O Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia, sendo crucial para mais de 20% do transporte global de petróleo e GNL. Atualmente, a região enfrenta alta tensão devido a conflitos e escaladas militares, com o Irã controlando a passagem e os EUA implementando um bloqueio a embarcações iranianas após o colapso das negociações. Essa situação tem causado um choque significativo nos mercados globais de energia, com aumentos nos preços do petróleo e gás, e esforços diplomáticos de países como França e Coreia do Sul para estabilizar a situação.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica localizada no Oriente Médio, que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. É um dos pontos de estrangulamento mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, sendo responsável pela passagem de mais de 20% do fornecimento global de combustível. Sua relevância geopolítica é acentuada por sua localização em uma região de alta tensão, frequentemente impactada por conflitos e escaladas militares que podem interromper o fluxo de navios-petroleiros e de Gás Natural Liquefeito (GNL), afetando os preços internacionais do petróleo e a segurança energética global. A disputa de narrativas sobre o Estreito de Ormuz continua, com o Irã ameaçando atacar navios e os Estados Unidos buscando garantir a passagem e o fornecimento de seguros, o que tem gerado temores no setor de seguros e provocado um choque significativo nos mercados globais de energia. Recentemente, o Irã, por meio de seu embaixador na ONU, afirmou que não fechará o Estreito, embora ressalte seu direito de preservar a segurança da hidrovia. Contudo, em um desenvolvimento mais recente, o Irã tem autorizado a passagem de petroleiros específicos, como os paquistaneses, o que o presidente Donald Trump interpretou como um "sinal de respeito". Em meio a essas tensões, a França e a Coreia do Sul anunciaram esforços conjuntos para reabrir o Estreito e estabilizar a situação, buscando soluções diplomáticas em vez de militares. Apesar do Irã ter praticamente fechado o Estreito após os ataques conjuntos de EUA e Israel em 28 de fevereiro de 2026, dados da empresa Kpler indicam que um fluxo significativo de embarcações, especialmente com origem ou destino no Irã, continuou a atravessar a rota entre 1º de março e 3 de abril de 2026. Em um desenvolvimento recente, um porta-contêineres francês e um navio-tanque japonês realizaram as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã, sugerindo uma possível mudança no padrão de tráfego. Mais recentemente, o Irã solicitou às autoridades portuárias que controlam o Estreito a permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários, indicando uma flexibilização para esse tipo de carga. Em 12 de abril de 2026, os Estados Unidos anunciaram um bloqueio ao Estreito de Ormuz, aplicando-o a embarcações que entram ou saem de portos iranianos, após o colapso das negociações entre Washington e Teerã. Este anúncio levou a um aumento de quase 8% nos preços do petróleo, com o Brent atingindo US$ 102,39 o barril e o WTI ultrapassando US$ 103, e os contratos futuros de gás europeu subindo até 18%. Especialistas alertam que, caso suas exportações de petróleo sejam ameaçadas, o Irã pode retaliar visando o ponto de estrangulamento de Bab el-Mandeb, na entrada sul do Mar Vermelho. A Arábia Saudita, por sua vez, restaurou a capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.
A importância do Estreito de Ormuz como rota de transporte de energia tem sido um fator constante nas dinâmicas geopolíticas do Oriente Médio. Em março de 2026, a região experimentou uma escalada militar significativa, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que retaliou mirando bases desses países. Em resposta a essa situação, o Irã, que controla o estreito, fechou a passagem por questões de segurança em 28 de fevereiro de 2026. Essa interrupção causou um aumento imediato nos preços do petróleo, que atingiram US$ 73 por barril, o nível mais alto desde julho anterior. Centenas de navios de transporte de petróleo bruto e GNL ficaram parados, com pelo menos 150 petroleiros ancorados no Golfo Pérsico e dezenas de outros aguardando do outro lado do estreito. Em 1º de março de 2026, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) decidiu aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026 para compensar a interrupção das exportações e estabilizar o mercado. Em 3 de março de 2026, o petróleo fechou em alta de mais de 4%, com o Brent atingindo US$ 81,40 o barril e o WTI a US$ 74,56 o barril, após ter saltado acima de 9% pela manhã. O presidente Donald Trump afirmou que a marinha dos EUA poderá escoltar navios pelo Estreito e ordenou o fornecimento de seguros a “preço razoável” para mitigar a alta dos preços de energia e os temores no setor de seguros. A Saudi Aramco, em resposta à situação, passou a estudar o envio de cargas para Yanbu, um porto no Mar Vermelho fora do Golfo Pérsico, como rota alternativa. Em 12 de março de 2026, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar das declarações do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que defendeu o uso do bloqueio como alavanca. No final de março de 2026, o Irã autorizou a passagem de petroleiros paquistaneses pelo Estreito, uma ação que o presidente Donald Trump interpretou como um "sinal de respeito" e um avanço nas negociações, embora mantendo a possibilidade de ataques militares. O presidente Trump também ampliou o adiamento de ataques a usinas iranianas e, segundo o Wall Street Journal, estaria avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã, além de considerar a tomada de uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. Em abril de 2026, a França e a Coreia do Sul, através de seus presidentes Emmanuel Macron e Lee Jae-myeung, respectivamente, concordaram em cooperar para reabrir o Estreito de Ormuz, buscando aliviar as incertezas econômicas globais. Macron ressaltou a importância de uma solução diplomática, considerando uma operação militar irrealista, enquanto Trump criticava aliados por não apoiarem a guerra e sugeria que países asiáticos deveriam agir para reabrir a via navegável. Entre 1º de março e 3 de abril de 2026, um total de 221 embarcações de transporte, incluindo petroleiros e navios de carga, cruzaram o Estreito de Ormuz, com 240 travessias registradas pela Kpler, considerando viagens múltiplas. Quase 60% dessas travessias foram de navios com destino ou origem no Irã, e 64% das embarcações carregadas estavam ligadas ao território iraniano. Outros países como Emirados Árabes Unidos (20%), China (15%), Índia (14%), Arábia Saudita (8%), Omã (8%), Brasil (6%) e Iraque (5%) também tiveram embarcações transitando pelo Estreito. Durante este período, 37 navios transportaram um total de 8,45 milhões de toneladas de petróleo, e seis navios, principalmente do Brasil e da Argentina, levaram 382.000 toneladas de soja ou milho para o Irã. Em 3 de abril de 2026, um porta-contêineres francês (CMA CGM Kribi) e um navio-tanque japonês (Sohar) fizeram as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã, utilizando rotas próximas à costa iraniana e ao litoral de Omã, respectivamente. Essas travessias sugerem uma possível mudança no padrão de tráfego, que até então era dominado por embarcações pré-aprovadas pelo Irã, muitas vezes mediante o pagamento de taxas de trânsito. O Irã tem buscado consolidar um sistema de pedágios para controle de longo prazo sobre o estreito, o que preocupa os países árabes do Golfo. Em 4 de abril de 2026, o governo iraniano, por meio de sua agência de notícias estatal Tasnim, informou que solicitou às autoridades portuárias a permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários, com a criação de uma lista de embarcações "relevantes" para este fim. Em 12 de abril de 2026, após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito, os Estados Unidos anunciaram um bloqueio ao Estreito de Ormuz, a ser implementado a partir das 10h (horário de Nova York) da segunda-feira, visando embarcações que entram ou saem de portos iranianos. Em resposta, o petróleo Brent subiu quase 8%, atingindo US$ 102,39 o barril, e o WTI ultrapassou US$ 103. Os contratos futuros de gás europeu também registraram alta de até 18%. Especialistas alertaram que o Irã poderia retaliar visando o ponto de estrangulamento de Bab el-Mandeb, caso suas exportações de petróleo fossem ameaçadas. No mesmo dia, a Arábia Saudita informou ter restaurado a capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.
Em 3 de março de 2026, o major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, avaliou que o Irã demonstra capacidade de resistência aos ataques dos Estados Unidos e Israel, assumindo a "iniciativa de guerra". Segundo Costa, o fechamento parcial do Estreito de Ormuz e os bombardeios a bases dos EUA no Oriente Médio colocaram maior pressão sobre Washington. A avaliação inicial dos EUA de que o regime iraniano ruiria rapidamente mostrou-se equivocada, e o objetivo de derrubar o governo não foi alcançado. O Irã teria se preparado para o conflito, dispersando equipamentos balísticos e utilizando satélites chineses BeiDu para ataques precisos, que os EUA não conseguem neutralizar. A estratégia iraniana visa expulsar os EUA do Golfo Pérsico e desgastar a defesa aérea israelense, utilizando mísseis mais antigos contra Israel para esgotar suas defesas. A inutilização de bases dos EUA na região dificulta as operações aéreas de Israel e dos EUA, que precisam operar a partir de porta-aviões, Israel e Chipre. As negociações entre EUA e Irã foram desmentidas pelo Irã, e a capacidade dos EUA de sustentar uma guerra prolongada é questionada devido a possíveis faltas de munição, apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre munição "ilimitada".
O bloqueio do Estreito de Ormuz, que praticamente interrompeu a passagem de embarcações desde 1º de março, causou uma contagem regressiva crítica para o mercado de energia. O JPMorgan estima que o Iraque e o Kuwait têm, respectivamente, apenas três e 14 dias de reserva antes de serem forçados a interromper o fornecimento de óleo bruto devido à proximidade do limite de armazenamento. As paralisações na produção podem saltar de 3,3 milhões de barris por dia (mbd) no oitavo dia de conflito para 4,7 mbd no 18º dia. Relatórios de 3 de março já confirmam que o Iraque cortou a produção em cerca de 1,5 mbd, com interrupções em campos como Rumaila e West Qurna-2. A falta de espaço para estocar o petróleo produzido obrigará os países do Golfo a lacrar poços, reduzindo drasticamente a oferta global de óleo bruto. A crise ganhou novos contornos com ataques diretos a pontos estratégicos, como o incêndio no centro logístico de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que ajudou a empurrar o preço do barril de petróleo tipo Brent para US$ 85. Atualmente, o transporte marítimo através de Ormuz está efetivamente paralisado, com exceção de embarcações iranianas. Alguns navios tentam transitar com os transponders desligados para evitar detecção, em uma tática conhecida como "navios fantasmas". Analistas do JPMorgan sugerem que a administração dos EUA poderia intervir para reabrir os fluxos combinando escoltas navais com seguros contra riscos de guerra garantidos pelo governo, reduzindo o risco físico e financeiro do trânsito. O presidente Donald Trump, em 3 de março de 2026, afirmou que a marinha dos EUA poderá escoltar navios pelo Estreito e que ordenou o fornecimento de seguros a "preço razoável" para mitigar os impactos no setor de seguros e nos preços de energia. O economista Robin Brooks, do Brookings Institute, alertou que este é um choque "absolutamente gigantesco" que está se propagando pelos mercados globais, com condições de desordem se instalando. O Société Générale levantou questões sobre a duração do conflito, a liderança iraniana e o tempo de fechamento do Estreito, com o consenso apontando para um conflito de menos de um mês, um novo líder linha-dura no Irã, Brent subindo para US$ 90-100 por barril e o Estreito fechado por apenas alguns dias. Além do petróleo, os preços do gás natural Dutch TTF na Europa dispararam 20,4%, e o diesel Low Suphur avançou 9,3%. Nos EUA, o gás natural Henry Hub subiu 3,2%, e o diesel Harbor saltou 10,2%, refletindo a ampliação da crise energética. Em 12 de março de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de a Marinha dos EUA, em coalizão internacional, escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz quando militarmente viável, reforçando a postura americana de garantir a segurança da navegação.
No final de março de 2026, a situação no Estreito de Ormuz apresentou novos desenvolvimentos. O Irã, que anteriormente havia fechado a passagem por segurança, autorizou a passagem de 10 petroleiros paquistaneses na semana anterior a 29 de março, e mais 20 petroleiros paquistaneses foram autorizados a passar a partir de 31 de março. O presidente Donald Trump interpretou essa ação como um "sinal de respeito" e indicou que as negociações com o Irã estavam progredindo "extremamente bem". No entanto, Trump manteve uma retórica ambivalente, ressaltando a imprevisibilidade do Irã e a possibilidade de novos ataques, além de mencionar que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar a tomada de uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. O Wall Street Journal também revelou que Trump estaria avaliando uma operação militar para extrair quase mil libras de urânio do Irã. Trump afirmou que o regime iraniano mudou, com líderes anteriores sendo "dizimados" e o grupo atual sendo "muito mais razoável".
Entre 1º de março e 3 de abril de 2026, apesar do fechamento do Estreito pelo Irã, 221 embarcações de transporte (totalizando 240 travessias, segundo a Kpler) cruzaram a rota. A maioria dessas travessias (quase 60%) teve origem ou destino no Irã. Das 118 travessias com carga, 37 transportavam petróleo (8,45 milhões de toneladas), e seis navios, principalmente do Brasil e da Argentina, transportaram 382.000 toneladas de soja ou milho para o Irã. Outros países cujas embarcações transitaram pelo Estreito incluem Emirados Árabes Unidos (20%), China (15%), Índia (14%), Arábia Saudita (8%), Omã (8%), Brasil (6%) e Iraque (5%).
Em 3 de abril de 2026, em Seul, os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Coreia do Sul, Lee Jae-myeung, concordaram em trabalhar juntos para reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar as incertezas econômicas globais causadas pela guerra no Oriente Médio. Macron enfatizou a necessidade de definir condições internacionais para aliviar a crise e o conflito, e afirmou que uma operação militar para reabrir o estreito é irrealista. A cúpula ocorreu em meio a críticas de Donald Trump a aliados europeus e asiáticos por não apoiarem a guerra de Washington e Israel contra o Irã. Trump havia sugerido que países como Coreia do Sul, Japão e China, que dependem fortemente do petróleo do estreito, deveriam ser os responsáveis por sua reabertura. Além disso, França e Coreia do Sul assinaram acordos para expandir a cooperação em tecnologia, energia (incluindo cadeias de suprimento de combustível nuclear e projetos de energia eólica offshore) e minerais críticos, visando mitigar a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a segurança energética.
No mesmo dia, 3 de abril de 2026, um porta-contêineres francês, o CMA CGM Kribi, e um navio-tanque de GNL japonês, o Sohar, realizaram as primeiras travessias conhecidas de navios não associados a países amigos do Irã desde o início do conflito. O CMA CGM Kribi, com bandeira de Malta, navegou próximo à costa iraniana, passando por um canal entre as ilhas de Qeshm e Larak. O Sohar, um navio omani copropriedade da japonesa Mitsui OSK Lines, utilizou uma rota pelo litoral de Omã. Essas travessias sugerem uma possível mudança no padrão de tráfego, que anteriormente exigia pré-aprovado iraniana e, em alguns casos, o pagamento de taxas de trânsito. O Irã tem buscado consolidar um sistema de pedágios para controle de longo prazo sobre o estreito, o que preocupa os países árabes do Golfo. A dificuldade em rastrear navios na região é agravada por intensa interferência de sinais e práticas de "spoofing" (falsificação de sinal).
Em 4 de abril de 2026, o governo do Irã, por meio de sua agência de notícias estatal Tasnim, solicitou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz a permissão para a passagem de navios que transportem bens humanitários. O chefe da Organização Portuária iraniana deve tomar as providências necessárias para permitir a passagem desses navios. Uma lista de navios considerados “relevantes” nesse contexto foi criada, e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano tratando da autorização de passagem por Ormuz. Essa medida representa uma flexibilização do Irã para o trânsito de cargas humanitárias na região.
Em 12 de abril de 2026, o petróleo valorizou quase 8% na abertura das negociações, com o Brent atingindo US$ 102,39 o barril e o West Texas Intermediate (WTI) ultrapassando US$ 103, após o anúncio de que os EUA se moveriam para bloquear o Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA informou que as forças americanas iniciariam o bloqueio, que se aplica apenas a embarcações que entram ou saem de portos iranianos, a partir das 10h de segunda-feira, horário de Nova York. Os contratos futuros de gás europeu também subiram até 18%. Essas ações ocorreram após o colapso das negociações de fim de semana entre Washington e Teerã, onde o Irã caracterizou as demandas dos EUA como "excessivas". Mona Yacoubian, diretora do Programa de Oriente Médio no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, expressou ceticismo sobre o plano de bloqueio, sugerindo que o Irã poderia retaliar visando o trânsito pelo ponto de estrangulamento em Bab el-Mandeb, na entrada sul do Mar Vermelho, caso suas exportações de petróleo fossem ameaçadas. A Arábia Saudita, por sua vez, anunciou a restauração da capacidade total de bombeamento através do oleoduto Leste-Oeste e a produção do campo de Manifa.