Visão geral
A Guerra EUA e Israel x Irã refere-se a um conflito armado em curso no Oriente Médio, que se intensificou a partir de meados de 2025. Este conflito envolve Israel e os Estados Unidos de um lado, e o Irã e seus aliados regionais, como os Houthis do Iêmen e a Resistência Islâmica no Iraque, do outro. As tensões são impulsionadas principalmente pelo programa nuclear iraniano, que Israel e os EUA consideram uma ameaça à segurança regional e global, e pela retórica anti-Israel do Irã. O conflito tem gerado preocupação internacional devido ao risco de escalada e envolvimento de outros atores regionais, impactando os mercados globais e a estabilidade do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques americanos ao Irã, justificando-os como uma medida para 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano' e garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Ele alertou sobre a possibilidade de baixas americanas, uma preocupação levantada pelo general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã" e "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino". Em 28 de fevereiro de 2026, Donald Trump anunciou a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História". Trump afirmou que Khamenei "não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer." Ele também apelou para que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia se unam pacificamente aos "Patriotas iranianos" para "trazer o país de volta à grandeza que merece", e prometeu que o bombardeio continuará "ininterrupto" para alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo. Em 1º de março de 2026, Trump declarou à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos nos ataques conjuntos de EUA e Israel, afirmando: "Ninguém consegue acreditar no sucesso que estamos tendo, 48 líderes foram eliminados de uma só vez. E está avançando rapidamente." Netanyahu, por sua vez, sugeriu a morte de Khamenei e fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime e vá às ruas para protestar, afirmando: "Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração", e acrescentando em inglês: "A ajuda chegou", em referência a uma publicação anterior de Trump. Em 1º de março de 2026, a TV estatal do Irã confirmou a morte de Ali Khamenei, e o aiatolá Alireza Arafi foi eleito o líder supremo interino, com a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder permanente. O conselho interino de liderança também inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei. Também em 1º de março de 2026, o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad morreu em um bombardeio atribuído aos Estados Unidos e a Israel que atingiu sua residência na região de Narmak, em Teerã. Os ataques ainda têm como alvo os aiatolás, os Guardas Revolucionários e os conselheiros veteranos de Khamenei. A morte de Khamenei e os ataques aos seus conselheiros e à Guarda Revolucionária colocam em risco a sobrevivência do sistema teocrático do país, tornando incerta a sucessão e o futuro do Irã. Em 3 de março de 2026, a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou que a operação conjunta EUA-Israel resultou na morte de pelo menos 787 pessoas no Irã. Em Israel, 11 pessoas morreram devido a mísseis iranianos. Ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano. O exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou em 3 de março de 2026 que Moscou ainda não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas, embora o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tenha negado que forças americanas atacariam deliberadamente uma escola. Em 3 de março de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu a operação militar no Irã, classificando o governo iraniano como "lunáticos fanáticos religiosos" com ambições nucleares e afirmando que o "mundo será um lugar mais seguro" com a vitória americana. No mesmo dia, o presidente Donald Trump declarou que "praticamente tudo foi destruído no Irã" e anunciou que uma nova onda de ataques ocorrerá "em breve", revelando que a maioria das lideranças iranianas que poderiam assumir o país foram mortas. A França, por sua vez, anunciou o deslocamento de seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para o Mediterrâneo, acompanhado de jatos Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados, para proteger ativos aliados e interesses ocidentais na região, citando um ataque a uma base britânica em Chipre como justificativa para o envio de mais ativos de defesa aérea e uma fragata francesa para a costa de Chipre. O presidente francês Emmanuel Macron alertou contra uma operação terrestre de Israel no Líbano. Ainda em 3 de março de 2026, ataques com drones foram registrados perto de consulados dos EUA em Dubai e Irbil, no Iraque, e um drone foi abatido próximo ao aeroporto internacional de Bagdá, em retaliação aos ataques americanos e israelenses. Em 7 de março de 2026, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian rejeitou a exigência dos EUA de rendição incondicional, chamando-a de "sonho que eles deveriam levar para o túmulo", e pediu desculpas pelos ataques iranianos a países vizinhos, atribuindo-os a falhas de comunicação e prometendo interrompê-los. No mesmo dia, intensos ataques iranianos atingiram Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, enquanto Israel e os EUA mantinham seus bombardeios aéreos contra o Irã. O governo Trump aprovou uma nova venda de armas para Israel no valor de US$ 151 milhões e alertou para uma iminente campanha de bombardeios ainda mais intensa. O conflito se espalhou para o Líbano, com confrontos entre o Hezbollah e forças israelenses, resultando em mortes e evacuações em Beirute. A Rússia, pela primeira vez, forneceu informações ao Irã que poderiam ajudar Teerã a atacar ativos americanos na região. Os combates já mataram pelo menos 1.230 pessoas no Irã, mais de 200 no Líbano e cerca de uma dúzia em Israel, além de seis soldados americanos. O preço do petróleo bruto de referência dos EUA subiu acima de US$ 90 o barril. Autoridades americanas alertaram que a "maior campanha de bombardeio" da guerra ainda está por vir. Novas informações sugerem que a explosão de 28 de fevereiro em uma escola na cidade iraniana de Minab, que matou mais de 165 pessoas, a maioria crianças, foi provavelmente causada por ataques aéreos dos EUA. Israel, por sua vez, anunciou o início de uma ampla onda de ataques em Teerã, enquanto mísseis iranianos atingiam Israel, fazendo com que a população buscasse abrigos. A Emirates suspendeu todos os voos de e para Dubai. O ministro da Energia do Catar alertou que a guerra poderia "derrubar as economias do mundo", prevendo uma paralisação das exportações de energia do Golfo e o petróleo a US$ 150 o barril. Arábia Saudita e Paquistão assinaram um pacto de defesa mútua. O presidente Pezeshkian informou que "alguns países" iniciaram esforços de mediação. Um conselho de liderança iraniano começou a discutir como convocar a Assembleia de Especialistas para escolher um novo líder supremo. Israel bombardeou intensamente um bunker subterrâneo que líderes iranianos planejavam usar. O conflito já dura uma semana. Autoridades americanas e israelenses são acusadas de ataques aéreos que causaram a morte de mais de 165 pessoas, a maioria crianças, em uma escola no Irã, embora o Secretário de Defesa Pete Hegseth tenha afirmado que os EUA estão investigando o caso. Em 12 de março de 2026, o Itamaraty informou que mais de 4 mil brasileiros já retornaram do Oriente Médio desde o início da guerra, principalmente de Dubai e Doha. A guerra, que se aproxima de duas semanas, já causou cerca de 2 mil mortes, a maioria iranianos e libaneses. O governo iraniano ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e alertou que o preço do barril de petróleo pode chegar a US$ 200. Em resposta à crise do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou impostos e subsidiou o diesel no Brasil. No entanto, em 12 de março de 2026, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter defendido o uso do bloqueio. Iravani enfatizou o direito do Irã de preservar a segurança da hidrovia e reiterou o compromisso com a liberdade de navegação, atribuindo a situação atual às ações desestabilizadoras dos EUA. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar embarcações pelo Estreito. Em 16 de março de 2026, o preço do petróleo Brent se aproximou de US$ 105 por barril, e o petróleo bruto de referência dos EUA subiu para quase US$ 100, impulsionados por relatos de mais ataques iranianos e a interrupção do tráfego de cargas pelo Estreito de Ormuz. A guerra entra em sua terceira semana, com o Brent e o WTI acumulando valorização de mais de 40% e quase 50%, respectivamente, desde o início do conflito. A Agência Internacional de Energia disponibilizou 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para tentar estabilizar os mercados. A inflação nos EUA subiu 2,8% em janeiro, e a confiança do consumidor caiu devido ao aumento do preço da gasolina. O crescimento econômico dos EUA no último trimestre de 2025 foi revisado para baixo, para 0,7% ao ano. Os mercados de ações globais apresentaram quedas, com Wall Street registrando a terceira perda semanal consecutiva. O mercado de petróleo opera "às cegas" devido à incerteza sobre o Estreito de Ormuz. Em 29 de março de 2026, o preço do petróleo Brent alcançou US$ 115 por barril, e o WTI superou US$ 103, impulsionados pela guerra no Oriente Médio. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) garantiu o abastecimento de diesel no Brasil até o final de abril, apesar do aumento de 2,62% no preço médio do litro do combustível, que chegou a R$ 7,45. O Irã declarou estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos EUA, acusando Washington de preparar uma ofensiva enquanto fala em negociações. Os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio, com o primeiro contingente chegando em 27 de março de 2026 a bordo de um navio de assalto anfíbio. O Pentágono estaria se preparando para operações terrestres no Irã, incluindo ações de forças especiais e tropas convencionais, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha autorizado o plano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas que o envio de forças amplia as opções do governo. Paquistão, Turquia e Egito estão envolvidos em esforços diplomáticos para mediar o conflito e tentar reabrir o Estreito de Ormuz. O Paquistão sedia negociações e o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. A Turquia trabalha em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz. Os EUA apresentaram um plano de cessar-fogo com 15 pontos, incluindo a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano, mas o Irã rejeitou a proposta. Apesar das negociações, os combates continuam, com uma unidade industrial da Adama/Makhteshim no sul de Israel sendo atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil em 29 de março de 2026, sem registro de feridos. Em 29 de março de 2026, Donald Trump considerou a autorização iraniana para a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz um "sinal de respeito", após a passagem de outros 10 navios na semana anterior. Trump afirmou que as negociações com o Irã estão indo bem, mas ressaltou a imprevisibilidade do país e a possibilidade de ataques. O jornal The Wall Street Journal revelou que Trump está avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã. Trump também afirmou que o regime iraniano mudou após os EUA terem "dizimado" líderes do país, considerando o atual grupo mais razoável. Ele sugeriu que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar tomar uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. Em 1º de abril de 2026, a operação de nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano, um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar grandes empresas de tecnologia americanas em retaliação a "assassinatos seletivos" de líderes iranianos. Em 1º de abril de 2026, Donald Trump anunciou que os militares dos EUA atingiram seus objetivos na guerra contra o Irã e reiterou seu plano de encerrar o conflito em duas a três semanas. Ele também expressou descontentamento com a OTAN. Pesquisas de opinião pública mostram que 60% dos eleitores desaprovam a guerra. Milhares de soldados adicionais continuam a navegar em direção à região do Golfo. O vice-presidente JD Vance se comunicou com intermediários do Paquistão sobre o conflito. Trump afirmou que os EUA destruíram a Marinha do Irã e suas instalações de mísseis, garantindo que o Irã não obterá armas nucleares. Em 3 de abril de 2026, o Irã declarou ter abatido um caça F-35 dos EUA sobre o centro de seu território, resultando em sua "completa destruição" e provável morte do piloto. Esta é a segunda vez que o Irã alega ter derrubado um F-35 desde o início do conflito. Os EUA não confirmaram o abate, mas negaram a primeira alegação iraniana de março, embora tenham confirmado um pouso de emergência de um F-35 em uma base no Oriente Médio em 19 de março, com o piloto estável. Em 4 de abril de 2026, comerciantes e grupos comerciais iranianos ofereceram uma recompensa de 10 bilhões de tomans (cerca de US$ 60.000) para quem encontrar o "piloto americano invasor" de um avião de guerra que caiu na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no Irã. Autoridades iranianas prometeram reconhecimento adicional pela captura. Em 8 de abril de 2026, o Paquistão anunciou um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, resultado de negociações mediadas pelo país. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, convidou as partes para se reunirem em Islamabad em 10 de abril para dar prosseguimento às negociações. O Paquistão, que depende do petróleo importado via Estreito de Ormuz, atuou como intermediário devido a seus interesses econômicos e o temor de uma escalada regional, buscando também fortalecer sua posição diplomática global. O país mantém relações históricas com o Irã e uma relação estratégica com os EUA, com o presidente Trump elogiando o chefe das Forças Armadas paquistanesas. Em 12 de abril de 2026, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano, destacando que a ameaça de invasão a partir do Líbano foi neutralizada e o risco de disparos reduzido. Ele também mencionou que Israel está lidando com o Hamas e que ainda há trabalho a ser feito, avaliando que Israel mudou a face do Oriente Médio, com inimigos como Irã e o "eixo do mal" lutando pela própria sobrevivência, o que ele considera uma grande conquista. Netanyahu aceitou negociar o desarmamento do Hezbollah com o governo libanês, mas sem interromper os ataques, após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
Contexto histórico e desenvolvimento
As tensões entre os EUA e o Irã, bem como entre Israel e o Irã, são resultado de décadas de desacordos históricos, políticos e ideológicos. O programa nuclear iraniano é um ponto central de contestação, com o Irã afirmando que suas ambições são para uso civil, enquanto Israel e os EUA suspeitam do desenvolvimento de armas nucleares. Em 2015, o Irã assinou o Plano de Ação Conjunta Compreensivo (JCPOA) com potências mundiais, limitando seu enriquecimento de urânio. No entanto, em fevereiro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, retomou a política de "pressão máxima" contra o Irã, buscando um novo acordo que impedisse o desenvolvimento de armas nucleares.
A escalada militar recente começou em meados de junho de 2025, quando Israel lançou uma série de bombardeios aéreos contra instalações militares e nucleares iranianas, incluindo as centrais de Natanz e Isfahan. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação como um "último recurso" para impedir o Irã de adquirir armas nucleares. Em resposta, o Irã disparou centenas de drones e mísseis balísticos contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Os Estados Unidos, apoiando Israel, intervieram com bombardeios em território iraniano e enviaram navios de guerra para a região, aumentando o risco de um conflito armado em larga escala. Um cessar-fogo foi declarado em 24 de junho de 2025, mas foi rapidamente violado por ambos os lados, com acusações mútuas de ataques.
Em 28 de fevereiro de 2026, explosões foram registradas no centro de Teerã, capital do Irã, e em ao menos outras quatro cidades, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu o evento como um "ataque preventivo" para "eliminar ameaças". Este ataque foi uma ação coordenada entre os EUA e Israel, ocorrendo após semanas de escalada de tensão e a intensificação da presença militar americana no Oriente Médio pelo governo Trump. Esta foi a segunda vez, em menos de um ano, que os EUA atacaram o Irã. Antes da operação, o governo iraniano havia prometido bombardear bases americanas em caso de ataque. Em resposta, as Forças Armadas de Israel acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país, suspenderam aulas e deslocamentos ao trabalho, e a autoridade aeroportuária fechou o espaço aéreo para voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal. O ataque em Teerã, que incluiu ao menos três explosões, ocorreu próximo a uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, com vídeos mostrando grandes colunas de fumaça. Após a investida, tanto Israel quanto o Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos, com companhias aéreas cancelando voos que cruzariam a região. O Ministério da Saúde do Irã informou o envio de ambulâncias para as áreas centrais de Teerã e que os hospitais estavam em alerta, embora o número exato de feridos e os locais atingidos não tenham sido divulgados. Em retaliação a estes ataques, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em diversas regiões. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram o lançamento dos projéteis e informaram que a Força Aérea estava em operação para interceptar e "neutralizar ameaças", alertando que a proteção "não é hermética" e pedindo à população que siga as orientações de segurança. Houve também relatos de explosões e acionamento de sirenes de alerta em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes. Donald Trump afirmou que o objetivo do ataque é "destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças", e que "este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos". Ele também incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão "enfrentar a morte certa". Netanyahu, por sua vez, complementou que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino". Militares dos EUA indicaram que a operação pode durar dias, e o Pentágono a classificou como "fúria épica".
A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, tem escopo e intensidade muito maiores do que ataques anteriores. A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou que cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva, atingindo mais de 500 alvos no Irã, incluindo o arsenal de mísseis e os sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica no oeste e centro do país. Israel classificou a ofensiva como o "maior sobrevoo militar da história" das Forças de Defesa Israelenses (IDF). A primeira onda de ataques envolveu dezenas de bombardeios conduzidos por aviões de combate lançados a partir de bases militares no Oriente Médio e de um ou mais porta-aviões na região. O foco inicial dos ataques são alvos militares em território iraniano, em especial a infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle. Esta ação faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque, em 2003, e inclui dois porta-aviões, vários destróieres e mais de 50 caças. Donald Trump classificou a nova campanha como "massiva" e afirmou que o objetivo é destruir boa parte da capacidade militar iraniana, incluindo o programa de mísseis e ativos navais. Ele prometeu "destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis", além de "aniquilar" a marinha iraniana e impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. O presidente também declarou que o objetivo é enfraquecer a capacidade de ação de grupos considerados "afiliados terroristas" do Irã. Estimativas americanas apontam que o Irã possui mais de 2.000 mísseis, em sua maioria de curto e médio alcance, capazes de atingir Israel e bases dos EUA na região, e que estariam espalhados em diversos locais de lançamento pelo país, sendo estes entre os primeiros alvos da campanha aérea. O Irã conta com a Guarda Revolucionária Islâmica, uma força de cerca de 200 mil membros subordinada diretamente ao líder supremo, além de uma frota de centenas de lanchas rápidas que poderiam ser usadas em ataques de "enxame" no Golfo Pérsico e um arsenal estimado entre 3.000 e 6.000 minas navais, capazes de bloquear temporariamente o estratégico Estreito de Hormuz. Os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel deixaram ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas, segundo a Sociedade Crescente Vermelho, com 24 das 31 províncias iranianas sendo alvo. Uma escola de meninas na cidade de Minab, província de Hormuzgan, foi atingida, resultando na morte de pelo menos 85 alunas. Em Lamerd, província de Fars, 18 civis foram mortos em uma área residencial, e ataques atingiram um complexo esportivo e um salão ao lado de uma escola. Diversos países, incluindo o Brasil, condenaram a ofensiva, e a ONU pediu um cessar-fogo na região. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos nos ataques israelenses. O Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança. A mídia estatal iraniana acusou Israel e EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em uma cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola.
Este ataque ocorreu em um momento de contínua pressão dos Estados Unidos sobre o Irã em relação ao seu programa nuclear, com uma frota de caças e navios de guerra americanos reunida na região, incluindo os porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além de tropas em pelo menos 10 bases em países vizinhos e outras nove. As negociações entre os EUA e o Irã, que ocorreram até 26 de fevereiro de 2026 em Genebra, visavam limitar ou encerrar o programa nuclear iraniano, restringir o alcance de seus mísseis balísticos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. Um novo encontro foi agendado para 1º de março. O Irã, por sua vez, indicou aceitar limitar o programa nuclear e reduzir o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções. No entanto, após os ataques coordenados de 28 de fevereiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". O líder supremo do Irã, Khamenei, foi transferido para um local seguro durante os ataques, e o presidente Masoud Pezeshkian estava em segurança. Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China.
Em retaliação aos bombardeios coordenados entre EUA e Israel contra Teerã, a Guarda Revolucionária Iraniana atacou bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo instalações no Kuwait (Base Aérea Ali Al Salem), Emirados Árabes Unidos (Base Aérea Al Dhafra), Catar (Base Aérea de Al Udeid) e Bahrein (quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA). O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território. As bases militares norte-americanas no Oriente Médio, que somam 19 instalações além de outras com presença de tropas e equipamentos, estavam em alerta máximo. A maior base dos EUA na região é Al Udeid, no Catar, que abriga cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Outras bases importantes incluem Camp Arifjan no Kuwait (centro logístico), Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos (foco em inteligência e aviação furtiva), Naval Support Activity (NSA) Bahrain no Bahrein (base naval estratégica), Muwaffaq Salti na Jordânia (aeronaves da Força Aérea) e Prince Sultan na Arábia Saudita (proteção de rotas de petróleo e defesa antimísseis). Alguns países da Península Arábica, como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, temendo uma guerra de grandes proporções na região. A presença militar dos EUA no Oriente Médio faz parte de uma rede global de cerca de 800 instalações militares em 51 países, com aproximadamente 170 mil tropas ativas, que custam mais de US$ 70 bilhões anualmente. Essa rede visa facilitar respostas militares rápidas, dissuadir adversários e garantir a segurança de aliados, sendo crucial para a projeção de poder geopolítico dos EUA. A Síria, sob o novo presidente interino Ahmed Al-Sharaa, que busca aproximação com Trump e Israel, manteve o espaço aéreo aberto para aviões militares israelenses atacarem o Irã na guerra de doze dias em junho de 2025. Os Estados Unidos informaram que nenhum militar americano ficou ferido na ação e que os danos às bases foram "mínimos". Em resposta aos ataques iranianos, diversos países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes, registraram explosões e acionamento de sirenes de alerta. Os Emirados Árabes Unidos interceptaram mísseis iranianos, resultando em uma morte em Abu Dhabi, e uma explosão foi ouvida em Dubai. Quatro pessoas morreram na Síria após um míssil iraniano atingir um prédio. No mesmo dia, o Irã lançou uma nova rodada de ataques com mísseis "mais avançados" contra Israel, atingindo a região de Tel Aviv. Uma pessoa morreu e 21 ficaram feridas, sendo a primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques. Imagens mostraram explosões, danos a edifícios e uma cratera em uma rua de Tel Aviv, com bombeiros atuando para conter incêndios. Serviços de emergência atenderam ao menos 90 pessoas com ferimentos leves e um homem em estado grave em todo o país.
Internamente, o Irã enfrenta uma série de desafios. A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início de 2026, após uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, que foram violentamente reprimidos. O país também lida com dificuldades econômicas, como alta inflação (acima de 40% ao ano), desvalorização do rial iraniano (que perdeu metade do valor em 2025 e atingiu mínima histórica em fevereiro de 2026), e a renúncia do presidente do Banco Central do Irã no final de dezembro de 2025. Sanções impostas pelas Nações Unidas em setembro de 2025 agravaram a situação econômica. O descontentamento popular também cresceu devido à desigualdade e denúncias de corrupção. Uma nova onda de protestos de estudantes foi registrada por volta de 20 de fevereiro de 2026, com o governo iraniano advertindo os manifestantes a não ultrapassarem "limites".
Em 29 de março de 2026, o Irã declarou estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto, ao mesmo tempo, fala em negociações. Esta declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos de países da região, que se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito. A reação iraniana veio após os Estados Unidos enviarem milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio, com o primeiro de dois contingentes chegando em 27 de março de 2026 a bordo de um navio de assalto anfíbio. O jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais, embora ainda não haja confirmação de que o presidente Donald Trump autorizará esse plano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas disse que o envio de forças amplia as opções do governo. Em 29 de março de 2026, Donald Trump considerou a autorização iraniana para a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz um "sinal de respeito", após a passagem de outros 10 navios na semana anterior. Trump afirmou que as negociações com o Irã estão indo bem, mas ressaltou a imprevisibilidade do país e a possibilidade de ataques. O jornal The Wall Street Journal revelou que Trump está avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã. Trump também afirmou que o regime iraniano mudou após os EUA terem "dizimado" líderes do país, considerando o atual grupo mais razoável. Ele sugeriu que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar tomar uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. Em 1º de abril de 2026, a operação de nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano, um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar grandes empresas de tecnologia americanas em retaliação a "assassinatos seletivos" de líderes iranianos. Em 23 de março de 2026, a Amazon já havia informado que sua operação AWS no Bahrein foi "interrompida" devido à guerra e atividade de drones na área. Em 1º de abril de 2026, o presidente Donald Trump anunciou em discurso televisionado que os militares dos EUA atingiram seus objetivos na guerra contra o Irã, incluindo a destruição da Marinha iraniana e de suas instalações de mísseis balísticos, e garantiu que o Irã nunca poderá obter uma arma nuclear. Ele reiterou seu plano de encerrar o conflito em duas a três semanas, apesar de manter milhares de soldados adicionais navegando para a região do Golfo. Trump também expressou seu descontentamento com a OTAN pela falta de apoio aos objetivos dos EUA no Irã, considerando "absolutamente" a retirada dos EUA da aliança. Pesquisas de opinião pública mostram que a guerra é amplamente impopular entre os norte-americanos, com 60% desaprovando o conflito. Em 3 de abril de 2026, o Irã declarou ter abatido um caça F-35 dos EUA sobre o centro de seu território, resultando em sua "completa destruição" e provável morte do piloto. Esta é a segunda vez que o Irã alega ter derrubado um F-35 desde o início do conflito. Os EUA não confirmaram o abate, mas negaram a primeira alegação iraniana de março, embora tenham confirmado um pouso de emergência de um F-35 em uma base no Oriente Médio em 19 de março, com o piloto estável. Em 4 de abril de 2026, um avião de guerra americano caiu na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no Irã. Comerciantes e grupos comerciais iranianos ofereceram uma recompensa de 10 bilhões de tomans (cerca de US$ 60.000) para quem encontrar o "piloto americano invasor", com autoridades iranianas prometendo reconhecimento adicional pela captura.
Operação de Inteligência e Ataque à Liderança Iraniana (1º de março de 2026)
Pouco antes do ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel, a CIA, que vinha rastreando o aiatolá Ali Khamenei por meses e aprimorando sua inteligência sobre seus padrões de movimentação e comunicação, obteve informações cruciais. A agência descobriu que uma reunião de altos funcionários iranianos, incluindo o próprio Líder Supremo, aconteceria na manhã de sábado, 1º de março de 2026, em um complexo de liderança no coração de Teerã. Esta inteligência, descrita como de "alta fidelidade", foi repassada a Israel e abriu uma janela de oportunidade para a eliminação de altos dirigentes iranianos e a morte de Khamenei.
Estados Unidos e Israel ajustaram o horário de seu ataque, que originalmente seria noturno, para aproveitar a informação sobre o encontro no complexo governamental. A operação demonstrou a estreita coordenação e o compartilhamento de inteligência entre os dois países, bem como a profundidade das informações desenvolvidas sobre a liderança iraniana, especialmente após a guerra de 12 dias do ano anterior. A falha dos líderes iranianos em tomar precauções adequadas, apesar dos sinais claros de guerra, foi um fator crítico. O complexo visado abrigava os escritórios da Presidência iraniana, do Líder Supremo e do Conselho de Segurança Nacional do Irã. Israel havia determinado que o encontro incluiria altos oficiais de defesa, como Mohammad Pakpour, comandante em chefe da Guarda Revolucionária; Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa; o almirante Ali Shamkhani, chefe do Conselho Militar; Seyyed Majid Mousavi, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária; e Mohammad Shirazi, vice-ministro da Inteligência.
A operação começou por volta das 6h da manhã em Israel, com caças decolando de suas bases, armados com munições de longo alcance e alta precisão. Cerca de duas horas e cinco minutos após a decolagem, por volta das 9h40 da manhã em Teerã, mísseis de longo alcance atingiram o complexo. Altos funcionários da segurança nacional iraniana estavam em um dos prédios atingidos, enquanto Khamenei estava em outro prédio próximo. Um oficial de defesa israelense confirmou que os ataques foram realizados simultaneamente em vários locais em Teerã, incluindo o local da reunião de figuras de alto escalão. Apesar dos preparativos iranianos, Israel conseguiu obter "surpresa tática" com o ataque ao complexo. Em ataques subsequentes, foram atingidos locais onde importantes chefes de inteligência iranianos estavam hospedados, dizimando as altas patentes das agências de inteligência iranianas, embora o principal oficial de inteligência tenha escapado. A agência estatal de notícias do Irã, IRNA, confirmou posteriormente a morte de dois altos comandantes militares: Shamkhani e Pakpour. A inteligência dos EUA sobre o Irã melhorou significativamente após a guerra de 12 dias, permitindo aprimorar a capacidade de rastrear Khamenei e prever seus movimentos.
Estrutura de Liderança Iraniana
Após a Revolução Islâmica de 1979, o Irã inaugurou um regime teocrático, onde o poder político é exercido por líderes religiosos ou baseado em dogmas religiosos. Este sistema é conhecido como vilayat-e faqih, ou tutela do jurista islâmico, que sustenta que, até o retorno do 12º Imã muçulmano xiita, o poder na Terra deve ser exercido por um clérigo venerável. O mais alto cargo do país é o de Líder Supremo, que concentra os poderes político e religioso. Apenas duas pessoas ocuparam essa função até o momento: o aiatolá Khomeini até 1989, e Ali Khamenei desde então. O Líder Supremo é responsável por definir a política externa, supervisionar o Parlamento, nomear o comandante da Guarda Revolucionária e indicar os principais representantes do Judiciário. O cargo é determinado por clérigos islâmicos da Assembleia dos Peritos, que são encarregados de selecionar, supervisionar e, se necessário, derrubar o líder. Apesar de ter um presidente, o Líder Supremo é a maior liderança do país. O presidente do Irã responde basicamente pelas políticas econômicas e outras questões internas, sendo escolhido em eleições diretas, mas todos os candidatos precisam ser aprovados pelo Líder Supremo. O Conselho de Discernimento é outro órgão importante, do qual o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad fazia parte.
Sucessão do Líder Supremo
Com a morte de Ali Khamenei em 1º de março de 2026, a questão da sucessão do Líder Supremo se tornou central e incerta. A Constituição iraniana estabelece que um novo líder deve ser escolhido dentro de três meses. Até lá, um conselho de liderança temporário assumiu o comando, composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, o aiatolá Alireza Arafi (membro do Conselho dos Guardiões) e o aiatolá Gholamhossein Mohseni-Ejei (chefe do Judiciário). Este conselho interino tem a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder permanente. Em 7 de março de 2026, a televisão estatal iraniana informou que um conselho de liderança começou a discutir como convocar a Assembleia de Especialistas do país, que escolherá o novo líder supremo. Em 12 de março de 2026, Mojtaba Khamenei foi anunciado como o novo líder supremo iraniano, embora o processo de sua escolha pela Assembleia de Especialistas ainda não tenha sido detalhado publicamente.
A escolha do novo Líder Supremo é responsabilidade da Assembleia de Especialistas, um órgão composto por cerca de 90 clérigos seniores eleitos a cada oito anos. No entanto, com a continuidade dos ataques e a instabilidade, não está claro como ou quando eles poderão se reunir. Khamenei nunca nomeou publicamente um sucessor preferido, e a decisão final provavelmente será tomada pelas figuras mais importantes da República Islâmica que exerceram o poder sob Khamenei por muitos anos. O sucessor recomendado teria então que ser aprovado pela Assembleia.
Uma figura chave nesse processo é Ali Larijani, conselheiro veterano de Khamenei e amplamente considerado o principal agente político do Irã.
Possíveis Candidatos à Sucessão
Diversos nomes são considerados para a sucessão de Ali Khamenei, embora o cenário atual de ataques e instabilidade embaralhe a equação:
- Mojtaba Khamenei: Filho de Ali Khamenei, era visto como um provável sucessor. Em 12 de março de 2026, foi anunciado como o novo líder supremo iraniano. No entanto, seu destino era incerto, pois sua esposa foi confirmada como morta em um ataque no Iraque no mesmo dia da morte de seu pai, e não havia informações claras sobre se ele também morreu.
- Hassan Khomeini: Neto do aiatolá Ruhollah Khomeini, o fundador da República Islâmica. É associado à facção reformista e pode ser visto como uma escolha capaz de amenizar a inimizade ocidental e acalmar a população.
- Alireza Arafi: Aiatolá e membro do Conselho dos Guardiões, atualmente parte do conselho de liderança temporário. Representa uma possibilidade menos proeminente, mas que provavelmente continuaria a postura linha-dura de Khamenei.
- Gholamhossein Mohseni-Ejei: Aiatolá e chefe do Judiciário, também parte do conselho de liderança temporário. Conhecido por reprimir protestos internos em 2009, sua escolha indicaria a continuidade da linha-dura.
- Ahmad Alamolhoda: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura com forte envolvimento na política iraniana.
- Mohsen Araki: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura com forte envolvimento na política iraniana.
- Hassan Rouhani: Ex-presidente do Irã, é um clérigo sênior, mas não tinha a confiança de alguns dos linha-dura mais poderosos, que teriam grande influência sobre a escolha.
Teoricamente, a Assembleia de Especialistas poderia escolher um aiatolá menos conhecido. Contudo, o sistema governante está tão fragmentado pelos ataques que seria muito mais difícil reforçar a posição de um novato.
O Papel da Guarda Revolucionária na Sucessão
Tradicionalmente, esperava-se que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) desempenhasse um papel central nos bastidores na determinação do sucessor de Khamenei, uma vez que, ao contrário das forças armadas comuns, a Guarda responde apenas ao Líder Supremo. No entanto, seus escalões superiores foram enfraquecidos pelos ataques dos EUA e de Israel nos últimos anos. O líder mais importante da Guarda nos últimos tempos, Qassem Soleimani, chefe da unidade de elite Força Quds, foi morto por um ataque dos EUA em 2020. Durante a breve guerra do ano anterior, ataques israelenses mataram outros comandantes importantes da Guarda Revolucionária. E os ataques de 1º de março de 2026 mataram seu mais recente comandante, Mohammed Pakpour, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A Milícia Basij, uma força paramilitar sob o controle da Guarda Revolucionária, é frequentemente usada para reprimir protestos internos, conferindo à Guarda um papel formidável no controle interno. Desde o início dos anos 2000, o poder econômico da Guarda também cresceu significativamente através de sua empresa contratada, Khatam al-Anbiya, que obteve projetos bilionários no setor de petróleo e gás. Proteger esse império pode influenciar a decisão da Guarda de apoiar um novo líder.
Participação Popular na Escolha do Líder Supremo
Embora os iranianos elejam um presidente e um Parlamento para mandatos de quatro anos, e o presidente nomeie um governo que lida com a política diária, a população tem pouca voz na escolha do Líder Supremo. O presidente eleito e o Parlamento operam dentro dos parâmetros permitidos pelo Líder Supremo. A Assembleia de Especialistas, responsável pela escolha do Líder Supremo, é eleita, mas todos os seus candidatos – assim como os que concorrem em todas as eleições nacionais iranianas – devem ser avaliados e aprovados pelo Conselho dos Guardiões clerical. Isso significa que apenas aqueles que já estão alinhados com as autoridades podem participar, limitando significativamente a influência popular na escolha da autoridade máxima do país. Embora o presidente Pezeshkian, um moderado de renome, faça parte do Comitê de Liderança Interino de três membros, não está claro se ele terá muita influência sobre o desenrolar dos acontecimentos.
Biografia de Ali Khamenei
Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, uma cidade sagrada para os xiitas, sendo o segundo de oito filhos de uma família pobre e devota. Cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi, período em que o Irã era aliado dos Estados Unidos e até de Israel. Ele se juntou aos protestos contra a monarquia e foi preso, exilando-se brevemente em 1977. A Revolução Islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, derrubou o xá e marcou uma mudança radical na política externa do país, com o crescimento de uma ideologia antiocidental e a pregação pela eliminação do Estado de Israel, além de chamar os Estados Unidos de "grande satã". Khamenei ascendeu ao poder como homem de confiança de Khomeini, conduzindo a oração de sexta-feira em Teerã a partir de 1980. Em 1981, um ataque a bomba o deixou com a mão direita paralisada, e logo depois, aos 42 anos, foi eleito presidente do Irã com 95% dos votos. Durante a guerra Irã-Iraque (1980-1988), esteve ao lado de Khomeini, período em que o Irã começou a financiar e armar grupos como o Hezbollah no Líbano e, posteriormente, o Hamas na Faixa de Gaza, praticando a chamada "guerra por procuração". Desde a morte de Khomeini em 1989, Ali Khamenei liderou o país de 90 milhões de habitantes, acumulando as funções de líder político e religioso em uma teocracia. Ele foi responsável pelas decisões estratégicas da nação, incluindo política externa, segurança e forças armadas, com poder para anular decisões presidenciais e demitir membros do governo. Khamenei se apresentava como guardião dos valores da revolução islâmica, mas reprimiu com força a oposição interna, como a Onda Verde de 2009, os protestos de 2019 contra o aumento dos preços dos combustíveis, e a onda de protestos de 2022 após a morte de Mahsa Amini. Nos últimos anos, sua popularidade diminuiu devido à insatisfação com a economia cambaleante, alta inflação, desemprego e sanções ocidentais relacionadas ao programa nuclear. Ele sobreviveu a um atentado em 1981 e a um câncer em 2014. Nos meses que antecederam o ataque de 28 de fevereiro de 2026, Khamenei viveu em um bunker subterrâneo em Teerã, e as medidas de segurança foram intensificadas após a morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. Em 1º de março de 2026, a TV estatal do Irã confirmou sua morte.
Impacto econômico
A escalada do conflito tem gerado significativas repercussões nos mercados globais, especialmente no setor de petróleo. Em 27 de fevereiro de 2026, antes mesmo dos ataques coordenados contra o Irã, os preços do petróleo já haviam subido, com o Brent atingindo US$ 73 por barril em Londres, o maior nível em sete meses, e o WTI também registrando alta, refletindo o prêmio de risco geopolítico. Após os ataques de 28 de fevereiro de 2026, a tensão no Oriente Médio, uma região crucial para a produção global de petróleo, aumentou o temor de um conflito mais amplo. Em resposta a essa escalada, a Opep+, grupo que inclui a Arábia Saudita e a Rússia, deve avaliar um aumento maior na produção de petróleo em sua reunião marcada para 29 de fevereiro de 2026. O grupo já planejava retomar aumentos graduais da oferta a partir de abril, mas a situação atual pode acelerar esse ritmo. Arábia Saudita e outros produtores, incluindo o próprio Irã, já haviam acelerado as exportações de petróleo nos dias anteriores aos ataques. Os mercados futuros de petróleo, que não operam nos fins de semana, deverão reagir diretamente aos eventos na reabertura eletrônica na noite de domingo. Em 7 de março de 2026, o preço do barril do petróleo bruto de referência dos EUA subiu acima de US$ 90 pela primeira vez em mais de dois anos. O ministro da Energia do Catar alertou que a guerra poderia "derrubar as economias do mundo", prevendo uma paralisação das exportações de energia do Golfo e o petróleo a US$ 150 o barril. A Emirates, companhia aérea de longa distância, anunciou que "todos os voos de e para Dubai foram suspensos até novo aviso" devido aos ataques. Em 12 de março de 2026, o governo do Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e alertou que o preço do barril poderá chegar a US$ 200. Em resposta à crise, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto zerando as alíquotas do PIS e do Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, além de uma medida provisória com subvenção ao diesel para produtores e importadores, visando conter a alta dos preços no Brasil. No entanto, em 12 de março de 2026, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter defendido o uso do bloqueio. Iravani enfatizou o direito do Irã de preservar a segurança da hidrovia e reiterou o compromisso com a liberdade de navegação, atribuindo a situação atual às ações desestabilizadoras dos EUA. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar embarcações pelo Estreito. Em 16 de março de 2026, o petróleo Brent foi negociado perto de US$ 105 por barril, e o petróleo bruto de referência dos EUA subiu para quase US$ 100 por barril. A valorização acumulada desde o início da guerra é de mais de 40% para o Brent e quase 50% para o WTI. O Irã interrompeu efetivamente o tráfego de cargas pelo Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo mundial, resultando na interrupção da produção de mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia. A Agência Internacional de Energia disponibilizou 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para tentar estabilizar os mercados. A alta dos preços do petróleo elevou a pressão inflacionária global, complicando os esforços do Federal Reserve para reduzir as taxas de juros. A inflação nos EUA subiu 2,8% em janeiro, e a confiança do consumidor caiu devido ao aumento do preço da gasolina. O crescimento econômico dos EUA no último trimestre de 2025 foi revisado para baixo, atingindo uma taxa anual de 0,7%. Os mercados de ações globais, incluindo o Nikkei 225 de Tóquio, o S&P/ASX 200 da Austrália, o Hang Seng de Hong Kong e o índice composto de Xangai, registraram quedas ou volatilidade. Wall Street teve a terceira perda semanal consecutiva, com o S&P 500 caindo 0,6%, o Dow Jones Industrial Average 0,3% e o Nasdaq Composite 0,9%. O mercado está operando "às cegas" devido à incerteza no Estreito de Ormuz. Em 29 de março de 2026, o preço do petróleo Brent alcançou US$ 115 por barril, e o WTI superou US$ 103, impulsionados pela guerra no Oriente Médio. O preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do Brasil subiu 2,62% em uma semana, atingindo R$ 7,45, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A ANP afirmou que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril. Em 29 de março de 2026, Donald Trump considerou a autorização iraniana para a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz um "sinal de respeito". Ele afirmou que os "grandes navios" começariam a atravessar o estreito na manhã de terça-feira, 31 de março de 2026. Em 1º de abril de 2026, a operação de nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano, um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar grandes empresas de tecnologia americanas. A Amazon já havia informado em 23 de março de 2026 que sua operação AWS no Bahrein foi "interrompida" devido à guerra e atividade de drones na área. A impopularidade da guerra nos EUA, com 60% dos eleitores desaprovando o conflito, e a frustração com o aumento dos preços da gasolina, são fatores que pressionam o governo Trump a buscar um fim para o conflito. Em 8 de abril de 2026, o Paquistão anunciou um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e EUA, mediado pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, que convidou as partes para negociações em Islamabad. A mediação paquistanesa foi motivada por interesses econômicos, dada a dependência do país do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz, e pelo temor de uma escalada regional, além de buscar fortalecer sua posição internacional. O governo paquistanês já havia aumentado os preços da gasolina e do diesel em cerca de 20% no início de março e adotado medidas como a semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos para economizar combustível. O Paquistão, que mantém um acordo de defesa mútua com a Arábia Saudita, temia as consequências de ser chamado a entrar no conflito. O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, e o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif confirmaram o avanço das negociações, que foram descritas como "em ritmo acelerado" e conduzidas por um grupo restrito, apesar do clima "sombrio e sério".
Vítimas e Impacto Humanitário
A Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou em 3 de março de 2026 que a operação conjunta EUA-Israel resultou na morte de pelo menos 787 pessoas no Irã. A agência de notícias Tasnim relatou que ataques aéreos mataram 13 soldados iranianos em Kerman, 800 quilômetros a sudeste da capital do Irã, Teerã. Em Israel, 11 pessoas morreram devido a mísseis iranianos. Ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano. O exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou que "a escalada militar deve forçar mais famílias a deixarem suas casas e deve atingir duramente os civis", pedindo à comunidade internacional que pressione por uma desescalada das tensões. Ela acrescentou que "milhões já estão deslocados na região". A mídia estatal iraniana acusou Israel e EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em uma cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola. Em 7 de março de 2026, os combates já haviam matado pelo menos 1.230 pessoas no Irã, mais de 200 no Líbano e cerca de uma dúzia em Israel, além de seis soldados americanos. Novas informações surgiram sugerindo que a explosão mortal de 28 de fevereiro em uma escola em Minab, a cerca de 1.100 quilômetros (680 milhas) a sudeste de Teerã, que matou mais de 165 pessoas, a maioria crianças, foi provavelmente causada por ataques aéreos dos EUA. O Ministério da Saúde libanês informou que pelo menos 217 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde segunda-feira (3 de março) e 798 ficaram feridas. As ruas de Beirute ficaram congestionadas com o trânsito de pessoas que evacuavam a cidade, e dois hospitais evacuaram pacientes e funcionários. Em 12 de março de 2026, o Itamaraty informou que a guerra já causou cerca de 2 mil mortes, a maioria iranianos e libaneses. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, mais de 4 mil brasileiros conseguiram retornar do Oriente Médio, a partir de embarques nos aeroportos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e de Doha, no Catar. Os voos regulares de Dubai para o Brasil foram retomados em 4 de março, com 14 operações e cerca de 3,8 mil brasileiros repatriados. Em Doha, as operações foram retomadas em 7 de março, com o retorno de 278 brasileiros até 12 de março. O voo direto Doha-São Paulo, operado pela Qatar Airways, foi retomado em 12 de março. O Itamaraty desaconselha viagens a 12 países da região e oferece plantões consulares, além de negociar transporte terrestre seguro de Doha, Kuwait e Manama até Riade para embarque em voos comerciais, priorizando não residentes e grupos preferenciais. Em 29 de março de 2026, uma unidade industrial da Adama/Makhteshim no sul de Israel foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, sem registro de feridos.
Linha do tempo
- Fevereiro de 2025: O presidente dos EUA, Donald Trump, retoma a política de "pressão máxima" contra o Irã.
- 17 de janeiro de 2025: Assinatura do tratado de parceria estratégica entre Rússia e Irã, que não configura um pacto de defesa mútua.
- 13 de junho de 2025: Início da escalada militar com ataques mútuos entre Israel e Irã.
- Meados de junho de 2025: Israel lança bombardeios aéreos contra instalações nucleares e militares iranianas.
- Junho de 2025: Irã retalia com o lançamento de mísseis e drones contra cidades israelenses.
- Junho de 2025: Estados Unidos realizam bombardeios em território iraniano e enviam navios de guerra para a região. Esta é a primeira vez que os EUA atacam o Irã em menos de um ano.
- Junho de 2025: Síria, sob o novo presidente interino Ahmed Al-Sharaa, mantém o espaço aéreo aberto para aviões militares israelenses atacarem o Irã na guerra de doze dias.
- 24 de junho de 2025: Donald Trump anuncia um cessar-fogo "completo e total" entre Israel e Irã. Horas depois, Israel acusa o Irã de violar o acordo, e o Irã nega.
- 2024: O grupo Hezbollah é fortemente enfraquecido por um ataque a pagers e pela morte de seu líder Hasan Nasrallah.
- Setembro de 2025: Nações Unidas impõem sanções ao Irã.
- Final de dezembro de 2025: Presidente do Banco Central do Irã renuncia ao cargo.
- Início de 2026: Onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, seguida por forte repressão.
- Por volta de 20 de fevereiro de 2026: Nova onda de protestos de estudantes no Irã.
- 26 de fevereiro de 2026: Última rodada de negociações entre EUA e Irã em Genebra sobre o programa nuclear. Os enviados americanos avaliam as negociações como positivas e acertam um novo encontro para 2 de março.
- 27 de fevereiro de 2026: Preços do petróleo (Brent e WTI) sobem, refletindo o prêmio de risco geopolítico antes dos ataques. Arábia Saudita e outros produtores, incluindo o Irã, aceleram exportações de petróleo.
- 28 de fevereiro de 2026: Explosões são ouvidas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades (Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah); Israel anuncia um "ataque preventivo" para "eliminar ameaças". Este ataque é uma ação coordenada entre EUA e Israel, sendo a segunda vez que os EUA atacam o Irã em menos de um ano. A ofensiva conjunta é de escopo e intensidade muito maiores que ataques anteriores, com a primeira onda envolvendo dezenas de bombardeios por aviões de combate e porta-aviões, focando em alvos militares, infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle. A Força Aérea Israelense (IAF) confirma que cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva, atingindo mais de 500 alvos no Irã, incluindo o arsenal de mísseis e sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica no oeste e centro do país. Israel classifica a ofensiva como o "maior sobrevoo militar da história" das Forças de Defesa Israelenses (IDF). Os ataques deixam ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a Sociedade Crescente Vermelho, com 24 das 31 províncias iranianas sendo alvo. Uma escola de meninas em Minab, província de Hormuzgan, é atingida, resultando na morte de pelo menos 85 alunas. Em Lamerd, província de Fars, 18 civis são mortos em uma área residencial, e ataques atingem um complexo esportivo e um salão ao lado de uma escola. Diversos países, incluindo o Brasil, condenam a ofensiva, e a ONU pede um cessar-fogo. As Forças Armadas de Israel acionam sirenes de alerta, suspendem atividades e fecham o espaço aéreo para voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementa protocolo de confinamento. Donald Trump confirma os ataques, justificando-os como defesa do povo americano e para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, e promete "arrasar a indústria de mísseis até o chão", "aniquilar" a marinha iraniana e enfraquecer grupos "afiliados terroristas". O ataque em Teerã ocorre próximo a uma residência do Líder Supremo Khamenei. Israel e Irã fecham seus espaços aéreos, com companhias aéreas cancelando voos que cruzariam a região. O Ministério da Saúde iraniano envia ambulâncias e hospitais ficam em alerta. Em retaliação a estes ataques, o Irã lança mísseis contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em diversas regiões. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmam o lançamento dos projéteis e informam que a Força Aérea estava em operação para interceptar e "neutralizar ameaças", alertando que a proteção "não é hermética" e pedindo à população que siga as orientações de segurança. Há relatos de explosões e acionamento de sirenes de alerta em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirma publicamente a ofensiva contra o Irã, denominada "Rugido do Leão", e agradece o apoio dos Estados Unidos, em especial do presidente Donald Trump. Ele reitera que a operação visa remover a ameaça existencial do regime iraniano e impedir que se arme com armas nucleares, e apela ao povo iraniano para que "tome seu destino em suas próprias mãos". Militares dos EUA afirmam que a ação pode durar dias, e o Pentágono a classifica como "fúria épica". Em retaliação aos bombardeios coordenados entre EUA e Israel contra Teerã, a Guarda Revolucionária Iraniana ataca bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo instalações no Kuwait (Base Aérea Ali Al Salem), Emirados Árabes Unidos (Base Aérea Al Dhafra), Catar (Base Aérea de Al Udeid) e Bahrein (quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA). O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território. As bases norte-americanas estavam em alerta máximo. Países como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos já haviam proibido o uso de seus espaços aéreos e terrestres para ataques ao Irã, temendo uma guerra regional. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena o ataque militar dos EUA e de Israel, classificando-o como "grave violação da integridade territorial e da soberania nacional do Irã" e acusando os dois países de violarem a Carta das Nações Unidas com uma "clara agressão armada". O Irã afirma estar "mais preparado que nunca para a defesa" e que suas forças armadas usarão "todas as suas forças e recursos para confrontar essa agressão criminosa". O ministério declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". Os Emirados Árabes Unidos interceptam mísseis iranianos e registram uma morte em Abu Dhabi. Quatro pessoas morrem na Síria após míssil iraniano atingir um prédio. Os EUA informam que nenhum militar americano ficou ferido na retaliação iraniana e que os danos às bases foram "mínimos". No mesmo dia, o Irã lança uma nova rodada de ataques com mísseis "mais avançados" contra Israel, atingindo a região de Tel Aviv. Uma pessoa morre e 21 ficam feridas, sendo a primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques. Imagens mostram explosões, danos a edifícios e uma cratera em uma rua de Tel Aviv, com bombeiros atuando para conter incêndios. Serviços de emergência atendem ao menos 90 pessoas com ferimentos leves e um homem em estado grave em todo o país. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morrem nos ataques israelenses. O Estreito de Ormuz é fechado por motivos de segurança. Donald Trump anuncia a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em ataque conjunto de EUA e Israel, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História". Trump afirma que Khamenei "não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer." Ele também apela para que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia se unam pacificamente aos "Patriotas iranianos" e promete que o bombardeio continuará "ininterrupto" para alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo.
- 29 de fevereiro de 2026: A Opep+ deve avaliar um aumento maior na produção de petróleo em sua reunião, em resposta à escalada militar.
- 1º de março de 2026: A CIA, após meses de rastreamento, detecta uma reunião de altos funcionários iranianos, incluindo o Líder Supremo Ali Khamenei, em um complexo de liderança em Teerã. Estados Unidos e Israel ajustam o horário do ataque para aproveitar esta inteligência. Caças israelenses decolam por volta das 6h (horário de Israel) e, às 9h40 (horário de Teerã), mísseis de longo alcance atingem o complexo, resultando na morte de Ali Khamenei e outros líderes iranianos. Donald Trump declara à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos em ataques conjuntos de EUA e Israel. A TV estatal do Irã confirma a morte de Ali Khamenei. O aiatolá Alireza Arafi é eleito líder supremo interino e chefe do Conselho interino de liderança, que também inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei, para comandar o processo de escolha de um novo líder permanente. O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad morre em bombardeio atribuído aos Estados Unidos e a Israel que atingiu sua residência na região de Narmak, em Teerã, durante a ofensiva "Fúria Épica". Israel afirma ter como alvo o "coração de Teerã". A agência estatal de notícias do Irã, IRNA, confirma a morte de dois altos comandantes militares: o almirante Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour, que estavam presentes na reunião-alvo em Teerã. Ataques têm como alvo aiatolás, Guardas Revolucionários e conselheiros veteranos de Khamenei, colocando em risco a sobrevivência do sistema teocrático. Vladimir Putin envia condolências ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian pela morte de Ali Khamenei, chamando o episódio de "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional".
- 2 de março de 2026: O porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, questionado sobre a confiança nos EUA, responde que a Rússia "antes de mais nada confia apenas em si mesma" e defende seus próprios interesses.
- 3 de março de 2026: A Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirma que a operação conjunta EUA-Israel matou pelo menos 787 pessoas no Irã. A agência de notícias Tasnim relata a morte de 13 soldados iranianos em ataques aéreos em Kerman. Em Israel, 11 pessoas morrem devido a mísseis iranianos. Ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah matam 52 pessoas no Líbano. O exército dos EUA confirma a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alerta sobre o deslocamento de milhões de pessoas e pede desescalada. A Rússia condena a "agressão não provocada" contra o Irã por parte dos EUA e de Israel, denunciando assassinatos políticos e a "caça" a líderes de Estados soberanos. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirma que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reitera o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas. A China condena a morte do aiatolá iraniano e se opõe à estratégia dos EUA de mudança de regime. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nega que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola. O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defende a operação militar no Irã, classificando o governo iraniano como "lunáticos fanáticos religiosos" com ambições nucleares e afirmando que a ação foi correta para evitar um ataque futuro e garantir a segurança global. Rubio declara que os EUA não iniciaram o confronto por Israel, mas aproveitaram a oportunidade da ofensiva conjunta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que sua ofensiva no Irã em parceria com Israel destruiu "praticamente tudo" no país e anuncia que uma nova onda de ataques ocorrerá "em breve". Trump revela que a maioria das lideranças iranianas que poderiam assumir o país foram mortas e que "teremos uma terceira onda" de ataques, justificando que atacou para não ser atacado primeiro. O chanceler alemão, Friedrich Merz, está presente durante a conversa de Trump com jornalistas. O presidente francês Emmanuel Macron ordena o deslocamento do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle do Mar Báltico para o Mediterrâneo, acompanhado de sua ala aérea e fragatas de escolta, para proteger ativos aliados e interesses ocidentais no Oriente Médio. Jatos de combate Rafale, sistemas de defesa aérea e sistemas de radar aerotransportados já foram implantados na região. Macron cita um ataque a uma base da força aérea britânica em Chipre como justificativa para o envio de ativos adicionais de defesa aérea e a fragata francesa Languedoc para a costa de Chipre. França, Reino Unido e Alemanha afirmam não estar envolvidos nos ataques ao Irã, mas apoiam ações defensivas para destruir a capacidade iraniana de disparar mísseis e drones. Macron alertou contra uma operação terrestre de Israel no Líbano, após o Hezbollah atacar Israel. Ataques com drones são registrados perto do consulado dos EUA em Dubai, provocando um incêndio controlado e sem vítimas. Em Irbil, capital da região curda no Iraque, explosões e fumaça são observadas perto do posto diplomático dos EUA após uma nova onda de ataques com drones e mísseis interceptados. Vários drones alvejam áreas próximas ao consulado em Irbil, causando incêndios e danos materiais com os detritos. Milícias iraquianas ligadas ao Irã reivindicam múltiplos ataques na região curda. Um drone é abatido perto do aeroporto internacional de Bagdá, sem vítimas ou danos materiais.
- 4 de março de 2026: Voos regulares da Emirates de Dubai para o Brasil são retomados.
- 6 de abril de 2026: Israel lança um ataque contra o Irã, e o Irã ataca a Arábia Saudita, prejudicando os esforços de mediação do Paquistão.
- 7 de abril de 2026: O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anuncia um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, resultado de negociações mediadas pelo Paquistão. Ele convida as partes a se reunirem em Islamabad em 10 de abril para prosseguir nas negociações. O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, confirma um "avanço" nas negociações.
- 7 de março de 2026: O presidente iraniano Masoud Pezeshkian rejeita a exigência dos EUA de rendição incondicional, chamando-a de "sonho que eles deveriam levar para o túmulo", e pede desculpas pelos ataques iranianos a países vizinhos, atribuindo-os a falhas de comunicação e prometendo interrompê-los. Intensos ataques iranianos atingem Bahrein (com sirenes de alerta), Arábia Saudita (com drones destruídos no campo petrolífero de Shaybah e míssil balístico abatido na Base Aérea Príncipe Sultan) e Emirados Árabes Unidos (com explosões e ativação de defesas aéreas em Dubai, e suspensão de voos da Emirates). Israel anuncia o início de uma ampla onda de ataques em Teerã, enquanto mísseis iranianos atingem Israel. O governo Trump aprova uma nova venda de armas para Israel no valor de US$ 151 milhões e alerta para uma iminente campanha de bombardeios ainda mais intensa. O conflito se espalha para o Líbano, com confrontos entre o Hezbollah e forças israelenses no leste do Líbano, resultando em pelo menos três mortes e evacuações em Beirute. A Rússia fornece informações ao Irã que podem ajudar Teerã a atacar ativos americanos na região. Os combates já mataram pelo menos 1.230 pessoas no Irã, mais de 200 no Líbano e cerca de uma dúzia em Israel, além de seis soldados americanos. O preço do barril do petróleo bruto de referência dos EUA sobe acima de US$ 90 pela primeira vez em mais de dois anos. O ministro da Energia do Catar alerta que a guerra pode "derrubar as economias do mundo", com o petróleo a US$ 150 o barril. Um analista regional da Al Jazeera critica a estratégia iraniana de espalhar o conflito para o Golfo. O ministro da Defesa da Arábia Saudita e o chefe do Exército do Paquistão se reúnem para discutir formas de deter os ataques iranianos, com a Arábia Saudita e o Paquistão tendo um pacto de defesa mútua. Trump reitera que não haverá acordo com o Irã sem sua "rendição incondicional" e a escolha de "LÍDER(ES) GRANDE(S) E ACEITÁVEL(IS)", prometendo ajuda na reconstrução do Irã. O presidente Pezeshkian informa que "alguns países" iniciaram esforços de mediação. Um conselho de liderança iraniano começa a discutir como convocar a Assembleia de Especialistas para escolher um novo líder supremo. Autoridades americanas alertam que a "maior campanha de bombardeio" da guerra ainda está por vir. Novas informações sugerem que a explosão de 28 de fevereiro em uma escola em Minab, que matou mais de 165 pessoas, a maioria crianças, foi provavelmente causada por ataques aéreos dos EUA. Israel bombardeia intensamente um bunker subterrâneo que líderes iranianos planejavam usar. O Ministério da Saúde libanês informa que 217 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde 3 de março e 798 ficaram feridas. Voos regulares da Qatar Airways de Doha para o Brasil são retomados.
- ~9-10 de março de 2026: O Irã interrompe efetivamente o tráfego de cargas pelo Estreito de Ormuz, resultando na interrupção da produção de mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia.
- 12 de março de 2026: O Itamaraty informa que mais de 4 mil brasileiros já retornaram do Oriente Médio desde o início da guerra. A guerra já causou cerca de 2 mil mortes, a maioria iranianos e libaneses. O governo do Irã ameaça fechar o Estreito de Ormuz e alerta que o preço do barril de petróleo pode chegar a US$ 200. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva zera impostos e subsidia o diesel para conter a alta dos preços no Brasil. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declara que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter defendido o uso do bloqueio. Iravani enfatiza o direito do Irã de preservar a segurança da hidrovia e reitera o compromisso com a liberdade de navegação, atribuindo a situação atual às ações desestabilizadoras dos EUA. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, menciona a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz. Mojtaba Khamenei é anunciado como o novo líder supremo iraniano.
- 16 de março de 2026: O petróleo Brent é negociado perto de US$ 105 por barril, e o petróleo bruto de referência dos EUA sobe para quase US$ 100 por barril. A guerra entra em sua terceira semana. A Agência Internacional de Energia disponibiliza 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Mercados de ações globais registram quedas e volatilidade. Inflação nos EUA sobe 2,8% em janeiro, e o crescimento econômico do último trimestre de 2025 é revisado para 0,7% ao ano.
- 19 de março de 2026: Contratos futuros do Brent chegam a US$ 114,45 por barril após ataques a reservas de energia no Oriente Médio. O porta-voz do Comando Central dos EUA, capitão Tim Hawkins, informa que um caça F-35 dos EUA realizou um pouso de emergência em uma base norte-americana no Oriente Médio, com o piloto em condição estável.
- 23 de março de 2026: A Amazon informa que sua operação Amazon Web Services (AWS) no Bahrein foi "interrompida" devido à guerra no Oriente Médio e atividade de drones na área.
- 25 de março de 2026: O preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do Brasil sobe 2,62% em uma semana, atingindo R$ 7,45, segundo dados da ANP.
- 27 de março de 2026: O primeiro de dois contingentes de fuzileiros navais dos EUA chega ao Oriente Médio a bordo de um navio de assalto anfíbio.
- 29 de março de 2026: O preço do petróleo Brent alcança US$ 115 por barril, e o WTI superou US$ 103. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) afirma que o abastecimento de diesel no Brasil está garantido até o final de abril. O Irã declarou estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos EUA. O Paquistão sedia negociações diplomáticas para tentar encerrar o conflito. Uma unidade industrial da Adama/Makhteshim no sul de Israel é atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um mísseis, sem registro de feridos. Donald Trump considera a autorização iraniana para a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz um "sinal de respeito". Trump afirma que as negociações com o Irã estão indo bem, mas ressalta a imprevisibilidade do país e a possibilidade de ataques. O jornal The Wall Street Journal revelou que Trump está avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã. Trump também afirma que o regime iraniano mudou após os EUA terem "dizimado" líderes do país, considerando o atual grupo mais razoável. Ele sugere que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar tomar uma ilha estratégica no Golfo Pérsico.
- 31 de março de 2026: "Grandes navios" petroleiros paquistaneses devem começar a atravessar o Estreito de Ormuz, segundo Donald Trump.
- 1º de abril de 2026: A operação de nuvem da Amazon no Bahrein é danificada por um ataque iraniano. A Guarda Revolucionária do Irã ameaça atacar grandes empresas de tecnologia americanas, como Apple, Google e Meta, caso mais líderes iranianos sejam mortos em "assassinatos seletivos". No mesmo dia, o presidente Donald Trump fará um pronunciamento televisionado às 22h (horário de Brasília) para anunciar que os militares dos EUA atingiram seus objetivos na guerra contra o Irã e reiterar seu plano de encerrar o conflito em duas a três semanas. Ele também expressará seu descontentamento com a OTAN e considerará a retirada dos EUA da aliança. O vice-presidente JD Vance se comunicou com intermediários do Paquistão sobre o conflito.
- 2 de abril de 2026: O governo dos EUA nega que um caça F-35 tenha sido atingido em março, após alegações iranianas.
- 3 de abril de 2026: O Irã declara ter abatido um caça F-35 dos EUA sobre o centro de seu território, resultando em sua "completa destruição" e provável morte do piloto. Esta é a segunda vez que o Irã alega ter derrubado um F-35 desde o início do conflito. Os EUA não confirmam o abate.
- 4 de abril de 2026: Um avião de guerra americano cai na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no Irã. Comerciantes e grupos comerciais iranianos oferecem uma recompensa de 10 bilhões de tomans (cerca de US$ 60.000) para quem encontrar o "piloto americano invasor", com autoridades iranianas prometendo reconhecimento adicional pela captura.
- 9 de abril de 2026: Benjamin Netanyahu aceita negociar o desarmamento do Hezbollah com o governo libanês, mas sem interromper os ataques, após pressão de Donald Trump.
- 12 de abril de 2026: Donald Trump ameaça a China com tarifas de 50% caso o país forneça armas ao Irã, após inteligência americana indicar planos chineses de entregar mísseis antiaéreos. No mesmo dia, Benjamin Netanyahu afirma que a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano, e que a ameaça de invasão do Líbano foi neutralizada e o risco de disparos reduzido. Ele também menciona que Israel está lidando com o Hamas e que ainda há trabalho a ser feito, avaliando que Israel mudou a face do Oriente Médio, com inimigos como Irã e o "eixo do mal" lutando pela sobrevivência, o que considera uma grande conquista para Israel.
Principais atores
- Israel: Liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz, busca impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã e realiza ataques preventivos. Netanyahu afirmou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã" e "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino". Ele também confirmou publicamente a ofensiva de 28 de fevereiro de 2026, nomeada "Rugido do Leão", agradecendo o apoio dos EUA e de Donald Trump, e sugeriu a morte de Ali Khamenei, apelando ao povo iraniano para protestar, afirmando que "a ajuda chegou" e que esta é uma "oportunidade que surge uma vez por geração". Suas Forças de Defesa (IDF) estão ativas na interceptação de mísseis iranianos e na emissão de alertas à população. É o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, recebendo armamento e compartilhando inteligência e tecnologia militar. A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou a participação de cerca de 200 jatos militares na ofensiva de 28 de fevereiro de 2026, atingindo mais de 500 alvos no Irã. Em 28 de fevereiro de 2026, um ataque com mísseis iranianos em Tel Aviv resultou na primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques, além de 21 feridos e danos significativos. Em 1º de março de 2026, Israel afirmou ter como alvo o "coração de Teerã" durante a ofensiva. Em 3 de março de 2026, 11 pessoas morreram em Israel devido a mísseis iranianos. Em 7 de março de 2026, Israel anunciou o início de uma ampla onda de ataques em Teerã, enquanto mísseis iranianos atingiam Israel, fazendo com que a população buscasse abrigos. Israel bombardeou intensamente um extenso bunker subterrâneo que os líderes iranianos planejavam usar. Não houve relatos imediatos de vítimas por parte dos serviços de emergência de Israel em 7 de março. Em 29 de março de 2026, uma unidade industrial da Adama/Makhteshim no sul de Israel foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, sem registro de feridos. Em 6 de abril de 2026, Israel lançou um ataque contra o Irã. Em 12 de abril de 2026, Netanyahu afirmou que a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano, e que a ameaça de invasão do Líbano foi neutralizada e o risco de disparos reduzido. Ele também mencionou que Israel está lidando com o Hamas e que ainda há trabalho a ser feito. Netanyahu avaliou que Israel mudou a face do Oriente Médio, com inimigos como Irã e o "eixo do mal" lutando pela sobrevivência, considerando essa alteração uma grande conquista. Ele aceitou negociar o desarmamento do Hezbollah com o governo libanês, mas sem interromper os ataques, após pressão de Donald Trump.
- Estados Unidos: Liderado pelo presidente Donald Trump, apoia Israel e busca conter o programa nuclear iraniano, mantendo pressão militar na região e negociando para restringir o enriquecimento de urânio e o apoio a grupos armados. Trump afirmou que o objetivo é "destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças", incentivando a população iraniana a derrubar o regime e prometendo "arrasar a indústria de mísseis até o chão", além de "aniquilar" a marinha iraniana e enfraquecer grupos "afiliados terroristas" do Irã. Em 28 de fevereiro de 2026, Trump anunciou a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em ataque conjunto de EUA e Israel, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História" e afirmando que os bombardeios continuarão para alcançar a paz. Trump alegou que Khamenei "não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer." Ele também apelou para que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia se unam pacificamente aos "Patriotas iranianos" para "trazer o país de volta à grandeza que merece", e prometeu que o bombardeio continuará "ininterrupto" para alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo. Trump também ameaçou a Guarda Revolucionária e a polícia iraniana, oferecendo imunidade se se unirem aos "patriotas iranianos", ou "apenas a morte" caso contrário. Em 1º de março de 2026, Trump declarou à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos nos ataques conjuntos de EUA e Israel. Militares dos EUA classificaram a operação de 28 de fevereiro de 2026 como "fúria épica" e indicaram que pode durar dias. A ação faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque em 2003, incluindo dois porta-aviões, vários destróieres e mais de 50 caças. Os EUA possuem 19 bases militares no Oriente Médio, com a maior sendo Al Udeid no Catar, abrigando cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. A rede global de bases militares dos EUA, com aproximadamente 800 instalações em 51 países, é estratégica para a projeção de poder e contenção de adversários. Os EUA informaram que nenhum militar americano ficou ferido na retaliação iraniana e que os danos às bases foram "mínimos". A CIA desempenhou um papel crucial no rastreamento de Ali Khamenei e na obtenção de inteligência sobre a reunião de líderes iranianos em 1º de março de 2026, permitindo o ajuste do horário do ataque e a eliminação de alvos de alto valor. A inteligência dos EUA sobre o Irã melhorou significativamente após a guerra de 12 dias de junho de 2025. Em 3 de março de 2026, o exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. No mesmo dia, Donald Trump afirmou que "praticamente tudo foi destruído no Irã" e anunciou que uma nova onda de ataques ocorrerá "em breve". Trump revelou que a maioria das lideranças iranianas que poderiam assumir o país foram mortas e que "teremos uma terceira onda" de ataques. Trump justificou que atacou para não ser atacado primeiro. Ainda em 3 de março de 2026, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que um drone atingiu um estacionamento adjacente ao consulado americano em Dubai, sem causar vítimas. Em 7 de março de 2026, o governo Trump aprovou uma nova venda de armas para Israel no valor de US$ 151 milhões e alertou para uma iminente campanha de bombardeios ainda mais intensa contra o Irã. Trump reiterou que não haverá acordo com o Irã sem sua "rendição incondicional" e a escolha de "LÍDER(ES) GRANDE(S) E ACEITÁVEL(IS)", prometendo ajuda na reconstrução do Irã. Autoridades americanas alertaram que a "maior campanha de bombardeio" da guerra ainda está por vir. Novas informações sugerem que a explosão de 28 de fevereiro em uma escola na cidade iraniana de Minab, que matou mais de 165 pessoas, a maioria crianças, foi provavelmente causada por ataques aéreos dos EUA. O Secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que os EUA estão investigando o caso da escola. Em 12 de março de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz. Em 27 de março de 2026, o primeiro de dois contingentes de fuzileiros navais dos EUA chegou ao Oriente Médio a bordo de um navio de assalto anfíbio. O Pentágono estaria se preparando para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha autorizado o plano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas que o envio de forças amplia as opções do governo. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, mantém diálogo com o chefe do Exército do Paquistão em meio a esforços diplomáticos. Em 29 de março de 2026, Donald Trump considerou a autorização iraniana para a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz um "sinal de respeito". Trump afirma que as negociações com o Irã estão indo bem, mas ressaltou a imprevisibilidade do país e a possibilidade de ataques. O jornal The Wall Street Journal revelou que Trump está avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã. Trump também afirmou que o regime iraniano mudou após os EUA terem "dizimado" líderes do país, considerando o atual grupo mais razoável. Ele sugeriu que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar tomar uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. Em 1º de abril de 2026, Donald Trump anunciou em discurso televisionado que os militares dos EUA atingiram seus objetivos na guerra contra o Irã, incluindo a destruição da Marinha iraniana e de suas instalações de mísseis balísticos, e garantiu que o Irã nunca poderá obter uma arma nuclear. Ele reiterou seu plano de encerrar o conflito em duas a três semanas. Trump também expressou seu descontentamento com a OTAN pela falta de apoio aos objetivos dos EUA no Irã, considerando "absolutamente" a retirada dos EUA da aliança. Milhares de soldados adicionais continuam a navegar em direção à região do Golfo, indicando que o presidente quer manter suas opções militares em aberto. O vice-presidente JD Vance se comunicou com intermediários do Paquistão sobre o conflito com o Irã, em meio a esforços incipientes para buscar um acordo negociado. Em 2 de abril de 2026, o governo dos EUA negou que um caça F-35 tenha sido atingido em março, após alegações iranianas. Em 19 de março, o porta-voz do Comando Central dos EUA, capitão Tim Hawkins, confirmou que um caça F-35 havia realizado um pouso de emergência em uma base norte-americana no Oriente Médio, com o piloto em condição estável. Em 4 de abril de 2026, um avião de guerra americano caiu na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no Irã, e comerciantes e grupos comerciais iranianos ofereceram uma recompensa de 10 bilhões de tomans (cerca de US$ 60.000) para quem encontrar o "piloto americano invasor". Em 8 de abril de 2026, os EUA concordaram com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, mediado pelo Paquistão. Em 12 de abril de 2026, Donald Trump ameaçou a China com tarifas de 50% caso o país forneça mísseis antiaéreos ao Irã, conforme a inteligência americana.
- Irã: Liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e, após 12 de março de 2026, pelo novo líder supremo Mojtaba Khamenei. Antes disso, o aiatolá Alireza Arafi atuava como líder interino após a confirmação da morte de Ali Khamenei em 1º de março de 2026. O país afirma que seu programa nuclear é para fins civis e retaliou ataques israelenses e americanos com o lançamento de mísseis. Enfrenta desafios econômicos e protestos internos. Realiza exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Acelerou as exportações de petróleo nos dias anteriores aos ataques de 28 de fevereiro de 2026. Prometeu uma resposta "feroz" a qualquer ataque, indicando que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio. Estimativas americanas apontam que o Irã possui mais de 2.000 mísseis, Guarda Revolucionária Islâmica com 200 mil membros, lanchas rápidas e minas navais. A Guarda Revolucionária Iraniana atacou bases militares dos EUA no Golfo em retaliação aos bombardeios em Teerã, tendo como alvos a Base Aérea de Al Udeid (Catar), Base Aérea Ali Al Salem (Kuwait), Base Aérea Al Dhafra (Emirados Árabes Unidos) e o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA (Bahrein). O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o ataque militar dos EUA e de Israel, classificando-o como "grave violação da integridade territorial e da soberania nacional do Irã" e uma "clara agressão armada" que viola a Carta das Nações Unidas. O Irã afirmou estar "mais preparado que nunca para a defesa" e que suas forças armadas usarão "todas as suas forças e recursos para confrontar essa agressão criminosa". O ministério declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". Os ataques de 28 de fevereiro de 2026 resultaram em pelo menos 201 mortos e 747 feridos no Irã, incluindo 85 alunas em uma escola em Minab e 18 civis em Lamerd. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos nos ataques israelenses. Em 28 de fevereiro de 2026, a agência estatal iraniana Fars afirmou que o Irã lançou uma nova rodada de ataques com mísseis "mais avançados" contra Israel e bases militares dos Estados Unidos, resultando em uma morte e 21 feridos em Tel Aviv, além de danos significativos. Em 1º de março de 2026, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também morreu em um bombardeio em Teerã. A agência estatal de notícias IRNA confirmou a morte de altos comandantes militares como o almirante Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour, que estavam presentes na reunião-alvo em Teerã. A morte de Ali Khamenei e os ataques direcionados a outros aiatolás, Guardas Revolucionários e conselheiros veteranos colocam em risco a sobrevivência do sistema teocrático do país. Em 3 de março de 2026, a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou que a operação conjunta EUA-Israel matou pelo menos 787 pessoas no Irã. A agência de notícias Tasnim relatou a morte de 13 soldados iranianos em ataques aéreos em Kerman. A mídia estatal iraniana acusou Israel e EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em uma cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas. Ainda em 3 de março de 2026, ataques com drones foram registrados perto de consulados dos EUA em Dubai e Irbil, no Iraque, e um drone foi abatido próximo ao aeroporto internacional de Bagdá, em retaliação aos ataques americanos e israelenses. Em 7 de março de 2026, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian rejeitou a exigência dos EUA de rendição incondicional, chamando-a de "sonho que eles deveriam levar para o túmulo", e pediu desculpas pelos ataques iranianos a países vizinhos, atribuindo-os a falhas de comunicação e prometendo interrompê-los. Intensos ataques iranianos atingiram Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O embaixador do Irã na ONU afirmou que o país "tomará todas as medidas necessárias" para se defender. Os combates já mataram pelo menos 1.230 pessoas no Irã. Um conselho de liderança iraniano começou a discutir como convocar a Assembleia de Especialistas para escolher um novo líder supremo. Em 12 de março de 2026, o governo do Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e alertou que o preço do barril de petróleo pode chegar a US$ 200. No mesmo dia, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, apesar de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter defendido o uso do bloqueio. Iravani enfatizou o direito do Irã de preservar a segurança da hidrovia e reiterou o compromisso com a liberdade de navegação, atribuindo a situação atual às ações desestabilizadoras dos EUA. Em ~9-10 de março de 2026, o Irã interrompeu efetivamente o tráfego de cargas pelo Estreito de Ormuz, resultando na interrupção da produção de mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia. Em 29 de março de 2026, o Irã declarou estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos EUA, acusando Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto fala em negociações. O Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo de 15 pontos apresentada pelos EUA e apresentou suas próprias condições. No mesmo dia, o Irã autorizou a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz, medida que Donald Trump considerou um "sinal de respeito". Em 1º de abril de 2026, a Guarda Revolucionária do Irã ameaça atacar grandes empresas de tecnologia americanas, como Apple, Google e Meta, caso mais líderes iranianos sejam mortos em "assassinatos seletivos". No mesmo dia, a operação de nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano. O Ministério do Interior do Bahrein confirmou um incêndio nas instalações, sem detalhar a empresa. A Guarda Revolucionária listou 18 empresas que considera cúmplices nos "assassinatos seletivos". Em 3 de abril de 2026, o Irã declarou ter abatido um caça F-35 dos EUA sobre o centro de seu território, resultando em sua "completa destruição" e provável morte do piloto. Esta é a segunda vez que o Irã alega ter derrubado um F-35 desde o início do conflito. Em 4 de abril de 2026, um avião de guerra americano caiu na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no Irã. Comerciantes e grupos comerciais iranianos ofereceram uma recompensa de 10 bilhões de tomans (cerca de US$ 60.000) para quem encontrar o "piloto americano invasor", com autoridades iranianas prometendo reconhecimento adicional pela captura. Em 7 de abril de 2026, o Irã atacou a Arábia Saudita. Em 8 de abril de 2026, o Irã concordou com um cessar-fogo de duas semanas com os EUA, mediado pelo Paquistão.
- Rússia: Aliada do Irã, mantém laços diplomáticos, comerciais e militares. O apoio russo é predominantemente retórico, com o porta-voz Dmitry Peskov expressando "profunda decepção" com a "agressão aberta" e o Ministério das Relações Exteriores condenando a "agressão não provocada" e os "assassinatos políticos". O presidente Vladimir Putin enviou condolências pela morte de Ali Khamenei, chamando-a de "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional". Apesar disso, a Rússia evita críticas pessoais a Donald Trump e não possui um pacto de defesa mútua com o Irã, limitando-se a compartilhar informações e realizar exercícios conjuntos. O Irã tornou-se um dos aliados mais próximos da Rússia desde a invasão da Ucrânia, fornecendo drones e auxiliando na evasão de sanções. A Rússia vê o Irã como parte de uma ordem multipolar, mas não está disposta a assumir riscos excessivos por parceiros. Os laços econômicos são modestos, mas os vínculos militares e industriais estão em expansão, com a Rússia fornecendo sistemas de defesa aérea e aeronaves ao Irã. Em 3 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou ainda não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas. Em 7 de março de 2026, a Rússia forneceu ao Irã informações que poderiam ajudar Teerã a atacar navios de guerra, aeronaves e outros ativos americanos na região, marcando seu primeiro envolvimento na guerra, embora a inteligência dos EUA não tenha descoberto que a Rússia esteja orientando o Irã sobre o que fazer com as informações.
- China: Maior parceiro comercial do Irã e principal comprador de petróleo, fornecendo uma tábua de salvação econômica apesar das sanções dos EUA. Condena veementemente a morte do aiatolá iraniano e historicamente se opõe à estratégia dos EUA de promover mudanças de regime. Atua como escudo diplomático do Irã na ONU, defendendo "moderação" e atribuindo responsabilidade à "interferência externa" em escaladas anteriores. Sua estratégia é de contenção estratégica, evitando um colapso regional que impulsione os preços globais do petróleo, mas considera um regime pró-Ocidente no Irã uma derrota geopolítica. O Irã é um elo geográfico fundamental para a China e membro do BRICS e da Organização para a Cooperação de Xangai. A inteligência americana acredita que a China planeja entregar mísseis antiaéreos ao Irã, o que levou a ameaças de tarifas de 50% por parte de Donald Trump em 12 de abril de 2026.
- França: Liderada pelo presidente Emmanuel Macron, a França, embora não tenha participado diretamente dos ataques ao Irã, está mobilizando ativos militares significativos para proteger interesses ocidentais na região. Em 3 de março de 2026, Macron ordenou o deslocamento do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle do Mar Báltico para o Mediterrâneo, com sua ala aérea e fragatas de escolta, para proteger ativos aliados. Jatos de combate Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados foram implantados no Oriente Médio. O envio de ativos adicionais de defesa aérea e da fragata Languedoc para a costa de Chipre foi uma resposta a um ataque a uma base britânica na ilha. A França, juntamente com o Reino Unido e a Alemanha, afirmou não ter se envolvido nos ataques ao Irã, mas apoia ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade iraniana de disparar mísseis e drones. A França mantém acordos de defesa com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, além de fortes compromissos com a Jordânia e o Iraque. Macron alertou o Hezbollah contra ataques a Israel e desaconselhou uma operação terrestre israelense no Líbano.
- Opep+: Grupo de países produtores de petróleo, incluindo Arábia Saudita e Rússia, que avalia o aumento da produção em resposta à escalada das tensões no Oriente Médio e ao impacto nos mercados de petróleo.
- Houthis (Iêmen): Grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã, que controla efetivamente a capital Sanaa e realiza ataques ocasionais a Israel.
- Resistência Islâmica no Iraque: Grupo apoiado pelo Irã, envolvido no conflito. Milícias iraquianas ligadas ao Irã reivindicaram múltiplos ataques na região curda do Iraque em 3 de março de 2026, onde há bases com tropas americanas.
- Hezbollah (Líbano): Grupo extremista, partido libanês xiita com uma milícia que atua em forte aliança com Teerã, embora tenha sido enfraquecido em 2024. Em 3 de março de 2026, ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano. Em 7 de março de 2026, o Hezbollah afirmou que seus combatentes entraram em confronto com uma força israelense que desembarcou nas montanhas do leste do Líbano, resultando em pelo menos três mortes. Israel realizou uma série de ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, onde o Hezbollah tem forte presença. O Ministério da Saúde libanês informou que pelo menos 217 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde 3 de março e 798 ficaram feridas.
- Hamas: Grupo sunita que compartilha com o Irã a aversão ao estado de Israel, sendo um de seus raros aliados sunitas.
- Paquistão: País que faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã em caso de ameaças. Em 7 de março de 2026, o chefe do Exército do Paquistão se reuniu com o ministro da Defesa da Arábia Saudita para discutir formas de deter os ataques iranianos, com ambos os países tendo um pacto de defesa mútua. Em 29 de março de 2026, o Paquistão sedia negociações diplomáticas para tentar encerrar o conflito e o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano. O chanceler paquistanês também teve reuniões com representantes da Turquia e do Egito antes das conversas mais amplas. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. O Paquistão vem se consolidando como um importante canal diplomático no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington. Em 8 de abril de 2026, o Paquistão mediou um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e EUA, com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif anunciando o acordo e convidando as partes para negociações em Islamabad. A mediação foi motivada por interesses econômicos, como a dependência do petróleo do Estreito de Ormuz, e o temor de uma escalada regional, além do desejo de fortalecer sua posição internacional.
- Arábia Saudita: País sunita mais poderoso da região e rival do Irã, mantém laços estreitos com o Ocidente e os EUA. Em 7 de março de 2026, a Arábia Saudita afirmou ter destruído drones que se dirigiam para seu vasto campo petrolífero de Shaybah e abatido um míssil balístico lançado contra a Base Aérea Príncipe Sultan, que abriga forças americanas, após intensos ataques iranianos. O ministro da Defesa da Arábia Saudita se reuniu com o chefe do Exército do Paquistão para discutir formas de deter os ataques iranianos. Em 7 de abril de 2026, a Arábia Saudita foi atacada pelo Irã.
- Emirados Árabes Unidos: Mantém forte cooperação militar e econômica com os EUA. Em 28 de fevereiro de 2026, interceptaram mísseis iranianos e registraram uma morte em Abu Dhabi. Em 3 de março de 2026, um ataque com drone provocou um incêndio perto do consulado dos EUA em Dubai, que foi controlado sem vítimas. Em 7 de março de 2026, várias explosões foram ouvidas em Dubai e o governo ativou as defesas aéreas após intensos ataques iranianos. A Emirates suspendeu todos os voos de e para Dubai.
- Jordânia: Monarquia tradicionalmente aliada das potências ocidentais.
- Bahrein: Aliado de primeira hora da Arábia Saudita e dos EUA, abrigando a Quinta Frota marítima americana. O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território em 28 de fevereiro de 2026. Em 7 de março de 2026, sirenes soaram no Bahrein quando ataques iranianos atingiram o reino insular. Em 1º de abril de 2026, a operação de nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano.
- Kuwait: Aliado estratégico dos americanos no Golfo Pérsico, com quem os EUA têm acordos de Defesa. Em 3 de março de 2026, seis militares americanos foram mortos em uma unidade de logística no Kuwait.
- Egito: Recebe ajuda militar americana e busca postura de mediador de conflitos na região. Em 29 de março de 2026, o chanceler egípcio teve reuniões com representantes do Paquistão e da Turquia em meio a esforços diplomáticos para mediar o conflito.
- Síria: Anteriormente aliada do Irã sob Bashar al-Assad, sob o atual presidente interino Ahmed Al-Sharaa busca aproximação com Trump e Israel, tendo mantido o espaço aéreo aberto para ataques israelenses ao Irã em junho de 2025. Em 28 de fevereiro de 2026, quatro pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio.
- Catar: Sede da maior base americana na região (Al Udeid), possui maioria xiita e mantém canais de relações com o Irã, buscando um papel de mediador. Em 7 de março de 2026, o ministro da Energia do Catar alertou em entrevista ao Financial Times que a guerra poderia "derrubar as economias do mundo", prevendo uma paralisação das exportações de energia do Golfo e o petróleo a US$ 150 o barril.
- Omã: Sultanato que adota uma política de neutralidade pragmática e mediação de conflitos, atuando como canal de diálogo entre rivais.
- Iraque: Parceiro dos EUA em defesa, busca equilibrar forças xiitas e sunitas internamente e normalizou relações com Teerã através de políticos xiitas. Em 3 de março de 2026, explosões e fumaça foram observadas perto do posto diplomático dos EUA em Irbil após ataques de drones e mísseis interceptados. Um drone foi abatido perto do aeroporto internacional de Bagdá. Milícias iraquianas ligadas ao Irã reivindicaram múltiplos ataques na região curda, onde há bases com tropas americanas.
- Amir Nasirzadeh: Ministro da Defesa do Irã, morto nos ataques israelenses em 28 de fevereiro de 2026.
- Mohammed Pakpour: Comandante da Guarda Revolucionária do Irã, morto nos ataques israelenses em 28 de fevereiro de 2026. A agência estatal de notícias do Irã, IRNA, confirmou sua morte em 1º de março de 2026. Era o mais recente comandante da Guarda Revolucionária.
- Alireza Arafi: Aiatolá eleito líder supremo interino do Irã em 1º de março de 2026, após a morte de Ali Khamenei. Ele é o chefe do Conselho interino de liderança, responsável por conduzir o processo de escolha de um novo líder permanente. Membro do Conselho dos Guardiões e possível candidato à sucessão.
- Gholamhossein Mohseni-Ejei: Chefe do Judiciário do Irã, membro do Conselho interino de liderança após a morte de Ali Khamenei. Possível candidato à sucessão, conhecido por sua postura linha-dura.
- Masoud Pezeshkian: Presidente do Irã, membro do Conselho interino de liderança após a morte de Ali Khamenei. É um moderado de renome. Em 7 de março de 2026, rejeitou a exigência dos EUA de rendição incondicional, chamando-a de "sonho que eles deveriam levar para o túmulo", e pediu desculpas pelos ataques iranianos a países vizinhos, atribuindo-os a falhas de comunicação e prometendo interrompê-los. Ele também informou que "alguns países" iniciaram esforços de mediação. Em 29 de março de 2026, o presidente iraniano conversou com o primeiro-ministro paquistanês em meio a esforços diplomáticos.
- Mahmoud Ahmadinejad: Ex-presidente do Irã (2005-2013), conhecido por sua postura antiocidental e críticas a Israel e aos EUA. Morreu em 1º de março de 2026 em um bombardeio em Teerã.
- Ali Shamkhani: Almirante e chefe do Conselho Militar do Irã, morto nos ataques israelenses em 1º de março de 2026. Sua morte foi confirmada pela agência estatal de notícias do Irã, IRNA.
- Seyyed Majid Mousavi: Comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, alvo do ataque de 1º de março de 2026.
- Mohammad Shirazi: Vice-ministro da Inteligência do Irã, alvo do ataque de 1º de março de 2026.
- Ali Larijani: Conselheiro veterano de Khamenei, considerado o principal agente político do Irã e figura chave na decisão sobre o sucessor.
- Mojtaba Khamenei: Filho de Ali Khamenei, visto como provável sucessor. Em 12 de março de 2026, foi anunciado como o novo líder supremo iraniano.
- Hassan Khomeini: Neto de Ruhollah Khomeini, possível candidato à sucessão, associado à facção reformista.
- Ahmad Alamolhoda: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura com forte envolvimento na política iraniana.
- Mohsen Araki: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura e possível candidato.
- Amy Pope: Diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que alertou sobre o impacto humanitário do conflito.
- Sergei Lavrov: Ministro das Relações Exteriores da Rússia. Em 3 de março de 2026, afirmou que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Destacou as consequências regionais do conflito e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades.
- Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA. Em 3 de março de 2026, negou que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola no Irã, após acusações da mídia estatal iraniana. No mesmo dia, defendeu a operação militar no Irã, classificando o governo iraniano como "lunáticos fanáticos religiosos" com ambições nucleares e afirmando que o "mundo será um lugar mais seguro" com a vitória americana. Rubio argumentou que a decisão de atacar o Irã foi correta para evitar um ataque futuro e garantir a segurança global, e que os EUA não iniciaram o confronto por Israel, mas aproveitaram a oportunidade para uma ofensiva conjunta. Também confirmou o ataque de drone perto do consulado dos EUA em Dubai. Em 29 de março de 2026, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas que o envio de forças amplia as opções do governo.
- Friedrich Merz: Chanceler alemão, presente durante as declarações de Donald Trump em 3 de março de 2026.
- Emmanuel Macron: Presidente da França. Em 3 de março de 2026, ordenou o deslocamento do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para o Mediterrâneo e o envio de jatos Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados para o Oriente Médio. Justificou a ação pela necessidade de proteger ativos aliados e interesses ocidentais, citando um ataque a uma base britânica em Chipre. Macron alertou contra uma operação terrestre de Israel no Líbano.
- Saad al-Kaabi: Ministro da Energia do Catar. Em 7 de março de 2026, alertou em entrevista ao Financial Times que a guerra poderia "derrubar as economias do mundo", prevendo uma paralisação das exportações de energia do Golfo e o petróleo a US$ 150 o barril.
- Sultan al-Khulaifi: Pesquisador sênior do Centro de Estudos de Conflitos e Humanitários. Em 7 de março de 2026, escreveu para a Al Jazeera que o Irã estava cometendo "um erro de cálculo estratégico de proporções históricas" ao espalhar o conflito para o Golfo.
- Khalid bin Salman: Príncipe saudita, filho do rei Salman e ministro da Defesa da Arábia Saudita. Em 7 de março de 2026, reuniu-se com o marechal de campo Asim Munir, chefe do Exército do Paquistão, para discutir formas de deter os ataques iranianos.
- Asim Munir: Marechal de campo e chefe do Exército do Paquistão. Em 7 de março de 2026, reuniu-se com o príncipe saudita Khalid bin Salman para discutir formas de deter os ataques iranianos. Em 29 de março de 2026, mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, em meio a esforços diplomáticos para mediar o conflito. O presidente Trump já se referiu a ele como seu "marechal favorito".
- Pete Hegseth: Secretário de Defesa dos EUA. Em 7 de março de 2026, afirmou que os EUA estão investigando o caso da explosão na escola de Minab.
- Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil. Em 12 de março de 2026, assinou decreto zerando impostos e medida provisória subsidiando o diesel para conter a alta dos preços no Brasil, em resposta à crise do petróleo.
- Amir Saeid Iravani: Embaixador do Irã na ONU. Em 12 de março de 2026, declarou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz.
- Scott Bessent: Secretário do Tesouro dos EUA. Em 12 de março de 2026, mencionou a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz.
- Stephen Innes: Analista da SPI Asset Management. Em 16 de março de 2026, afirmou que o mercado de petróleo está operando "às cegas" devido à incerteza no Estreito de Ormuz.
- Tim Hawkins: Capitão e porta-voz do Comando Central dos EUA. Em 19 de março de 2026, confirmou que um caça F-35 dos EUA realizou um pouso de emergência em uma base norte-americana no Oriente Médio, com o piloto em condição estável.
- JD Vance: Vice-presidente dos EUA. Mantém diálogo com o chefe do Exército do Paquistão em meio a esforços diplomáticos para mediar o conflito. Em 1º de abril de 2026, comunicou-se com intermediários do Paquistão sobre o conflito com o Irã.
- Shehbaz Sharif: Primeiro-ministro do Paquistão. Em 8 de abril de 2026, anunciou um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e EUA, mediado pelo Paquistão, e convidou as partes para negociações em Islamabad.
- Adama/Makhteshim: Fabricante de insumos agrícolas e produtos para proteção de cultivos. Sua unidade no sul de Israel foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços em 29 de março de 2026.
- Amazon: Empresa de tecnologia americana cuja operação de nuvem no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano em 1º de abril de 2026. Sua plataforma Amazon Web Services (AWS) já havia sido "interrompida" em 23 de março de 2026 devido à guerra e atividade de drones.
- Apple, Google, Meta: Grandes empresas de tecnologia americanas ameaçadas pela Guarda Revolucionária do Irã em 1º de abril de 2026, caso mais líderes iranianos sejam mortos em "assassinatos seletivos".
- Yadollah Rahmani: Governador provincial de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no Irã. Em 4 de abril de 2026, pediu a ajuda dos moradores locais para encontrar o piloto americano de um avião de guerra que caiu na região.
- Reza Amiri Moghadam: Embaixador do Irã no Paquistão. Em 8 de abril de 2026, publicou na rede social X sobre um "avanço em relação a uma fase crítica e sensível" nas negociações de cessar-fogo.
- Benjamin Netanyahu: Primeiro-ministro de Israel. Em 12 de abril de 2026, afirmou que a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano, e que a ameaça de invasão do Líbano foi neutralizada e o risco de disparos reduzido. Ele também mencionou que Israel está lidando com o Hamas e que ainda há trabalho a ser feito. Netanyahu avaliou que Israel mudou a face do Oriente Médio, com inimigos como Irã e o "eixo do mal" lutando pela sobrevivência, considerando essa alteração uma grande conquista. Ele aceitou negociar o desarmamento do Hezbollah com o governo libanês, mas sem interromper os ataques, após pressão de Donald Trump.
Termos importantes
- Programa nuclear iraniano: Esforços do Irã para desenvolver tecnologia nuclear, que Israel e os EUA suspeitam ter fins militares, enquanto o Irã afirma serem para energia e pesquisa civil. Os EUA buscam que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio e restrinja o alcance de seus mísseis balísticos, enquanto o Irã indicou aceitar limitar o programa nuclear e reduzir o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções. Após os ataques de 28 de fevereiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". Em 3 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares. Em 7 de março de 2026, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian rejeitou a exigência dos EUA de rendição incondicional, chamando-a de "sonho que eles deveriam levar para o túmulo". Em 29 de março de 2026, os EUA apresentaram um plano de cessar-fogo com 15 pontos, incluindo limites ao programa nuclear iraniano, mas o Irã rejeitou a proposta. No mesmo dia, o jornal The Wall Street Journal revelou que Trump está avaliando uma operação militar para extrair urânio do Irã. Em 1º de abril de 2026, Donald Trump afirmou que os EUA garantiram que o Irã nunca poderá obter uma arma nuclear.
- JCPOA (Plano de Ação Conjunta Compreensivo): Acordo nuclear de 2015 entre o Irã e potências mundiais, que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do alívio de sanções.
- Domo de Ferro: Sistema de defesa antiaérea de Israel, projetado para interceptar mísseis de curto alcance.
- Pressão Máxima: Política externa dos EUA, retomada por Donald Trump, que visa impor sanções severas ao Irã para forçar negociações sobre seu programa nuclear e atividades regionais.
- Operação "Rugido do Leão": Nome dado por Israel à ofensiva coordenada com os EUA contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026, visando remover a ameaça existencial do regime iraniano e impedir seu armamento nuclear. A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou a participação de cerca de 200 jatos militares, atingindo mais de 500 alvos no Irã, e classificou a ofensiva como o "maior sobrevoo militar da história" das Forças de Defesa Israelenses (IDF).
- Fúria Épica: Nome dado pelos Estados Unidos à ofensiva militar coordenada com Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026.
- Opep+: Aliança de países exportadores de petróleo (incluindo membros da OPEP e outros grandes produtores como a Rússia) que coordena a produção para influenciar os preços globais do petróleo.
- Brent: Referência internacional para o preço do petróleo, negociado em Londres. Em 16 de março de 2026, foi negociado perto de US$ 105 por barril, acumulando mais de 40% de valorização desde o início da guerra. Em 29 de março de 2026, alcançou US$ 115 por barril.
- WTI (West Texas Intermediate): Referência para o preço do petróleo nos Estados Unidos. Em 7 de março de 2026, o preço do barril do petróleo bruto de referência dos EUA subiu acima de US$ 90 pela primeira vez em mais de dois anos. Em 16 de março de 2026, subiu para quase US$ 100 por barril, acumulando quase 50% de valorização desde o início da guerra. Em 29 de março de 2026, superou US$ 103 por barril.
- Al Udeid: A maior base militar dos EUA no Oriente Médio, localizada no Catar, abrigando cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Foi um dos alvos dos ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026.
- Centcom: Divisão central do Exército dos EUA responsável pelo Oriente Médio, Egito, Ásia Central e partes do sul da Ásia.
- Patriot e THAAD: Sistemas de defesa antimísseis utilizados pelas forças dos EUA em bases como Prince Sultan na Arábia Saudita.
- Base Aérea Ali Al Salem: Base militar dos EUA no Kuwait, alvo de ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026. Em 3 de março de 2026, seis militares americanos foram mortos em uma unidade de logística nesta base.
- Base Aérea Al Dhafra: Base militar dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, alvo de ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026.
- 5ª Frota da Marinha dos EUA: Comando naval dos EUA com quartel-general no Bahrein, responsável por operações navais em uma área estratégica que inclui o Golfo, o Mar Vermelho, o Mar da Arábia e parte do Oceano Índico. Seu quartel-general no Bahrein foi alvo de ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026, confirmado pelo governo do Bahrein.
- Estreito de Ormuz: Uma das principais rotas de petróleo do mundo, fechado por motivos de segurança em 28 de fevereiro de 2026. Em 12 de março de 2026, o governo do Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, mas o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que o Irã não o fechará, apesar de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter defendido o uso do bloqueio. Em ~9-10 de março de 2026, o Irã interrompeu efetivamente o tráfego de cargas pelo Estreito de Ormuz, resultando na interrupção da produção de mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia. Em 29 de março de 2026, a Turquia trabalha em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, e os EUA apresentaram um plano de cessar-fogo que incluía a reabertura do estreito. No mesmo dia, o Irã autorizou a passagem de 20 petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz, medida que Donald Trump considerou um "sinal de respeito".
- Líder Supremo: O mais alto cargo no Irã, que concentra os poderes político e religioso em um regime teocrático. É responsável por definir a política externa, supervisionar o Parlamento, nomear o comandante da Guarda Revolucionária e indicar os principais representantes do Judiciário. É escolhido pela Assembleia dos Peritos. Sob o sistema vilayat-e faqih, o líder supremo tem a palavra final em todas as questões do Estado.
- Conselho interino de liderança: Formado após a morte do Líder Supremo, composto pelo líder supremo interino, o presidente e o chefe do Judiciário, com a tarefa de conduzir o país até a eleição de um líder permanente pela Assembleia dos Peritos. Em 7 de março de 2026, um conselho de liderança iraniano começou a discutir como convocar a Assembleia de Especialistas para escolher o novo líder supremo.
- Assembleia dos Peritos: Corpo de clérigos islâmicos responsável por eleger, supervisionar e, se necessário, destituir o Líder Supremo do Irã. Seus candidatos devem ser avaliados pelo Conselho dos Guardiões.
- Conselho de Discernimento: Órgão consultivo do Líder Supremo do Irã, responsável por resolver disputas entre o Parlamento e o Conselho Guardião.
- Vilayat-e faqih (tutela do jurista islâmico): Sistema de governo teocrático introduzido no Irã após a Revolução de 1979, que estabelece que o poder na Terra deve ser exercido por um clérigo venerável até o retorno do 12º Imã muçulmano xiita.
- Conselho dos Guardiões: Órão clerical que avalia e aprova os candidatos para todas as eleições nacionais iranianas, incluindo os membros da Assembleia de Especialistas.
- Sociedade do Crescente Vermelho iraniana: Organização humanitária que atua no Irã, equivalente à Cruz Vermelha, responsável por fornecer assistência em desastres e emergências.
- Organização Internacional para as Migrações (OIM): Agência da ONU que atua na gestão da migração e na proteção de migrantes, incluindo deslocados internos e refugiados.
- Charles de Gaulle: Porta-aviões nuclear da Marinha Francesa, deslocado para o Mediterrâneo em 3 de março de 2026 para proteger ativos ocidentais no Oriente Médio.
- Rafale: Jatos de combate franceses implantados no Oriente Médio em 3 de março de 2026.
- Languedoc: Fragata francesa enviada para a costa de Chipre em 3 de março de 2026.
- Itamaraty: Ministério das Relações Exteriores do Brasil, responsável pela política externa e assistência a cidadãos brasileiros no exterior. Em 12 de março de 2026, divulgou balanço sobre a repatriação de brasileiros do Oriente Médio.
- Agência Internacional de Energia (AIE): Organização autônoma que trabalha para garantir energia segura e sustentável para seus 31 países membros. Em 16 de março de 2026, disponibilizou 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência.
- Federal Reserve (Fed): Banco central dos Estados Unidos, responsável pela política monetária do país. Seus esforços para reduzir as taxas de juros são complicados pela inflação elevada.
- ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis): Agência reguladora brasileira responsável pela fiscalização das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural. Em 29 de março de 2026, divulgou dados sobre o preço do diesel e garantiu o abastecimento no Brasil.
- Navio de assalto anfíbio: Tipo de navio militar projetado para transportar tropas, veículos e aeronaves para uma costa e lançar uma invasão a partir do mar. Utilizado pelos EUA para enviar fuzileiros navais ao Oriente Médio em 27 de março de 2026.
- Assassinatos seletivos: Termo usado pela Guarda Revolucionária do Irã para descrever a morte de líderes iranianos, que serve como justificativa para retaliações contra empresas de tecnologia americanas.
- OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): Aliança militar intergovernamental que Trump criticou por falta de apoio aos objetivos dos EUA no Irã, considerando a retirada dos EUA.
- F-35: Caça militar dos Estados Unidos, considerado um dos mais modernos do mundo e conhecido pela dificuldade de ser identificado pelas defesas aéreas.
Atores Regionais e Alianças
Aliados dos EUA
Os Estados Unidos mantêm uma sólida rede de apoio no Oriente Médio, crucial para sua projeção de poder e segurança regional. Os principais aliados incluem:
- Israel: Principal aliado dos EUA, com forte cooperação militar, inteligência e tecnologia. Em 28 de fevereiro de 2026, um ataque com mísseis iranianos em Tel Aviv resultou na primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques, além de 21 feridos e danos significativos. Em 1º de março de 2026, Israel afirmou ter como alvo o "coração de Teerã" durante a ofensiva. Em 3 de março de 2026, 11 pessoas morreram em Israel devido a mísseis iranianos. Em 7 de março de 2026, Israel anunciou o início de uma ampla onda de ataques em Teerã, enquanto mísseis iranianos atingiam Israel, fazendo com que a população buscasse abrigos. Em 29 de março de 2026, uma unidade industrial da Adama/Makhteshim no sul de Israel foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, sem registro de feridos.
- Arábia Saudita: Mantém laços estreitos com o Ocidente e os EUA, sendo um importante contraponto sunita ao Irã xiita na região. Em 7 de março de 2026, a Arábia Saudita afirmou ter destruído drones que se dirigiam para seu vasto campo petrolífero de Shaybah e abatido um míssil balístico lançado contra a Base Aérea Príncipe Sultan, que abriga forças americanas, após intensos ataques iranianos. O ministro da Defesa da Arábia Saudita se reuniu com o chefe do Exército do Paquistão para discutir formas de deter os ataques iranianos.
- Emirados Árabes Unidos: Forte cooperação militar e econômica com os EUA. Em 28 de fevereiro de 2026, interceptaram mísseis iranianos e registraram uma morte em Abu Dhabi. Em 3 de março de 2026, um ataque com drone provocou um incêndio perto do consulado dos EUA em Dubai, que foi controlado sem vítimas. Em 7 de março de 2026, várias explosões foram ouvidas em Dubai e o governo ativou as defesas aéreas após intensos ataques iranianos. A Emirates suspendeu todos os voos de e para Dubai.
- Jordânia: Monarquia tradicionalmente aliada das potências ocidentais.
- Bahrein: Aliado de primeira hora da Arábia Saudita e dos EUA, abrigando a Quinta Frota marítima americana. O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território em 28 de fevereiro de 2026. Em 7 de março de 2026, sirenes soaram no Bahrein quando ataques iranianos atingiram o reino insular. Em 1º de abril de 2026, a operação de nuvem da Amazon no Bahrein foi danificada por um ataque iraniano.
- Kuwait: Aliado estratégico no Golfo Pérsico, com acordos de Defesa com os EUA. Em 3 de março de 2026, seis militares americanos foram mortos em uma unidade de logística no Kuwait.
- Egito: Recebe ajuda militar americana e busca uma postura de mediador na região. Em 29 de março de 2026, o chanceler egípcio teve reuniões com representantes do Paquistão e da Turquia em meio a esforços diplomáticos para mediar o conflito.
- Síria: Sob o presidente interino Ahmed Al-Sharaa, que busca aproximação com Trump e Israel, o país manteve o espaço aéreo aberto para ataques israelenses ao Irã em junho de 2025. Em 28 de fevereiro de 2026, quatro pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio.
Aliados do Irã
Após a Revolução Islâmica de 1979, o Irã construiu uma rede de apoio, majoritariamente entre grupos xiitas e organizações que atuam paralelamente ao Estado:
- Iêmen (Houthis): Grupo xiita que controla efetivamente a capital Sanaa e recebe apoio militar de Teerã, realizando ataques ocasionais a Israel.
- Hezbollah (Líbano): Partido libanês xiita com uma milícia que age como força paramilitar em forte aliança com Teerã, embora tenha sido enfraquecido em 2024. Em 3 de março de 2026, ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano. Em 7 de março de 2026, o Hezbollah afirmou que seus combatentes entraram em confronto com uma força israelense que desembarcou nas montanhas do leste do Líbano, resultando em pelo menos três mortes. Israel realizou uma série de ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, onde o Hezbollah tem forte presença. O Ministério da Saúde libanês informou que pelo menos 217 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde 3 de março e 798 ficaram feridas. Em 12 de abril de 2026, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano, e que aceita negociar o desarmamento do Hezbollah com o governo libanês, mas sem interromper os ataques, após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
- Hamas: Um dos raros aliados sunitas do Irã, compartilha a aversão a Israel. Em 12 de abril de 2026, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está lidando com o Hamas.
- Paquistão: País que faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã em caso de ameaças. Em 7 de março de 2026, o chefe do Exército do Paquistão se reuniu com o ministro da Defesa da Arábia Saudita para discutir formas de deter os ataques iranianos, com ambos os países tendo um pacto de defesa mútua. Em 29 de março de 2026, o Paquistão sedia negociações diplomáticas para tentar encerrar o conflito e o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano. O chanceler paquistanês também teve reuniões com representantes da Turquia e do Egito antes das conversas mais amplas. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. O Paquistão vem se consolidando como um importante canal diplomático no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington.
Países Neutros ou Aliados Ocasionais
As redes de apoio no Oriente Médio não são estanques, e alguns países se destacam por suas posições neutras ou por seus canais diplomáticos:
- Catar: Sede da maior base americana na região (Al Udeid), possui maioria xiita e mantém relações com o Irã, buscando um papel de mediador. Em 7 de março de 2026, o ministro da Energia do Catar alertou em entrevista ao Financial Times que a guerra poderia "derrubar as economias do mundo", prevendo uma paralisação das exportações de energia do Golfo e o petróleo a US$ 150 o barril.
- Omã: Sultanato que adota uma política de neutralidade pragmática e mediação de conflitos, atuando como canal de diálogo entre rivais.
- Iraque: Parceiro dos EUA na defesa, busca equilibrar as forças xiitas e sunitas internamente e normalizou relações com Teerã. Em 3 de março de 2026, explosões e fumaça foram observadas perto do posto diplomático dos EUA em Irbil após ataques de drones e mísseis interceptados. Um drone foi abatido perto do aeroporto internacional de Bagdá. Milícias iraquianas ligadas ao Irã reivindicaram múltiplos ataques na região curda, onde há bases com tropas americanas.
- Turquia: Em 29 de março de 2026, o chanceler turco teve reuniões com representantes do Paquistão e do Egito em meio a esforços diplomáticos para mediar o conflito. A Turquia também trabalha, junto a outros países, em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz – medida considerada essencial para reduzir as tensões.
Reações Internacionais e Alianças
Posição da Rússia
A Rússia, aliada do Irã, mantém laços diplomáticos, comerciais e militares, mas seu apoio no conflito atual tem sido predominantemente retórico. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, expressou "profunda decepção" com a "agressão aberta" contra o Irã e o Ministério das Relações Exteriores condenou a "agressão não provocada" por parte dos EUA e de Israel, denunciando os "assassinatos políticos" e a "caça" a líderes de Estados soberanos. O presidente Vladimir Putin enviou condolências ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian pela morte de Ali Khamenei, classificando-a como uma "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional". Apesar disso, a Rússia evita críticas pessoais diretas a Donald Trump e continua a expressar gratidão pelos esforços de mediação americanos em relação à Ucrânia. O tratado de parceria estratégica entre Rússia e Irã, assinado em 17 de janeiro de 2025, prevê o compartilhamento de informações, exercícios conjuntos e "garantia da segurança regional", mas não configura um pacto de defesa mútua. Os laços econômicos entre os dois países são modestos, mas os vínculos militares e industriais estão em expansão, com a Rússia fornecendo sistemas de defesa aérea (como os sistemas portáteis Verba, embora ainda não entregues) e aeronaves (como os jatos de treinamento Yak-130 e helicópteros de ataque Mi-28, e a expectativa de entrega de caças Su-35) ao Irã. A Rússia considera o Irã importante demais para ser abandonado, mas não o suficiente para entrar em guerra por ele, visando manter uma ordem multipolar onde os direitos dos Estados são mais importantes que os direitos humanos. Em 3 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou ainda não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas. Em 7 de março de 2026, a Rússia forneceu ao Irã informações que poderiam ajudar Teerã a atacar navios de guerra, aeronaves e outros ativos americanos na região, marcando seu primeiro envolvimento na guerra, embora a inteligência dos EUA não tenha descoberto que a Rússia esteja orientando o Irã sobre o que fazer com as informações.
Posição da China
A China é o maior parceiro comercial do Irã e seu principal comprador de petróleo, fornecendo uma tábua de salvação econômica crucial, especialmente diante das sanções dos EUA. Em 2025, a China comprou mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, e um acordo estratégico de 25 anos assinado em 2021 prevê centenas de bilhões de dólares em investimentos chineses em infraestrutura e telecomunicações no Irã. A China condenou veementemente a morte do aiatolá iraniano e historicamente se opõe à estratégia dos EUA de promover mudanças de regime. Sua abordagem tem sido de contenção estratégica, defendendo "moderação" e atribuindo a responsabilidade à "interferência externa" em escaladas anteriores. A China atua como escudo diplomático do Irã na ONU, usando seu poder de veto para atenuar resoluções, mas nunca ofereceu intervenção militar direta. Para a China, um regime pró-Ocidente no Irã representaria uma derrota geopolítica catastrófica, dado o papel do Irã como fornecedor de energia e contrapeso político à influência americana na região. O Irã é membro do BRICS e da Organização para a Cooperação de Xangai, funcionando como um elo geográfico fundamental. Em 12 de abril de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a China com tarifas de 50% caso o país asiático forneça armas ao Irã, após a inteligência americana indicar que a China estaria planejando entregar mísseis antiaéreos a Teerã.
Posição da França
A França, sob a liderança do presidente Emmanuel Macron, tem se posicionado como protetora de interesses ocidentais na região, embora não tenha participado diretamente dos ataques ao Irã. Em 3 de março de 2026, Macron ordenou o deslocamento do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle do Mar Báltico para o Mediterrâneo, com sua ala aérea e fragatas de escolta, para proteger ativos aliados. Jatos de combate Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados foram implantados no Oriente Médio. O envio de ativos adicionais de defesa aérea e da fragata Languedoc para a costa de Chipre foi uma resposta a um ataque a uma base britânica na ilha. A França, juntamente com o Reino Unido e a Alemanha, afirmou não ter se envolvido nos ataques ao Irã, mas apoia ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade iraniana de disparar mísseis e drones. A França mantém acordos de defesa com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, além de fortes compromissos com a Jordânia e o Iraque. Macron alertou o Hezbollah contra ataques a Israel e desaconselhou uma operação terrestre israelense no Líbano.
Posição do Paquistão
O Paquistão atuou como intermediário nas negociações para um cessar-fogo entre Irã e EUA. Em 8 de abril de 2026, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou um cessar-fogo de duas semanas e convidou as partes para negociações em Islamabad. As negociações foram descritas como "em ritmo acelerado" e conduzidas por um grupo restrito, apesar do clima "sombrio e sério". O Paquistão mantém relações históricas com o Irã, com quem compartilha fronteira, e uma relação estratégica com os EUA, com o presidente Donald Trump elogiando o chefe das Forças Armadas paquistanesas, marechal Asim Munir. A mediação paquistanesa foi motivada por interesses econômicos, como a dependência do petróleo do Estreito de Ormuz, e o temor de uma escalada regional. O país busca fortalecer sua posição internacional e evitar pressões econômicas decorrentes do conflito. A diplomacia paquistanesa capitalizou sua relação com Trump, que já foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz pelo Paquistão.
Posição do Bloco BRICS
O conflito expõe rachas no bloco BRICS. Enquanto Brasil, China e Rússia condenaram oficialmente a ação conjunta entre norte-americanos e israelenses, outros integrantes do bloco, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Índia, não condenaram os bombardeios de Israel e dos EUA, mas condenaram os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra bases norte-americanas localizadas nos países do Golfo Pérsico. Especialistas avaliam que a crise expõe as contradições do processo de expansão do grupo e coloca em xeque a capacidade de ação coletiva de países com interesses geopolíticos tão distintos.
Presença Militar dos EUA no Oriente Médio
Os EUA possuem uma vasta presença militar no Oriente Médio, com 19 bases militares, sendo 8 controladas diretamente e 11 com presença de tropas e equipamentos. A maior delas é a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, que abriga cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Outras bases importantes incluem Camp Arifjan no Kuwait, Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos, Naval Support Activity (NSA) Bahrain no Bahrein, Muwaffaq Salti na Jordânia e Prince Sultan na Arábia Saudita. Essa rede de bases é crucial para a projeção de poder geopolítico dos EUA. No entanto, o ataque ao Irã não teve consenso total entre os aliados dos EUA; países como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, temendo uma guerra de grandes proporções na região. Os EUA informaram que nenhum militar americano ficou ferido na retaliação iraniana de 28 de fevereiro de 2026 e que os danos às bases foram "mínimos". Em 3 de março de 2026, o exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. Ainda em 3 de março de 2026, ataques com drones foram registrados perto do consulado dos EUA em Dubai e em Irbil, no Iraque, e um drone foi abatido próximo ao aeroporto internacional de Bagdá, em retaliação aos ataques americanos e israelenses. Em 27 de março de 2026, o primeiro de dois contingentes de fuzileiros navais dos EUA chegou ao Oriente Médio a bordo de um navio de assalto anfíbio. O Pentágono estaria se preparando para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha autorizado o plano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas que o envio de forças amplia as opções do governo. Donald Trump também sugeriu que os EUA poderiam "pegar o petróleo no Irã" e considerar tomar uma ilha estratégica no Golfo Pérsico. Apesar do anúncio de Trump em 1º de abril de 2026 sobre o cumprimento dos objetivos de guerra e o plano de retirada, milhares de soldados adicionais continuam a navegar em direção à região do Golfo, indicando que o presidente quer manter suas opções militares em aberto.
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