A Guerra EUA e Israel x Irã é um conflito armado no Oriente Médio, intensificado a partir de meados de 2025, impulsionado pelo programa nuclear iraniano e retórica anti-Israel. Os EUA e Israel realizaram ataques coordenados, resultando na morte do Líder Supremo iraniano Ali Khamenei e outros líderes em março de 2026, com o presidente Donald Trump justificando as ações para defender os EUA e impedir o Irã de obter armas nucleares. O Irã retaliou com ataques a bases americanas e Israel, gerando preocupação internacional pela escalada e instabilidade regional, com a Rússia e a China condenando a ofensiva e o Irã enfrentando uma crise de sucessão e desafios econômicos.
A Guerra EUA e Israel x Irã refere-se a um conflito armado em curso no Oriente Médio, que se intensificou a partir de meados de 2025. Este conflito envolve Israel e os Estados Unidos de um lado, e o Irã e seus aliados regionais, como os Houthis do Iêmen e a Resistência Islâmica no Iraque, do outro. As tensões são impulsionadas principalmente pelo programa nuclear iraniano, que Israel e os EUA consideram uma ameaça à segurança regional e global, e pela retórica anti-Israel do Irã. O conflito tem gerado preocupação internacional devido ao risco de escalada e envolvimento de outros atores regionais, impactando os mercados globais e a estabilidade do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques americanos ao Irã, justificando-os como uma medida para 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano' e garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Ele alertou sobre a possibilidade de baixas americanas, uma preocupação levantada pelo general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã" e "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino". Em 28 de fevereiro de 2026, Donald Trump anunciou a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História". Trump afirmou que Khamenei "não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer." Ele também apelou para que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia se unam pacificamente aos "Patriotas iranianos" para "trazer o país de volta à grandeza que merece", e prometeu que o bombardeio continuará "ininterrupto" para alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo. Em 1º de março de 2026, Trump declarou à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos nos ataques conjuntos de EUA e Israel, afirmando: "Ninguém consegue acreditar no sucesso que estamos tendo, 48 líderes foram eliminados de uma só vez. E está avançando rapidamente." Netanyahu, por sua vez, sugeriu a morte de Khamenei e fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime e vá às ruas para protestar, afirmando: "Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração", e acrescentando em inglês: "A ajuda chegou", em referência a uma publicação anterior de Trump. Em 1º de março de 2026, a TV estatal do Irã confirmou a morte de Ali Khamenei, e o aiatolá Alireza Arafi foi eleito o líder supremo interino, com a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder permanente. O conselho interino de liderança também inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei. Também em 1º de março de 2026, o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad morreu em um bombardeio atribuído aos Estados Unidos e a Israel que atingiu sua residência na região de Narmak, em Teerã. Os ataques ainda têm como alvo os aiatolás, os Guardas Revolucionários e os conselheiros veteranos de Khamenei. A morte de Khamenei e os ataques aos seus conselheiros e à Guarda Revolucionária colocam em risco a sobrevivência do sistema teocrático do país, tornando incerta a sucessão e o futuro do Irã. Em 3 de março de 2026, a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou que a operação conjunta EUA-Israel resultou na morte de pelo menos 787 pessoas no Irã. Em Israel, 11 pessoas morreram devido a mísseis iranianos. Ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano. O exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou em 3 de março de 2026 que Moscou ainda não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas, embora o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tenha negado que forças americanas atacariam deliberadamente uma escola.
Contexto histórico e desenvolvimento
As tensões entre os EUA e o Irã, bem como entre Israel e o Irã, são resultado de décadas de desacordos históricos, políticos e ideológicos. O programa nuclear iraniano é um ponto central de contestação, com o Irã afirmando que suas ambições são para uso civil, enquanto Israel e os EUA suspeitam do desenvolvimento de armas nucleares. Em 2015, o Irã assinou o Plano de Ação Conjunta Compreensivo (JCPOA) com potências mundiais, limitando seu enriquecimento de urânio. No entanto, em fevereiro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, retomou a política de "pressão máxima" contra o Irã, buscando um novo acordo que impedisse o desenvolvimento de armas nucleares.
A escalada militar recente começou em meados de junho de 2025, quando Israel lançou uma série de bombardeios aéreos contra instalações militares e nucleares iranianas, incluindo as centrais de Natanz e Isfahan. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação como um "último recurso" para impedir o Irã de adquirir armas nucleares. Em resposta, o Irã disparou centenas de drones e mísseis balísticos contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Os Estados Unidos, apoiando Israel, intervieram com bombardeios em território iraniano e enviaram navios de guerra para a região, aumentando o risco de um conflito armado em larga escala. Um cessar-fogo foi declarado em 24 de junho de 2025, mas foi rapidamente violado por ambos os lados, com acusações mútuas de ataques.
Em 28 de fevereiro de 2026, explosões foram registradas no centro de Teerã, capital do Irã, e em ao menos outras quatro cidades, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu o evento como um "ataque preventivo" para "eliminar ameaças". Este ataque foi uma ação coordenada entre os EUA e Israel, ocorrendo após semanas de escalada de tensão e a intensificação da presença militar americana no Oriente Médio pelo governo Trump. Esta foi a segunda vez, em menos de um ano, que os EUA atacaram o Irã. Antes da operação, o governo iraniano havia prometido bombardear bases americanas em caso de ataque. Em resposta, as Forças Armadas de Israel acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país, suspenderam aulas e deslocamentos ao trabalho, e a autoridade aeroportuária fechou o espaço aéreo para voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal. O ataque em Teerã, que incluiu ao menos três explosões, ocorreu próximo a uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, com vídeos mostrando grandes colunas de fumaça. Após a investida, tanto Israel quanto o Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos, com companhias aéreas cancelando voos que cruzariam a região. O Ministério da Saúde do Irã informou o envio de ambulâncias para as áreas centrais de Teerã e que os hospitais estavam em alerta, embora o número exato de feridos e os locais atingidos não tenham sido divulgados. Em retaliação a estes ataques, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em diversas regiões. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram o lançamento dos projéteis e informaram que a Força Aérea estava em operação para interceptar e "neutralizar ameaças", alertando que a proteção "não é hermética" e pedindo à população que siga as orientações de segurança. Houve também relatos de explosões e acionamento de sirenes de alerta em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes. Donald Trump afirmou que o objetivo do ataque é "destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças", e que "este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos". Ele também incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão "enfrentar a morte certa". Netanyahu, por sua vez, complementou que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino". Militares dos EUA indicaram que a operação pode durar dias, e o Pentágono a classificou como "fúria épica".
A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, tem escopo e intensidade muito maiores do que ataques anteriores. A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou que cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva, atingindo mais de 500 alvos no Irã, incluindo o arsenal de mísseis e os sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica no oeste e centro do país. Israel classificou a ofensiva como o "maior sobrevoo militar da história" das Forças de Defesa Israelenses (IDF). A primeira onda de ataques envolveu dezenas de bombardeios conduzidos por aviões de combate lançados a partir de bases militares no Oriente Médio e de um ou mais porta-aviões na região. O foco inicial dos ataques são alvos militares em território iraniano, em especial a infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle. Esta ação faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque, em 2003, e inclui dois porta-aviões, vários destróieres e mais de 50 caças. Donald Trump classificou a nova campanha como "massiva" e afirmou que o objetivo é destruir boa parte da capacidade militar iraniana, incluindo o programa de mísseis e ativos navais. Ele prometeu "destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis", além de "aniquilar" a marinha iraniana e impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. O presidente também declarou que o objetivo é enfraquecer a capacidade de ação de grupos considerados "afiliados terroristas" do Irã. Estimativas americanas apontam que o Irã possui mais de 2.000 mísseis, em sua maioria de curto e médio alcance, capazes de atingir Israel e bases dos EUA na região, e que estariam espalhados em diversos locais de lançamento pelo país, sendo estes entre os primeiros alvos da campanha aérea. O Irã conta com a Guarda Revolucionária Islâmica, uma força de cerca de 200 mil membros subordinada diretamente ao líder supremo, além de uma frota de centenas de lanchas rápidas que poderiam ser usadas em ataques de "enxame" no Golfo Pérsico e um arsenal estimado entre 3.000 e 6.000 minas navais, capazes de bloquear temporariamente o estratégico Estreito de Hormuz. Os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel deixaram ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas, segundo a Sociedade Crescente Vermelho, com 24 das 31 províncias iranianas sendo alvo. Uma escola de meninas na cidade de Minab, província de Hormuzgan, foi atingida, resultando na morte de pelo menos 85 alunas. Em Lamerd, província de Fars, 18 civis foram mortos em uma área residencial, e ataques atingiram um complexo esportivo e um salão ao lado de uma escola. Diversos países, incluindo o Brasil, condenaram a ofensiva, e a ONU pediu um cessar-fogo na região. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos nos ataques israelenses. O Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança. A mídia estatal iraniana acusou Israel e EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em uma cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola.
Este ataque ocorreu em um momento de contínua pressão dos Estados Unidos sobre o Irã em relação ao seu programa nuclear, com uma frota de caças e navios de guerra americanos reunida na região, incluindo os porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além de tropas em pelo menos 10 bases em países vizinhos e outras nove. As negociações entre os EUA e o Irã, que ocorreram até 26 de fevereiro de 2026 em Genebra, visavam limitar ou encerrar o programa nuclear iraniano, restringir o alcance de seus mísseis balísticos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. Um novo encontro foi agendado para 1º de março. O Irã, por sua vez, indicou aceitar limitar o programa nuclear e reduzir o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções. No entanto, após os ataques coordenados de 28 de fevereiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". O líder supremo do Irã, Khamenei, foi transferido para um local seguro durante os ataques, e o presidente Masoud Pezeshkian estava em segurança. Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.
Em retaliação aos bombardeios coordenados entre EUA e Israel contra Teerã, a Guarda Revolucionária Iraniana atacou bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo instalações no Kuwait (Base Aérea Ali Al Salem), Emirados Árabes Unidos (Base Aérea Al Dhafra), Catar (Base Aérea de Al Udeid) e Bahrein (quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA). O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território. As bases militares norte-americanas no Oriente Médio, que somam 19 instalações além de outras com presença de tropas e equipamentos, estavam em alerta máximo. A maior base dos EUA na região é Al Udeid, no Catar, que abriga cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Outras bases importantes incluem Camp Arifjan no Kuwait (centro logístico), Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos (foco em inteligência e aviação furtiva), Naval Support Activity (NSA) Bahrain no Bahrein (base naval estratégica), Muwaffaq Salti na Jordânia (aeronaves da Força Aérea) e Prince Sultan na Arábia Saudita (proteção de rotas de petróleo e defesa antimísseis). Alguns países da Península Arábica, como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, temendo uma guerra de grandes proporções na região. A presença militar dos EUA no Oriente Médio faz parte de uma rede global de cerca de 800 instalações militares em 51 países, com aproximadamente 170 mil tropas ativas, que custam mais de US$ 70 bilhões anualmente. Essa rede visa facilitar respostas militares rápidas, dissuadir adversários e garantir a segurança de aliados, sendo crucial para a projeção de poder geopolítico dos EUA. A Síria, sob o novo presidente interino Ahmed Al-Sharaa, que busca aproximação com Trump e Israel, manteve o espaço aéreo aberto para aviões militares israelenses atacarem o Irã na guerra de doze dias em junho de 2025. Os Estados Unidos informaram que nenhum militar americano ficou ferido na ação e que os danos às bases foram "mínimos". Em resposta aos ataques iranianos, diversos países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes, registraram explosões e acionamento de sirenes de alerta. Os Emirados Árabes Unidos interceptaram mísseis iranianos, resultando em uma morte em Abu Dhabi, e uma explosão foi ouvida em Dubai. Quatro pessoas morreram na Síria após um míssil iraniano atingir um prédio. No mesmo dia, o Irã lançou uma nova rodada de ataques com mísseis "mais avançados" contra Israel, atingindo a região de Tel Aviv. Uma pessoa morreu e 21 ficaram feridas, sendo a primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques. Imagens mostraram explosões, danos a edifícios e uma cratera em uma rua de Tel Aviv, com bombeiros atuando para conter incêndios. Serviços de emergência atenderam ao menos 90 pessoas com ferimentos leves e um homem em estado grave em todo o país.
Internamente, o Irã enfrenta uma série de desafios. A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início de 2026, após uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, que foram violentamente reprimidos. O país também lida com dificuldades econômicas, como alta inflação (acima de 40% ao ano), desvalorização do rial iraniano (que perdeu metade do valor em 2025 e atingiu mínima histórica em fevereiro de 2026), e a renúncia do presidente do Banco Central do Irã no final de dezembro de 2025. Sanções impostas pelas Nações Unidas em setembro de 2025 agravaram a situação econômica. O descontentamento popular também cresceu devido à desigualdade e denúncias de corrupção. Uma nova onda de protestos de estudantes foi registrada por volta de 20 de fevereiro de 2026, com o governo iraniano advertindo os manifestantes a não ultrapassarem "limites".
Operação de Inteligência e Ataque à Liderança Iraniana (1º de março de 2026)
Pouco antes do ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel, a CIA, que vinha rastreando o aiatolá Ali Khamenei por meses e aprimorando sua inteligência sobre seus padrões de movimentação e comunicação, obteve informações cruciais. A agência descobriu que uma reunião de altos funcionários iranianos, incluindo o próprio Líder Supremo, aconteceria na manhã de sábado, 1º de março de 2026, em um complexo de liderança no coração de Teerã. Esta inteligência, descrita como de "alta fidelidade", foi repassada a Israel e abriu uma janela de oportunidade para a eliminação de altos dirigentes iranianos e a morte de Khamenei.
Estados Unidos e Israel ajustaram o horário de seu ataque, que originalmente seria noturno, para aproveitar a informação sobre o encontro no complexo governamental. A operação demonstrou a estreita coordenação e o compartilhamento de inteligência entre os dois países, bem como a profundidade das informações desenvolvidas sobre a liderança iraniana, especialmente após a guerra de 12 dias do ano anterior. A falha dos líderes iranianos em tomar precauções adequadas, apesar dos sinais claros de guerra, foi um fator crítico. O complexo visado abrigava os escritórios da Presidência iraniana, do Líder Supremo e do Conselho de Segurança Nacional do Irã. Israel havia determinado que o encontro incluiria altos oficiais de defesa, como Mohammad Pakpour, comandante em chefe da Guarda Revolucionária; Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa; o almirante Ali Shamkhani, chefe do Conselho Militar; Seyyed Majid Mousavi, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária; e Mohammad Shirazi, vice-ministro da Inteligência.
A operação começou por volta das 6h da manhã em Israel, com caças decolando de suas bases, armados com munições de longo alcance e alta precisão. Cerca de duas horas e cinco minutos após a decolagem, por volta das 9h40 da manhã em Teerã, mísseis de longo alcance atingiram o complexo. Altos funcionários da segurança nacional iraniana estavam em um dos prédios atingidos, enquanto Khamenei estava em outro prédio próximo. Um oficial de defesa israelense confirmou que os ataques foram realizados simultaneamente em vários locais em Teerã, incluindo o local da reunião de figuras de alto escalão. Apesar dos preparativos iranianos, Israel conseguiu obter "surpresa tática" com o ataque ao complexo. Em ataques subsequentes, foram atingidos locais onde importantes chefes de inteligência iranianos estavam hospedados, dizimando as altas patentes das agências de inteligência iranianas, embora o principal oficial de inteligência tenha escapado. A agência estatal de notícias do Irã, IRNA, confirmou posteriormente a morte de dois altos comandantes militares: Shamkhani e Pakpour. A inteligência dos EUA sobre o Irã melhorou significativamente após a guerra de 12 dias, permitindo aprimorar a capacidade de rastrear Khamenei e prever seus movimentos.
Estrutura de Liderança Iraniana
Após a Revolução Islâmica de 1979, o Irã inaugurou um regime teocrático, onde o poder político é exercido por líderes religiosos ou baseado em dogmas religiosos. Este sistema é conhecido como vilayat-e faqih, ou tutela do jurista islâmico, que sustenta que, até o retorno do 12º Imã muçulmano xiita, o poder na Terra deve ser exercido por um clérigo venerável. O mais alto cargo do país é o de Líder Supremo, que concentra os poderes político e religioso. Apenas duas pessoas ocuparam essa função até o momento: o aiatolá Khomeini até 1989, e Ali Khamenei desde então. O Líder Supremo é responsável por definir a política externa, supervisionar o Parlamento, nomear o comandante da Guarda Revolucionária e indicar os principais representantes do Judiciário. O cargo é determinado por clérigos islâmicos da Assembleia dos Peritos, que são encarregados de selecionar, supervisionar e, se necessário, derrubar o líder. Apesar de ter um presidente, o Líder Supremo é a maior liderança do país. O presidente do Irã responde basicamente pelas políticas econômicas e outras questões internas, sendo escolhido em eleições diretas, mas todos os candidatos precisam ser aprovados pelo Líder Supremo. O Conselho de Discernimento é outro órgão importante, do qual o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad fazia parte.
Sucessão do Líder Supremo
Com a morte de Ali Khamenei em 1º de março de 2026, a questão da sucessão do Líder Supremo se tornou central e incerta. A Constituição iraniana estabelece que um novo líder deve ser escolhido dentro de três meses. Até lá, um conselho de liderança temporário assumiu o comando, composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, o aiatolá Alireza Arafi (membro do Conselho dos Guardiões) e o aiatolá Gholamhossein Mohseni-Ejei (chefe do Judiciário). Este conselho interino tem a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder permanente.
A escolha do novo Líder Supremo é responsabilidade da Assembleia de Especialistas, um órgão composto por cerca de 90 clérigos seniores eleitos a cada oito anos. No entanto, com a continuidade dos ataques e a instabilidade, não está claro como ou quando eles poderão se reunir. Khamenei nunca nomeou publicamente um sucessor preferido, e a decisão final provavelmente será tomada pelas figuras mais importantes da República Islâmica que exerceram o poder sob Khamenei por muitos anos. O sucessor recomendado teria então que ser aprovado pela Assembleia.
Uma figura chave nesse processo é Ali Larijani, conselheiro veterano de Khamenei e amplamente considerado o principal agente político do Irã.
Possíveis Candidatos à Sucessão
Diversos nomes são considerados para a sucessão de Ali Khamenei, embora o cenário atual de ataques e instabilidade embaralhe a equação:
Mojtaba Khamenei: Filho de Ali Khamenei, era visto como um provável sucessor. No entanto, seu destino é incerto, pois sua esposa foi confirmada como morta em um ataque no Iraque no mesmo dia da morte de seu pai, e não há informações claras sobre se ele também morreu.
Hassan Khomeini: Neto do aiatolá Ruhollah Khomeini, o fundador da República Islâmica. É associado à facção reformista e pode ser visto como uma escolha capaz de amenizar a inimizade ocidental e acalmar a população.
Alireza Arafi: Aiatolá e membro do Conselho dos Guardiões, atualmente parte do conselho de liderança temporário. Representa uma possibilidade menos proeminente, mas que provavelmente continuaria a postura linha-dura de Khamenei.
Gholamhossein Mohseni-Ejei: Aiatolá e chefe do Judiciário, também parte do conselho de liderança temporário. Conhecido por reprimir protestos internos em 2009, sua escolha indicaria a continuidade da linha-dura.
Ahmad Alamolhoda: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura com forte envolvimento na política iraniana.
Mohsen Araki: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura com forte envolvimento na política iraniana.
Hassan Rouhani: Ex-presidente do Irã, é um clérigo sênior, mas não tinha a confiança de alguns dos linha-dura mais poderosos, que teriam grande influência sobre a escolha.
Teoricamente, a Assembleia de Especialistas poderia escolher um aiatolá menos conhecido. Contudo, o sistema governante está tão fragmentado pelos ataques que seria muito mais difícil reforçar a posição de um novato.
O Papel da Guarda Revolucionária na Sucessão
Tradicionalmente, esperava-se que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) desempenhasse um papel central nos bastidores na determinação do sucessor de Khamenei, uma vez que, ao contrário das forças armadas comuns, a Guarda responde apenas ao Líder Supremo. No entanto, seus escalões superiores foram enfraquecidos pelos ataques dos EUA e de Israel nos últimos anos. O líder mais importante da Guarda nos últimos tempos, Qassem Soleimani, chefe da unidade de elite Força Quds, foi morto por um ataque dos EUA em 2020. Durante a breve guerra do ano anterior, ataques israelenses mataram outros comandantes importantes da Guarda Revolucionária. E os ataques de 1º de março de 2026 mataram seu mais recente comandante, Mohammed Pakpour, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A Milícia Basij, uma força paramilitar sob o controle da Guarda Revolucionária, é frequentemente usada para reprimir protestos internos, conferindo à Guarda um papel formidável no controle interno. Desde o início dos anos 2000, o poder econômico da Guarda também cresceu significativamente através de sua empresa contratada, Khatam al-Anbiya, que obteve projetos bilionários no setor de petróleo e gás. Proteger esse império pode influenciar a decisão da Guarda de apoiar um novo líder.
Participação Popular na Escolha do Líder Supremo
Embora os iranianos elejam um presidente e um Parlamento para mandatos de quatro anos, e o presidente nomeie um governo que lida com a política diária, a população tem pouca voz na escolha do Líder Supremo. O presidente eleito e o Parlamento operam dentro dos parâmetros permitidos pelo Líder Supremo. A Assembleia de Especialistas, responsável pela escolha do Líder Supremo, é eleita, mas todos os seus candidatos – assim como os que concorrem em todas as eleições nacionais iranianas – devem ser avaliados e aprovados pelo Conselho dos Guardiões clerical. Isso significa que apenas aqueles que já estão alinhados com as autoridades podem participar, limitando significativamente a influência popular na escolha da autoridade máxima do país. Embora o presidente Pezeshkian, um moderado de renome, faça parte do Comitê de Liderança Interino de três membros, não está claro se ele terá muita influência sobre o desenrolar dos acontecimentos.
Biografia de Ali Khamenei
Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, uma cidade sagrada para os xiitas, sendo o segundo de oito filhos de uma família pobre e devota. Cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi, período em que o Irã era aliado dos Estados Unidos e até de Israel. Ele se juntou aos protestos contra a monarquia e foi preso, exilando-se brevemente em 1977. A Revolução Islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, derrubou o xá e marcou uma mudança radical na política externa do país, com o crescimento de uma ideologia antiocidental e a pregação pela eliminação do Estado de Israel, além de chamar os Estados Unidos de "grande satã". Khamenei ascendeu ao poder como homem de confiança de Khomeini, conduzindo a oração de sexta-feira em Teerã a partir de 1980. Em 1981, um ataque a bomba o deixou com a mão direita paralisada, e logo depois, aos 42 anos, foi eleito presidente do Irã com 95% dos votos. Durante a guerra Irã-Iraque (1980-1988), esteve ao lado de Khomeini, período em que o Irã começou a financiar e armar grupos como o Hezbollah no Líbano e, posteriormente, o Hamas na Faixa de Gaza, praticando a chamada "guerra por procuração". Desde a morte de Khomeini em 1989, Ali Khamenei liderou o país de 90 milhões de habitantes, acumulando as funções de líder político e religioso em uma teocracia. Ele foi responsável pelas decisões estratégicas da nação, incluindo política externa, segurança e forças armadas, com poder para anular decisões presidenciais e demitir membros do governo. Khamenei se apresentava como guardião dos valores da revolução islâmica, mas reprimiu com força a oposição interna, como a Onda Verde de 2009, os protestos de 2019 contra o aumento dos preços dos combustíveis, e a onda de protestos de 2022 após a morte de Mahsa Amini. Nos últimos anos, sua popularidade diminuiu devido à insatisfação com a economia cambaleante, alta inflação, desemprego e sanções ocidentais relacionadas ao programa nuclear. Ele sobreviveu a um atentado em 1981 e a um câncer em 2014. Nos meses que antecederam o ataque de 28 de fevereiro de 2026, Khamenei viveu em um bunker subterrâneo em Teerã, e as medidas de segurança foram intensificadas após a morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. Em 1º de março de 2026, a TV estatal do Irã confirmou sua morte.
Impacto econômico
A escalada do conflito tem gerado significativas repercussões nos mercados globais, especialmente no setor de petróleo. Em 27 de fevereiro de 2026, antes mesmo dos ataques coordenados contra o Irã, os preços do petróleo já haviam subido, com o Brent atingindo US$ 73 por barril em Londres, o maior nível em sete meses, e o WTI também registrando alta, refletindo o prêmio de risco geopolítico. Após os ataques de 28 de fevereiro de 2026, a tensão no Oriente Médio, uma região crucial para a produção global de petróleo, aumentou o temor de um conflito mais amplo. Em resposta a essa escalada, a Opep+, grupo que inclui a Arábia Saudita e a Rússia, deve avaliar um aumento maior na produção de petróleo em sua reunião marcada para 29 de fevereiro de 2026. O grupo já planejava retomar aumentos graduais da oferta a partir de abril, mas a situação atual pode acelerar esse ritmo. Arábia Saudita e outros produtores, incluindo o próprio Irã, já haviam acelerado as exportações de petróleo nos dias anteriores aos ataques. Os mercados futuros de petróleo, que não operam nos fins de semana, deverão reagir diretamente aos eventos na reabertura eletrônica na noite de domingo.
Vítimas e Impacto Humanitário
A Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou em 3 de março de 2026 que a operação conjunta EUA-Israel resultou na morte de pelo menos 787 pessoas no Irã. A agência de notícias Tasnim relatou que ataques aéreos mataram 13 soldados iranianos em Kerman, 800 quilômetros a sudeste da capital do Irã, Teerã. Em Israel, 11 pessoas morreram devido a mísseis iranianos. Ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano. O exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou que "a escalada militar deve forçar mais famílias a deixarem suas casas e deve atingir duramente os civis", pedindo à comunidade internacional que pressione por uma desescalada das tensões. Ela acrescentou que "milhões já estão deslocados na região". A mídia estatal iraniana acusou Israel e EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em uma cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola.
Linha do tempo
Fevereiro de 2025: O presidente dos EUA, Donald Trump, retoma a política de "pressão máxima" contra o Irã.
17 de janeiro de 2025: Assinatura do tratado de parceria estratégica entre Rússia e Irã, que não configura um pacto de defesa mútua.
13 de junho de 2025: Início da escalada militar com ataques mútuos entre Israel e Irã.
Meados de junho de 2025: Israel lança bombardeios aéreos contra instalações nucleares e militares iranianas.
Junho de 2025: Irã retalia com o lançamento de mísseis e drones contra cidades israelenses.
Junho de 2025: Estados Unidos realizam bombardeios em território iraniano e enviam navios de guerra para a região. Esta é a primeira vez que os EUA atacam o Irã em menos de um ano.
Junho de 2025: Síria, sob o novo presidente interino Ahmed Al-Sharaa, mantém o espaço aéreo aberto para aviões militares israelenses atacarem o Irã na guerra de doze dias.
24 de junho de 2025: Donald Trump anuncia um cessar-fogo "completo e total" entre Israel e Irã. Horas depois, Israel acusa o Irã de violar o acordo, e o Irã nega.
2024: O grupo Hezbollah é fortemente enfraquecido por um ataque a pagers e pela morte de seu líder Hasan Nasrallah.
Setembro de 2025: Nações Unidas impõem sanções ao Irã.
Final de dezembro de 2025: Presidente do Banco Central do Irã renuncia ao cargo.
Início de 2026: Onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, seguida por forte repressão.
Por volta de 20 de fevereiro de 2026: Nova onda de protestos de estudantes no Irã.
26 de fevereiro de 2026: Última rodada de negociações entre EUA e Irã em Genebra sobre o programa nuclear. Os enviados americanos avaliam as negociações como positivas e acertam um novo encontro para 2 de março.
27 de fevereiro de 2026: Preços do petróleo (Brent e WTI) sobem, refletindo o prêmio de risco geopolítico antes dos ataques. Arábia Saudita e outros produtores, incluindo o Irã, aceleram exportações de petróleo.
28 de fevereiro de 2026: Explosões são ouvidas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades (Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah); Israel anuncia um "ataque preventivo" para "eliminar ameaças". Este ataque é uma ação coordenada entre EUA e Israel, sendo a segunda vez que os EUA atacam o Irã em menos de um ano. A ofensiva conjunta é de escopo e intensidade muito maiores que ataques anteriores, com a primeira onda envolvendo dezenas de bombardeios por aviões de combate e porta-aviões, focando em alvos militares, infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle. A Força Aérea Israelense (IAF) confirma que cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva, atingindo mais de 500 alvos no Irã, incluindo o arsenal de mísseis e sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica no oeste e centro do país. Israel classifica a ofensiva como o "maior sobrevoo militar da história" das Forças de Defesa Israelenses (IDF). Os ataques deixam ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a Sociedade Crescente Vermelho, com 24 das 31 províncias iranianas sendo alvo. Uma escola de meninas em Minab, província de Hormuzgan, é atingida, resultando na morte de pelo menos 85 alunas. Em Lamerd, província de Fars, 18 civis são mortos em uma área residencial, e ataques atingem um complexo esportivo e um salão ao lado de uma escola. Diversos países, incluindo o Brasil, condenam a ofensiva, e a ONU pede um cessar-fogo. As Forças Armadas de Israel acionam sirenes de alerta, suspendem atividades e fecham o espaço aéreo para voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementa protocolo de confinamento. Donald Trump confirma os ataques, justificando-os como defesa do povo americano e para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear, e promete "arrasar a indústria de mísseis até o chão", "aniquilar" a marinha iraniana e enfraquecer grupos "afiliados terroristas". O ataque em Teerã ocorre próximo a uma residência do Líder Supremo Khamenei. Israel e Irã fecham seus espaços aéreos, com companhias aéreas cancelando voos que cruzariam a região. O Ministério da Saúde iraniano envia ambulâncias e hospitais ficam em alerta. Em retaliação a estes ataques, o Irã lança mísseis contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em diversas regiões. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmam o lançamento dos projéteis e informam que a Força Aérea estava em operação para interceptar e "neutralizar ameaças", alertando que a proteção "não é hermética" e pedindo à população que siga as orientações de segurança. Há relatos de explosões e acionamento de sirenes de alerta em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirma publicamente a ofensiva contra o Irã, denominada "Rugido do Leão", e agradece o apoio dos Estados Unidos, em especial do presidente Donald Trump. Ele reitera que a operação visa remover a ameaça existencial do regime iraniano e impedir que se arme com armas nucleares, e apela ao povo iraniano para que "tome seu destino em suas próprias mãos". Militares dos EUA afirmam que a ação pode durar dias, e o Pentágono a classifica como "fúria épica". Em retaliação aos bombardeios coordenados entre EUA e Israel contra Teerã, a Guarda Revolucionária Iraniana ataca bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo instalações no Kuwait (Base Aérea Ali Al Salem), Emirados Árabes Unidos (Base Aérea Al Dhafra), Catar (Base Aérea de Al Udeid) e Bahrein (quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA). O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território. As bases norte-americanas estavam em alerta máximo. Países como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos já haviam proibido o uso de seus espaços aéreos e terrestres para ataques ao Irã, temendo uma guerra regional. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena o ataque militar dos EUA e de Israel, classificando-o como "grave violação da integridade territorial e da soberania nacional do Irã" e acusando os dois países de violarem a Carta das Nações Unidas com uma "clara agressão armada". O Irã afirma estar "mais preparado que nunca para a defesa" e que suas forças armadas usarão "todas as suas forças e recursos para confrontar essa agressão criminosa". O ministério declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". Os Emirados Árabes Unidos interceptam mísseis iranianos e registram uma morte em Abu Dhabi. Quatro pessoas morrem na Síria após míssil iraniano atingir um prédio. Os EUA informam que nenhum militar americano ficou ferido na retaliação iraniana e que os danos às bases foram "mínimos". No mesmo dia, o Irã lança uma nova rodada de ataques com mísseis "mais avançados" contra Israel, atingindo a região de Tel Aviv. Uma pessoa morre e 21 ficam feridas, sendo a primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques. Imagens mostram explosões, danos a edifícios e uma cratera em uma rua de Tel Aviv, com bombeiros atuando para conter incêndios. Serviços de emergência atendem ao menos 90 pessoas com ferimentos leves e um homem em estado grave em todo o país. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morrem nos ataques israelenses. O Estreito de Ormuz é fechado por motivos de segurança. Donald Trump anuncia a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em ataque conjunto de EUA e Israel, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História". Trump afirma que Khamenei "não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer." Ele também apela para que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia se unam pacificamente aos "Patriotas iranianos" e promete que o bombardeio continuará "ininterrupto" para alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo.
Principais atores
Israel: Liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz, busca impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã e realiza ataques preventivos. Netanyahu afirmou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã" e "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino". Ele também confirmou publicamente a ofensiva de 28 de fevereiro de 2026, nomeada "Rugido do Leão", agradecendo o apoio dos EUA e de Donald Trump, e sugeriu a morte de Ali Khamenei, apelando ao povo iraniano para protestar, afirmando que "a ajuda chegou" e que esta é uma "oportunidade que surge uma vez por geração". Suas Forças de Defesa (IDF) estão ativas na interceptação de mísseis iranianos e na emissão de alertas à população. É o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, recebendo armamento e compartilhando inteligência e tecnologia militar. A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou a participação de cerca de 200 jatos militares na ofensiva de 28 de fevereiro de 2026, atingindo mais de 500 alvos no Irã. Em 28 de fevereiro de 2026, um ataque com mísseis iranianos em Tel Aviv resultou na primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques, além de 21 feridos e danos significativos. Em 1º de março de 2026, Israel afirmou ter como alvo o "coração de Teerã" durante a ofensiva. Em 3 de março de 2026, 11 pessoas morreram em Israel devido a mísseis iranianos.
Estados Unidos: Liderado pelo presidente Donald Trump, apoia Israel e busca conter o programa nuclear iraniano, mantendo pressão militar na região e negociando para restringir o enriquecimento de urânio e o apoio a grupos armados. Trump afirmou que o objetivo é "destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças", incentivando a população iraniana a derrubar o regime e prometendo "arrasar a indústria de mísseis até o chão", além de "aniquilar" a marinha iraniana e enfraquecer grupos "afiliados terroristas" do Irã. Em 28 de fevereiro de 2026, Trump anunciou a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em ataque conjunto de EUA e Israel, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História" e afirmando que os bombardeios continuarão para alcançar a paz. Trump alegou que Khamenei "não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer." Ele também apelou para que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia se unam pacificamente aos "Patriotas iranianos" para "trazer o país de volta à grandeza que merece", e prometeu que o bombardeio continuará "ininterrupto" para alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo. Trump também ameaçou a Guarda Revolucionária e a polícia iraniana, oferecendo imunidade se se unirem aos "patriotas iranianos", ou "apenas a morte" caso contrário. Em 1º de março de 2026, Trump declarou à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos nos ataques conjuntos de EUA e Israel. Militares dos EUA classificaram a operação de 28 de fevereiro de 2026 como "fúria épica" e indicaram que pode durar dias. A ação faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque em 2003, incluindo dois porta-aviões, vários destróieres e mais de 50 caças. Os EUA possuem 19 bases militares no Oriente Médio, com a maior sendo Al Udeid no Catar, abrigando cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. A rede global de bases militares dos EUA, com aproximadamente 800 instalações em 51 países, é estratégica para a projeção de poder e contenção de adversários. Os EUA informaram que nenhum militar americano ficou ferido na retaliação iraniana e que os danos às bases foram "mínimos". A CIA desempenhou um papel crucial no rastreamento de Ali Khamenei e na obtenção de inteligência sobre a reunião de líderes iranianos em 1º de março de 2026, permitindo o ajuste do horário do ataque e a eliminação de alvos de alto valor. A inteligência dos EUA sobre o Irã melhorou significativamente após a guerra de 12 dias de junho de 2025. Em 3 de março de 2026, o exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait.
Termos importantes
Programa nuclear iraniano: Esforços do Irã para desenvolver tecnologia nuclear, que Israel e os EUA suspeitam ter fins militares, enquanto o Irã afirma serem para energia e pesquisa civil. Os EUA buscam que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio e restrinja o alcance de seus mísseis balísticos, enquanto o Irã indicou aceitar limitar o programa nuclear e reduzir o enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções. Após os ataques de 28 de fevereiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". Em 3 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares.
JCPOA (Plano de Ação Conjunta Compreensivo): Acordo nuclear de 2015 entre o Irã e potências mundiais, que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do alívio de sanções.
Domo de Ferro: Sistema de defesa antiaérea de Israel, projetado para interceptar mísseis de curto alcance.
Pressão Máxima: Política externa dos EUA, retomada por Donald Trump, que visa impor sanções severas ao Irã para forçar negociações sobre seu programa nuclear e atividades regionais.
Operação "Rugido do Leão": Nome dado por Israel à ofensiva coordenada com os EUA contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026, visando remover a ameaça existencial do regime iraniano e impedir seu armamento nuclear. A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou a participação de cerca de 200 jatos militares, atingindo mais de 500 alvos no Irã, e classificou a ofensiva como o "maior sobrevoo militar da história" das Forças de Defesa Israelenses (IDF).
Fúria Épica: Nome dado pelos Estados Unidos à ofensiva militar coordenada com Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026.
Opep+: Aliança de países exportadores de petróleo (incluindo membros da OPEP e outros grandes produtores como a Rússia) que coordena a produção para influenciar os preços globais do petróleo.
Brent: Referência internacional para o preço do petróleo, negociado em Londres.
WTI (West Texas Intermediate): Referência para o preço do petróleo nos Estados Unidos.
Al Udeid: A maior base militar dos EUA no Oriente Médio, localizada no Catar, abrigando cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Foi um dos alvos dos ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026.
Centcom: Divisão central do Exército dos EUA responsável pelo Oriente Médio, Egito, Ásia Central e partes do sul da Ásia.
Patriot e THAAD: Sistemas de defesa antimísseis utilizados pelas forças dos EUA em bases como Prince Sultan na Arábia Saudita.
Atores Regionais e Alianças
Aliados dos EUA
Os Estados Unidos mantêm uma sólida rede de apoio no Oriente Médio, crucial para sua projeção de poder e segurança regional. Os principais aliados incluem:
Israel: Principal aliado dos EUA, com forte cooperação militar, inteligência e tecnologia. Em 28 de fevereiro de 2026, um ataque com mísseis iranianos em Tel Aviv resultou na primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques, além de 21 feridos e danos significativos. Em 1º de março de 2026, Israel afirmou ter como alvo o "coração de Teerã" durante a ofensiva. Em 3 de março de 2026, 11 pessoas morreram em Israel devido a mísseis iranianos.
Arábia Saudita: Mantém laços estreitos com o Ocidente e os EUA, sendo um importante contraponto sunita ao Irã xiita na região.
Emirados Árabes Unidos: Forte cooperação militar e econômica com os EUA. Em 28 de fevereiro de 2026, interceptaram mísseis iranianos e registraram uma morte em Abu Dhabi.
Jordânia: Monarquia tradicionalmente aliada das potências ocidentais.
Bahrein: Aliado de primeira hora da Arábia Saudita e dos EUA, abrigando a Quinta Frota marítima americana. O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território em 28 de fevereiro de 2026.
Kuwait: Aliado estratégico no Golfo Pérsico, com acordos de Defesa com os EUA. Em 3 de março de 2026, seis militares americanos foram mortos em uma unidade de logística no Kuwait.
Egito: Recebe ajuda militar americana e busca uma postura de mediador na região.
Síria: Sob o presidente interino Ahmed Al-Sharaa, que busca aproximação com Trump e Israel, o país manteve o espaço aéreo aberto para ataques israelenses ao Irã em junho de 2025. Em 28 de fevereiro de 2026, quatro pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio.
Aliados do Irã
Após a Revolução Islâmica de 1979, o Irã construiu uma rede de apoio, majoritariamente entre grupos xiitas e organizações que atuam paralelamente ao Estado:
Iêmen (Houthis): Grupo xiita que controla efetivamente a capital Sanaa e recebe apoio militar de Teerã, realizando ataques ocasionais a Israel.
Hezbollah (Líbano): Partido libanês xiita com uma milícia que age como força paramilitar em forte aliança com Teerã, embora tenha sido enfraquecido em 2024. Em 3 de março de 2026, ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano.
Hamas: Um dos raros aliados sunitas do Irã, compartilha a aversão a Israel.
Paquistão: Embora não seja do Oriente Médio, faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã em caso de ameaças.
Países Neutros ou Aliados Ocasionais
As redes de apoio no Oriente Médio não são estanques, e alguns países se destacam por suas posições neutras ou por seus canais diplomáticos:
Catar: Sede da maior base americana na região (Al Udeid), possui maioria xiita e mantém relações com o Irã, buscando um papel de mediador.
Omã: Sultanato que adota uma política de neutralidade pragmática e mediação de conflitos, atuando como canal de diálogo entre rivais.
Iraque: Parceiro dos EUA na defesa, busca equilibrar as forças xiitas e sunitas internamente e normalizou relações com Teerã.
Reações Internacionais e Alianças
Posição da Rússia
A Rússia, aliada do Irã, mantém laços diplomáticos, comerciais e militares, mas seu apoio no conflito atual tem sido predominantemente retórico. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, expressou "profunda decepção" com a "agressão aberta" contra o Irã e o Ministério das Relações Exteriores condenou a "agressão não provocada" por parte dos EUA e de Israel, denunciando os "assassinatos políticos" e a "caça" a líderes de Estados soberanos. O presidente Vladimir Putin enviou condolências ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian pela morte de Ali Khamenei, classificando-a como uma "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional". Apesar disso, a Rússia evitou críticas pessoais diretas a Donald Trump e continua a expressar gratidão pelos esforços de mediação americanos em relação à Ucrânia. O tratado de parceria estratégica entre Rússia e Irã, assinado em 17 de janeiro de 2025, prevê o compartilhamento de informações, exercícios conjuntos e "garantia da segurança regional", mas não configura um pacto de defesa mútua. Os laços econômicos entre os dois países são modestos, mas os vínculos militares e industriais estão em expansão, com a Rússia fornecendo sistemas de defesa aérea (como os sistemas portáteis Verba, embora ainda não entregues) e aeronaves (como os jatos de treinamento Yak-130 e helicópteros de ataque Mi-28, e a expectativa de entrega de caças Su-35) ao Irã. A Rússia considera o Irã importante demais para ser abandonado, mas não o suficiente para entrar em guerra por ele, visando manter uma ordem multipolar onde os direitos dos Estados são mais importantes que os direitos humanos. Em 3 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou ainda não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas.
Posição da China
A China é o maior parceiro comercial do Irã e seu principal comprador de petróleo, fornecendo uma tábua de salvação econômica crucial, especialmente diante das sanções dos EUA. Em 2025, a China comprou mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, e um acordo estratégico de 25 anos assinado em 2021 prevê centenas de bilhões de dólares em investimentos chineses em infraestrutura e telecomunicações no Irã. A China condenou veementemente a morte do aiatolá iraniano e historicamente se opõe à estratégia dos EUA de promover mudanças de regime. Sua abordagem tem sido de contenção estratégica, defendendo "moderação" e atribuindo a responsabilidade à "interferência externa" em escaladas anteriores. A China atua como escudo diplomático do Irã na ONU, usando seu poder de veto para atenuar resoluções, mas nunca ofereceu intervenção militar direta. Para a China, um regime pró-Ocidente no Irã representaria uma derrota geopolítica catastrófica, dado o papel do Irã como fornecedor de energia e contrapeso político à influência americana na região. O Irã é membro do BRICS e da Organização para a Cooperação de Xangai, funcionando como um elo geográfico fundamental.
Posição do Bloco BRICS
O conflito expõe rachas no bloco BRICS. Enquanto Brasil, China e Rússia condenaram oficialmente a ação conjunta entre norte-americanos e israelenses, outros integrantes do bloco, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Índia, não condenaram os bombardeios de Israel e dos EUA, mas condenaram os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra bases norte-americanas localizadas nos países do Golfo Pérsico. Especialistas avaliam que a crise expõe as contradições do processo de expansão do grupo e coloca em xeque a capacidade de ação coletiva de países com interesses geopolíticos tão distintos.
Presença Militar dos EUA no Oriente Médio
Os EUA possuem uma vasta presença militar no Oriente Médio, com 19 bases militares, sendo 8 controladas diretamente e 11 com presença de tropas e equipamentos. A maior delas é a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, que abriga cerca de 10 mil soldados e o quartel-general do Centcom. Outras bases importantes incluem Camp Arifjan no Kuwait, Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos, Naval Support Activity (NSA) Bahrain no Bahrein, Muwaffaq Salti na Jordânia e Prince Sultan na Arábia Saudita. Essa rede de bases é crucial para a projeção de poder geopolítico dos EUA. No entanto, o ataque ao Irã não teve consenso total entre os aliados dos EUA; países como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, temendo uma guerra de grandes proporções na região. Os EUA informaram que nenhum militar americano ficou ferido na retaliação iraniana de 28 de fevereiro de 2026 e que os danos às bases foram "mínimos". Em 3 de março de 2026, o exército dos EUA confirmou a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait.
29 de fevereiro de 2026: A Opep+ deve avaliar um aumento maior na produção de petróleo em sua reunião, em resposta à escalada militar.
1º de março de 2026: A CIA, após meses de rastreamento, detecta uma reunião de altos funcionários iranianos, incluindo o Líder Supremo Ali Khamenei, em um complexo de liderança em Teerã. Estados Unidos e Israel ajustam o horário do ataque para aproveitar esta inteligência. Caças israelenses decolam por volta das 6h (horário de Israel) e, às 9h40 (horário de Teerã), mísseis de longo alcance atingem o complexo, resultando na morte de Ali Khamenei e outros líderes iranianos. Donald Trump declara à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos em ataques conjuntos de EUA e Israel. A TV estatal do Irã confirma a morte de Ali Khamenei. O aiatolá Alireza Arafi é eleito líder supremo interino e chefe do Conselho interino de liderança, que também inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei, para comandar o processo de escolha de um novo líder supremo permanente. O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad morre em bombardeio atribuído aos Estados Unidos e a Israel que atingiu sua residência na região de Narmak, em Teerã, durante a ofensiva "Fúria Épica". Israel afirma ter como alvo o "coração de Teerã". A agência estatal de notícias do Irã, IRNA, confirma a morte de dois altos comandantes militares: o almirante Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour. Ataques têm como alvo aiatolás, Guardas Revolucionários e conselheiros veteranos de Khamenei, colocando em risco a sobrevivência do sistema teocrático. Vladimir Putin envia condolências ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian pela morte de Ali Khamenei, chamando o episódio de "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional".
2 de março de 2026: O porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, questionado sobre a confiança nos EUA, responde que a Rússia "antes de mais nada confia apenas em si mesma" e defende seus próprios interesses.
3 de março de 2026: A Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirma que a operação conjunta EUA-Israel matou pelo menos 787 pessoas no Irã. A agência de notícias Tasnim relata a morte de 13 soldados iranianos em ataques aéreos em Kerman. Em Israel, 11 pessoas morrem devido a mísseis iranianos. Ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah matam 52 pessoas no Líbano. O exército dos EUA confirma a morte de seis militares americanos, todos soldados do Exército em uma unidade de logística no Kuwait. A diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alerta sobre o deslocamento de milhões de pessoas e pede desescalada. A Rússia condena a "agressão não provocada" contra o Irã por parte dos EUA e de Israel, denunciando assassinatos políticos e a "caça" a líderes de Estados soberanos. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirma que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, contrastando com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destaca as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reitera o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas. A China condena a morte do aiatolá iraniano e se opõe à estratégia dos EUA de mudança de regime. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nega que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola.
Irã: Liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e, interinamente, pelo aiatolá Alireza Arafi após a confirmação da morte de Ali Khamenei em 1º de março de 2026. O país afirma que seu programa nuclear é para fins civis e retaliou ataques israelenses e americanos com o lançamento de mísseis. Enfrenta desafios econômicos e protestos internos. Realiza exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Acelerou as exportações de petróleo nos dias anteriores aos ataques de 28 de fevereiro de 2026. Prometeu uma resposta "feroz" a qualquer ataque, indicando que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio. Estimativas americanas apontam que o Irã possui mais de 2.000 mísseis, Guarda Revolucionária Islâmica com 200 mil membros, lanchas rápidas e minas navais. A Guarda Revolucionária Iraniana atacou bases militares dos EUA no Golfo em retaliação aos bombardeios em Teerã, tendo como alvos a Base Aérea de Al Udeid (Catar), Base Aérea Ali Al Salem (Kuwait), Base Aérea Al Dhafra (Emirados Árabes Unidos) e o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA (Bahrein). O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o ataque militar dos EUA e de Israel, classificando-o como "grave violação da integridade territorial e da soberania nacional do Irã" e uma "clara agressão armada" que viola a Carta das Nações Unidas. O Irã afirmou estar "mais preparado que nunca para a defesa" e que suas forças armadas usarão "todas as suas forças e recursos para confrontar essa agressão criminosa". O ministério declarou que, embora estivesse pronto para negociar, agora é "hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo". Os ataques de 28 de fevereiro de 2026 resultaram em pelo menos 201 mortos e 747 feridos no Irã, incluindo 85 alunas em uma escola em Minab e 18 civis em Lamerd. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos nos ataques israelenses. Em 28 de fevereiro de 2026, a agência estatal iraniana Fars afirmou que o Irã lançou uma nova rodada de ataques com mísseis "mais avançados" contra Israel e bases militares dos Estados Unidos, resultando em uma morte e 21 feridos em Tel Aviv, além de danos significativos. Em 1º de março de 2026, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também morreu em um bombardeio em Teerã. A agência estatal de notícias IRNA confirmou a morte de altos comandantes militares como o almirante Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour, que estavam presentes na reunião-alvo em Teerã. A morte de Ali Khamenei e os ataques direcionados a outros aiatolás, Guardas Revolucionários e conselheiros veteranos colocam em risco a sobrevivência do sistema teocrático do país. Em 3 de março de 2026, a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana afirmou que a operação conjunta EUA-Israel matou pelo menos 787 pessoas no Irã. A agência de notícias Tasnim relatou a morte de 13 soldados iranianos em ataques aéreos em Kerman. A mídia estatal iraniana acusou Israel e EUA de um ataque a uma escola primária para meninas em uma cidade do sul do Irã que, segundo Teerã, matou mais de 160 pessoas.
Rússia: Aliada do Irã, mantém laços diplomáticos, comerciais e militares. O apoio russo é predominantemente retórico, com o porta-voz Dmitry Peskov expressando "profunda decepção" com a "agressão aberta" e o Ministério das Relações Exteriores condenando a "agressão não provocada" e os "assassinatos políticos". O presidente Vladimir Putin enviou condolências pela morte de Ali Khamenei, chamando-a de "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional". Apesar disso, a Rússia evita críticas pessoais a Donald Trump e não possui um pacto de defesa mútua com o Irã, limitando-se a compartilhar informações e realizar exercícios conjuntos. O Irã tornou-se um dos aliados mais próximos da Rússia desde a invasão da Ucrânia, fornecendo drones e auxiliando na evasão de sanções. A Rússia vê o Irã como parte de uma ordem multipolar, mas não está disposta a assumir riscos excessivos por parceiros. Os laços econômicos são modestos, mas os vínculos militares e industriais estão em expansão, com a Rússia fornecendo sistemas de defesa aérea e aeronaves ao Irã. Em 3 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Lavrov destacou as consequências regionais do conflito, incluindo custos econômicos e baixas em países árabes, e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades, apontando para o bombardeio de uma escola no Irã que teria matado mais de 160 pessoas.
China: Maior parceiro comercial do Irã e principal comprador de petróleo, fornecendo uma tábua de salvação econômica apesar das sanções dos EUA. Condena veementemente a morte do aiatolá iraniano e historicamente se opõe à estratégia dos EUA de promover mudanças de regime. Atua como escudo diplomático do Irã na ONU, defendendo "moderação" e atribuindo responsabilidade à "interferência externa". Sua estratégia é de contenção estratégica, evitando um colapso regional que impulsione os preços globais do petróleo, mas considera um regime pró-Ocidente no Irã uma derrota geopolítica. O Irã é um elo geográfico fundamental para a China e membro do BRICS e da Organização para a Cooperação de Xangai.
Opep+: Grupo de países produtores de petróleo, incluindo Arábia Saudita e Rússia, que avalia o aumento da produção em resposta à escalada das tensões no Oriente Médio e ao impacto nos mercados de petróleo.
Houthis (Iêmen): Grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã, que controla efetivamente a capital Sanaa e realiza ataques ocasionais a Israel.
Resistência Islâmica no Iraque: Grupo apoiado pelo Irã, envolvido no conflito.
Hezbollah (Líbano): Grupo extremista, partido libanês xiita com uma milícia que atua em forte aliança com Teerã, embora tenha sido enfraquecido em 2024. Em 3 de março de 2026, ataques retaliatórios de Israel contra o Hezbollah mataram 52 pessoas no Líbano.
Hamas: Grupo sunita que compartilha com o Irã a aversão ao estado de Israel, sendo um de seus raros aliados sunitas.
Paquistão: País que faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã em caso de ameaças.
Arábia Saudita: País sunita mais poderoso da região e rival do Irã, mantém laços estreitos com o Ocidente e os EUA.
Emirados Árabes Unidos: Mantém forte cooperação militar e econômica com os EUA. Em 28 de fevereiro de 2026, interceptaram mísseis iranianos e registraram uma morte em Abu Dhabi.
Jordânia: Monarquia tradicionalmente aliada das potências ocidentais.
Bahrein: Aliado da Arábia Saudita e dos EUA, abrigando a Quinta Frota marítima americana. O governo do Bahrein confirmou um ataque com mísseis a um centro de serviços da 5ª Frota da Marinha dos EUA em seu território em 28 de fevereiro de 2026.
Kuwait: Aliado estratégico dos americanos no Golfo Pérsico, com quem os EUA têm acordos de Defesa. Em 3 de março de 2026, seis militares americanos foram mortos em uma unidade de logística no Kuwait.
Egito: Recebe ajuda militar americana e busca postura de mediador de conflitos na região.
Síria: Anteriormente aliada do Irã sob Bashar al-Assad, sob o atual presidente interino Ahmed Al-Sharaa busca aproximação com Trump e Israel, tendo mantido o espaço aéreo aberto para ataques israelenses ao Irã em junho de 2025. Em 28 de fevereiro de 2026, quatro pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio.
Catar: Sede da maior base americana na região (Al Udeid), possui maioria xiita e mantém canais de relações com o Irã, buscando um papel de mediador.
Omã: Sultanato que adota uma política de neutralidade pragmática e mediação de conflitos, atuando como canal de diálogo entre rivais.
Iraque: Parceiro dos EUA em defesa, busca equilibrar forças xiitas e sunitas internamente e normalizou relações com Teerã através de políticos xiitas.
Amir Nasirzadeh: Ministro da Defesa do Irã, morto nos ataques israelenses em 28 de fevereiro de 2026.
Mohammed Pakpour: Comandante da Guarda Revolucionária do Irã, morto nos ataques israelenses em 28 de fevereiro de 2026. A agência estatal de notícias do Irã, IRNA, confirmou sua morte em 1º de março de 2026. Era o mais recente comandante da Guarda Revolucionária.
Alireza Arafi: Aiatolá eleito líder supremo interino do Irã em 1º de março de 2026, após a morte de Ali Khamenei. Ele é o chefe do Conselho interino de liderança, responsável por conduzir o processo de escolha de um novo líder permanente. Membro do Conselho dos Guardiões e possível candidato à sucessão.
Gholamhossein Mohseni-Ejei: Chefe do Judiciário do Irã, membro do Conselho interino de liderança após a morte de Ali Khamenei. Possível candidato à sucessão, conhecido por sua postura linha-dura.
Masoud Pezeshkian: Presidente do Irã, membro do Conselho interino de liderança após a morte de Ali Khamenei. É um moderado de renome.
Mahmoud Ahmadinejad: Ex-presidente do Irã (2005-2013), conhecido por sua postura antiocidental e críticas a Israel e aos EUA. Morreu em 1º de março de 2026 em um bombardeio em Teerã.
Ali Shamkhani: Almirante e chefe do Conselho Militar do Irã, morto nos ataques israelenses em 1º de março de 2026. Sua morte foi confirmada pela agência estatal de notícias do Irã, IRNA.
Seyyed Majid Mousavi: Comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, alvo do ataque de 1º de março de 2026.
Mohammad Shirazi: Vice-ministro da Inteligência do Irã, alvo do ataque de 1º de março de 2026.
Ali Larijani: Conselheiro veterano de Khamenei, considerado o principal agente político do Irã e figura chave na decisão sobre o sucessor.
Mojtaba Khamenei: Filho de Ali Khamenei, visto como provável sucessor, mas seu destino é incerto após os ataques.
Hassan Khomeini: Neto de Ruhollah Khomeini, possível candidato à sucessão, associado à facção reformista.
Ahmad Alamolhoda: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura com forte envolvimento na política iraniana.
Mohsen Araki: Membro da Assembleia de Especialistas, clérigo sênior linha-dura e possível candidato.
Amy Pope: Diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que alertou sobre o impacto humanitário do conflito.
Sergei Lavrov: Ministro das Relações Exteriores da Rússia. Em 3 de março de 2026, afirmou que Moscou não viu evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que contrasta com as justificativas de Trump para a guerra. Destacou as consequências regionais do conflito e reiterou o apelo russo por uma cessação imediata das hostilidades.
Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA. Em 3 de março de 2026, negou que as forças norte-americanas atacariam deliberadamente uma escola no Irã, após acusações da mídia estatal iraniana.
Base Aérea Ali Al Salem: Base militar dos EUA no Kuwait, alvo de ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026. Em 3 de março de 2026, seis militares americanos foram mortos em uma unidade de logística nesta base.
Base Aérea Al Dhafra: Base militar dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, alvo de ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026.
5ª Frota da Marinha dos EUA: Comando naval dos EUA com quartel-general no Bahrein, responsável por operações navais em uma área estratégica que inclui o Golfo, o Mar Vermelho, o Mar da Arábia e parte do Oceano Índico. Seu quartel-general no Bahrein foi alvo de ataques iranianos em 28 de fevereiro de 2026, confirmado pelo governo do Bahrein.
Estreito de Ormuz: Uma das principais rotas de petróleo do mundo, fechado por motivos de segurança em 28 de fevereiro de 2026.
Líder Supremo: O mais alto cargo no Irã, que concentra os poderes político e religioso em um regime teocrático. É responsável por definir a política externa, supervisionar o Parlamento, nomear o comandante da Guarda Revolucionária e indicar os principais representantes do Judiciário. É escolhido pela Assembleia dos Peritos. Sob o sistema vilayat-e faqih, o líder supremo tem a palavra final em todas as questões do Estado.
Conselho interino de liderança: Formado após a morte do Líder Supremo, composto pelo líder supremo interino, o presidente e o chefe do Judiciário, com a tarefa de conduzir o país até a eleição de um líder permanente pela Assembleia dos Peritos.
Assembleia dos Peritos: Corpo de clérigos islâmicos responsável por eleger, supervisionar e, se necessário, destituir o Líder Supremo do Irã. Seus candidatos devem ser avaliados pelo Conselho dos Guardiões.
Conselho de Discernimento: Órgão consultivo do Líder Supremo do Irã, responsável por resolver disputas entre o Parlamento e o Conselho Guardião.
Vilayat-e faqih (tutela do jurista islâmico): Sistema de governo teocrático introduzido no Irã após a Revolução de 1979, que estabelece que o poder na Terra deve ser exercido por um clérigo venerável até o retorno do 12º Imã muçulmano xiita.
Conselho dos Guardiões: Órão clerical que avalia e aprova os candidatos para todas as eleições nacionais iranianas, incluindo os membros da Assembleia de Especialistas.
Sociedade do Crescente Vermelho iraniana: Organização humanitária que atua no Irã, equivalente à Cruz Vermelha, responsável por fornecer assistência em desastres e emergências.
Organização Internacional para as Migrações (OIM): Agência da ONU que atua na gestão da migração e na proteção de migrantes, incluindo deslocados internos e refugiados.