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Preço do petróleo cai até 9% após trégua entre EUA e Irã

A suspensão de ataques militares entre Estados Unidos e Irã aliviou tensões globais, derrubando o preço do petróleo e impulsionando o Ibovespa.

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Foto: G1 Mundo
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27/07 às 06:45 · atualizado 18:02

Pontos principais

  • O petróleo Brent recuou mais de 9%, cotado abaixo de US$ 88 por barril.
  • EUA suspenderam ataques contra o Irã após 13 noites consecutivas de operações.
  • O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,74%, superando os 175 mil pontos.
  • Ações de bancos brasileiros registraram valorizações expressivas no dia.
  • Papéis da Petrobras recuaram acompanhando a desvalorização da commodity.
  • O boletim Focus indicou redução na projeção de inflação para 2026.
  • O presidente Lula recebeu o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, para agenda oficial.
  • O governo brasileiro reduziu o bloqueio orçamentário de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.
  • O mercado financeiro mantém cautela sobre a sustentabilidade da trégua no Oriente Médio.

Os mercados globais reagiram nesta segunda-feira à sinalização de desescalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. Após 13 noites de operações militares, a suspensão dos ataques mútuos trouxe um alívio imediato aos preços das commodities energéticas, com o petróleo Brent registrando queda superior a 9% e voltando a ser negociado abaixo do patamar de US$ 88 por barril. A redução da tensão geopolítica diminuiu o temor de um desabastecimento global, embora o Irã mantenha restrições no Estreito de Ormuz e o mercado permaneça atento a possíveis novos incidentes na região do Mar Vermelho.

No Brasil, o Ibovespa refletiu esse otimismo externo, fechando o pregão com alta de 0,74% e retomando a marca dos 175 mil pontos. O desempenho do índice foi sustentado principalmente pelo setor bancário, que se beneficiou do fechamento da curva de juros futuros e da melhora no apetite por risco. Em contrapartida, as ações da Petrobras encerraram o dia em queda, pressionadas diretamente pela desvalorização do petróleo no mercado internacional. O cenário doméstico também foi influenciado pela divulgação do boletim Focus, que trouxe uma revisão para baixo nas projeções de inflação para 2026, e pela decisão do governo federal de reduzir o bloqueio orçamentário de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.

A agenda diplomática do governo brasileiro também ocupou o centro das atenções, com o presidente Lula recebendo o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, para uma série de compromissos oficiais. O encontro ocorre em um momento em que o Itamaraty busca fortalecer laços internacionais e acelerar negociações comerciais, incluindo tratativas entre o Mercosul e a China. Paralelamente, o governo brasileiro adotou uma postura firme no campo diplomático ao convocar o embaixador da Argentina para repudiar declarações recentes de Javier Milei contra autoridades do país.

Apesar do alívio momentâneo, analistas de mercado alertam que a estabilidade no Oriente Médio ainda é considerada frágil. A incerteza sobre a continuidade das negociações diplomáticas e a persistência de focos de conflito mantêm a volatilidade no radar dos investidores. A semana segue com forte expectativa pela divulgação de resultados trimestrais de grandes empresas, como TIM e Telefônica Brasil, além da aguardada decisão sobre a política monetária pelo Federal Reserve e pelo Copom, que deverão ditar o ritmo dos ativos de risco nos próximos dias.

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