Opep+: Organização composta por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, que decidiu aumentar a produção de petróleo para estabilizar o mercado.
- Omã: País membro da Opep+ e envolvido em esforços de desescalada. Teve embarcações transitando pelo Estreito de Ormuz entre 1º de março e 3 de abril de 2026. Um navio-tanque de GNL com bandeira omani utilizou uma rota pelo litoral de Omã para cruzar o estreito em 3 de abril de 2026. Em julho de 2026, o país relatou ataques com drones em seu território, próximos ao Estreito de Ormuz, um dia após sediar negociações com representantes iranianos sobre a administração da passagem marítima. O governo iraniano tem defendido a gestão conjunta da hidrovia exclusivamente com Omã.
- França: Através de seu presidente Emmanuel Macron, concordou em trabalhar com a Coreia do Sul para reabrir o Estreito de Ormuz, buscando soluções diplomáticas e considerando a intervenção militar irrealista. Também assinou acordos de cooperação em tecnologia, energia e minerais críticos com a Coreia do Sul. Um porta-contêineres francês realizou uma das primeiras travessias de navios não associados a países amigos do Irã em 3 de abril de 2026.
- Coreia do Sul: Através de seu presidente Lee Jae-myeung, concordou em trabalhar com a França para reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar as incertezas econômicas. Busca aumentar a produção nuclear e acelerar a transição para energias renováveis. Não considera pagar taxas de trânsito ao Irã.
- Japão: Um navio-tanque de GNL copropriedade de uma empresa japonesa (Mitsui OSK Lines) realizou uma das primeiras travessias de navios não associados a países amigos do Irã em 3 de abril de 2026. O Japão também pediu um cessar-fogo na região.
- Paquistão: Atuando como mediador no conflito, o governo paquistanês manifestou preocupação com a escalada das tensões em julho de 2026, reiterando apoio à soberania dos países envolvidos e apelando por medidas imediatas de desescalada e soluções diplomáticas.
- Kuwait: Em julho de 2026, o Ministério da Defesa confirmou ataques com drones contra uma plataforma de perfuração da Kuwait Oil Company e bases terrestres no país, em meio à escalada regional.
- Major-general Agostinho Costa: Especialista em segurança e geopolítica que oferece análises sobre o conflito e as estratégias militares envolvidas.
- JPMorgan: Banco de investimento que oferece análises sobre o impacto econômico do bloqueio do Estreito de Ormuz e sugere possíveis intervenções.
- Saudi Aramco: Petroleira saudita que estuda rotas alternativas de exportação, como o porto de Yanbu no Mar Redondo, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. A Arábia Saudita teve embarcações transportando petróleo pelo Estreito de Ormuz entre 1º de março e 3 de abril de 2026. Em 12 de abril de 2026, informou ter restaurado a capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.
- Robin Brooks: Economista e pesquisador sênior da Brookings Institution que alerta para o choque nos mercados globais. Em julho de 2026, defendeu que os EUA deveriam retomar o bloqueio às exportações de petróleo iraniano, argumentando que a suspensão da medida financia as ações de Teerã na região e que o preço do Brent subestima os riscos geopolíticos atuais, devendo estar na faixa de US$ 80 a US$ 90.
- Société Générale: Instituição financeira que analisou as possíveis durações do conflito e seus impactos nos preços do petróleo.
- Amir Saeid Iravani: Embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas, que declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, buscando esclarecer a posição iraniana perante a comunidade internacional.
- Mojtaba Khamenei: Novo líder supremo iraniano, que expressou uma visão diferente da diplomacia, defendendo o uso do bloqueio do Estreito de Ormuz como uma alavanca.
- Scott Bessent: Secretário do Tesouro dos EUA, que comentou sobre a possibilidade de a Marinha dos EUA, em coalizão internacional, escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz.
- Kpler: Empresa de dados marítimos que compilou informações sobre o tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz entre 1º de março e 3 de abril de 2026.
- CMA CGM SA: Terceira maior empresa de navegação de contêineres do mundo, proprietária do porta-contêineres francês CMA CGM Kribi que cruzou o estreito em 3 de abril de 2026.
- Mitsui OSK Lines: Empresa japonesa coproprietária do navio-tanque de GNL Sohar que cruzou o estreito em 3 de abril de 2026.
- Agência Tasnim: Agência de notícias estatal iraniana que reportou a solicitação do Irã para a passagem de navios com bens humanitários em 4 de abril de 2026. Também caracterizou as demandas dos EUA como "excessivas" durante as negociações.
- Mona Yacoubian: Diretora do Programa de Oriente Médio no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, que expressou ceticismo sobre o plano de bloqueio dos EUA e alertou para a possível retaliação iraniana em Bab el-Mandeb.
- JD Vance: Vice-presidente dos EUA, que participou das negociações com o Irã, buscando um compromisso de Teerã de não buscar uma arma nuclear, mas retornou sem sucesso.
- Comando Central dos EUA: Anunciou que as forças dos EUA iniciariam o bloqueio ao Estreito de Ormuz a partir das 10h de segunda-feira, horário de Nova York, em 12 de abril de 2026. Em 12 de julho de 2026, reforçou publicamente que o tráfego no estreito permanece ativo, contestando as alegações iranianas de fechamento.
- Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC): Órgão que monitora a segurança marítima na região. Em julho de 2026, reportou que a rota sul do Estreito de Ormuz permanece aberta e foi ampliada para tráfego em ambos os sentidos, apesar das declarações iranianas de fechamento. O órgão mantém o nível de risco como "severo", orientando comandantes a monitorar comunicações navais e atentar para o risco de minas, ressaltando que não há autoridade legal para cobrança de tarifas ou controle da passagem, e observando que o tráfego comercial permanece muito abaixo da média histórica.
Termos importantes
- Ponto de estrangulamento: Termo geográfico que descreve um canal estreito ou passagem que é estrategicamente importante para o comércio ou transporte, e que pode ser facilmente controlado ou bloqueado.
- Opep+: Grupo de países exportadores de petróleo que inclui os membros da Opep e outros grandes produtores, como a Rússia, que colaboram para gerenciar a oferta global de petróleo.
- Barril de petróleo: Unidade de medida padrão para o volume de petróleo, equivalente a aproximadamente 159 litros.
- Satélites BeiDu: Constelação de satélites chineses que, segundo análises, tem sido utilizada pelo Irã para fornecer percepção situacional em tempo real e imagens para ataques precisos.
- Navios fantasmas: Termo usado para descrever embarcações que desligam seus transponders para evitar detecção e rastreamento, especialmente em zonas de conflito ou bloqueio marítimo.
- Yanbu: Porto saudita no Mar Vermelho, fora do Golfo Pérsico, que está sendo considerado como uma rota alternativa para exportação de petróleo pela Saudi Aramco.
- Kpler: Empresa de análise de dados marítimos que monitora o tráfego de embarcações globalmente, incluindo o Estreito de Ormuz.
- Spoofing: Prática de falsificação de sinal, utilizada para enganar sistemas de rastreamento de navios e dificultar a detecção de embarcações.
- Bens humanitários: Cargas que incluem alimentos, medicamentos, suprimentos médicos e outros itens essenciais para assistência a populações em necessidade, geralmente em contextos de crise ou conflito.
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