Visão geral
Donald Trump é um empresário, personalidade televisiva e político americano que serviu como 45º Presidente dos Estados Unidos e retornou à Casa Branca após vencer a eleição de 2024. Recentemente, como presidente, ele anunciou planos para uma nova classe de navios de guerra da Marinha dos EUA batizada em sua homenagem, esteve envolvido na divulgação de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein e se reuniu com o presidente ucraniano Volodimir Zelensky para discutir garantias de segurança e um possível acordo de paz para a Ucrânia. Em julho de 2026, durante a cúpula da Otan, Trump avançou em negociações com Zelensky para a produção conjunta de sistemas Patriot e o fornecimento de drones para o esforço de guerra ucraniano, período em que Zelensky também anunciou a demissão do primeiro-ministro da Ucrânia. Sua administração tem focado em questões de defesa, criticando a indústria por atrasos e estouros de orçamento, e tem enfrentado pressão sobre a transparência dos documentos de Epstein, além de se engajar em diplomacia internacional para resolver conflitos. No Oriente Médio, a administração Trump busca avançar na implementação de um plano de paz para Gaza, cuja segunda fase — envolvendo o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses — é objeto de negociações no Cairo em meio a um impasse causado por acusações mútuas de violações do cessar-fogo vigente desde outubro de 2025. Trump também expressou sua posição sobre a permanência da Venezuela na Opep, questionando os benefícios para os EUA, mas sem discutir o assunto diretamente com o país membro. Embora tenha anteriormente afastado a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, a região do Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro de confrontos militares diretos. Em julho de 2026, após uma série de ataques dos EUA contra 140 alvos militares iranianos em resposta a um ataque a um navio no Estreito de Ormuz, o Irã retaliou com ofensivas contra alvos americanos na Jordânia, Omã e Catar, além de declarar o fechamento do Estreito de Ormuz, medida negada pelo Comando Central dos EUA, que reafirmou a manutenção da liberdade de navegação na rota. Em 12 e 13 de julho de 2026, Trump reforçou que o estreito permanece acessível para embarcações comerciais, rebatendo alegações iranianas de controle sobre a hidrovia internacional, mesmo após novos relatos de ataques a alvos militares na ilha de Qeshm e em Bandar Abbas, aos quais os EUA responderam visando radares e sistemas de defesa iranianos. Em 13 de julho de 2026, o governo dos EUA divulgou imagens de uma terceira rodada de ataques contra alvos iranianos, visando degradar a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial, o que provocou novas ações retaliatórias iranianas. Ao longo de três dias de operações em julho de 2026, mais de 300 alvos militares iranianos foram atingidos, incluindo sistemas de mísseis, estruturas de defesa aérea e embarcações da Guarda Revolucionária, em resposta ao ataque ao navio GFS Galaxy. Após decretar o fim do cessar-fogo com o Irã em julho de 2026, as hostilidades escalaram, deslocando o foco estratégico do conflito para o Estreito de Ormuz e elevando a instabilidade geopolítica na região. Diante da escalada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para consequências catastróficas de uma guerra em larga escala, pedindo a retomada das negociações, enquanto Teerã justificou seus ataques a bases americanas como um exercício legítimo de autodefesa sob o direito internacional, alegando que as ofensivas dos EUA são uma continuação de agressões iniciadas em fevereiro. Críticos e especialistas apontam que um acordo assinado anteriormente por Trump foi interpretado pelo Irã como uma concessão de controle sobre a hidrovia, comprometendo a segurança do fluxo global de petróleo e gerando questionamentos sobre a eficácia de sua política externa no Golfo Pérsico. O presidente acusou o Irã de violar um acordo recente ao atacar uma embarcação com um drone pouco após as negociações. Analistas observam que Teerã mantém uma estratégia de confronto direto, apostando na relutância do governo americano em escalar para um conflito militar aberto para forçar uma mudança de postura de Trump. Em meio a esse cenário, o governo iraniano passou a defender a gestão do tráfego no estreito em coordenação com Omã, enquanto autoridades de Teerã, incluindo o líder supremo Mojtaba Khamenei, reiteraram o uso da hidrovia como instrumento de dissuasão e prometeram retaliação pela morte de Ali Khamenei. O Paquistão, atuando como mediador, tem solicitado desescalada e diplomacia. Em contraste com a postura inflexível de Vladimir Putin na Ucrânia, que mantém objetivos territoriais apesar do alto custo humano, analistas observam que Trump tem demonstrado maior flexibilidade diplomática, buscando minimizar perdas em conflitos que saíram do controle, embora enfrente críticas internas por interromper a pressão militar em momentos estratégicos. Em relação à política doméstica, sua administração tem intensificado as operações de imigração, resultando em protestos e confrontos, e Trump declarou que instaurará um 'ato de insurreição' caso os protestos persistam em Minnesota. O governo Trump também tem adotado uma postura rigorosa contra a imigração ilegal, emitindo ameaças diretas em português a imigrantes, alertando que serão presos e deportados caso venham aos EUA para "roubar os americanos". Em relação à política externa, o governo Trump conseguiu barrar uma resolução do Senado que visava limitar suas ações militares na Venezuela sem autorização do Congresso, reforçando a prerrogativa presidencial sobre tais decisões. Ele também se encontrou com a líder opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca, onde ela afirmou ter-lhe entregado uma medalha do Nobel da Paz, embora o Instituto Nobel tenha declarado que o prêmio é intransferível. O gesto de Machado gerou uma forte reação na Noruega, com acadêmicos e políticos classificando-o como "constrangedor" e "patético", e afirmando que desrespeita a honra do prêmio. A medalha, entregue por Machado, foi em gratidão pela liderança de Trump na promoção da paz por meio da força. Além disso, Trump é cotado para liderar o proposto "Conselho da Paz", um órgão internacional com poderes concentrados em seu presidente, que prevê uma cobrança de US$ 1 bilhão por vaga para seus membros e mandatos diferenciados. Em julho de 2026, Trump reafirmou sua vitória eleitoral de 2024, destacando o desempenho no Colégio Eleitoral e a conquista do voto popular, enquanto intensificou críticas à imprensa, rotulando diversos veículos como produtores de "notícias falsas". O presidente também voltou a contestar o resultado das eleições de 2020 e atacou o Partido Democrata, acusando a legenda de inclinação ao comunismo. Estas declarações ocorreram em um contexto de tensão política, após Trump comentar publicamente seus resultados em exames físicos e cognitivos. Em fevereiro de 2026, Trump já havia defendido a aprovação de uma "Lei para Salvar a América" para reformar o sistema eleitoral, incluindo a exigência de identificação e comprovação de cidadania para votar, e a restrição do voto por correio. Durante a Copa do Mundo de 2026, sediada pelos EUA, o presidente envolveu-se em uma polêmica internacional ao solicitar à FIFA a revisão da suspensão do jogador Folarin Balogun, gerando críticas globais sobre interferência política e favoritismo, em um torneio que, apesar do sucesso de público, terminou com a eliminação da seleção americana. Em 12 de julho de 2026, diante da escalada de ataques iranianos contra navios e instalações regionais, Trump confirmou que os EUA realizaram uma nova rodada de ofensivas contra sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica, declarando formalmente o encerramento do acordo provisório de paz, enquanto o Irã, por meio de seu presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que a era dos acordos unilaterais chegou ao fim. O período também foi marcado pelo falecimento do senador americano Lindsey Graham, aos 71 anos. No âmbito comercial, a administração Trump mantém tensões com o Brasil, com a expectativa de decisão, até meados de julho de 2026, sobre a imposição de novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, medida que tem gerado pressões de empresas americanas e reações diplomáticas brasileiras, incluindo a possibilidade de acionamento da Lei de Reciprocidade. A escalada das tensões geopolíticas com o Irã tem gerado reflexos nos mercados financeiros globais, com investidores reagindo à instabilidade no Estreito de Ormuz, o que provocou quedas nos futuros do índice FTSE 100 e a desvalorização da libra esterlina frente ao dólar, em meio a temores sobre o impacto no fornecimento de petróleo e na economia mundial, com o preço do barril de petróleo registrando alta significativa em 13 de julho de 2026.
Contexto e histórico
Donald Trump tem um histórico de envolvimento com figuras proeminentes, incluindo Jeffrey Epstein, com quem foi amigo entre as décadas de 1990 e início dos anos 2000. Durante sua presidência, a questão dos arquivos de Epstein ganhou destaque, especialmente após a aprovação de uma lei que obrigava a divulgação de informações da investigação. Trump também tem sido um crítico vocal da indústria de defesa, buscando reformas para tornar a produção de equipamentos militares mais eficiente. Mais recentemente, sua administração tem se dedicado a esforços diplomáticos, como as negociações com a Ucrânia para oferecer garantias de segurança e buscar um fim para o conflito com a Rússia; em julho de 2026, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky destacou negociações com Trump focadas na produção conjunta de sistemas de defesa Patriot e no fornecimento de drones para fortalecer o esforço de guerra ucraniano. No Oriente Médio, a administração Trump promove um plano de paz para Gaza, cuja segunda fase está sendo discutida em negociações no Cairo em julho de 2026; contudo, o processo enfrenta impasses devido a acusações mútuas de violações do cessar-fogo vigente desde outubro de 2025, em meio a novos ataques na região. Além disso, Trump tem demonstrado opiniões sobre políticas econômicas internacionais, como sua posição em relação à participação de países como a Venezuela em organizações como a Opep. Sua postura em relação a conflitos internacionais, como a decisão de afastar uma ação militar contra o Irã, também tem sido um fator de influência nos mercados globais, aliviando tensões geopolíticas; contudo, em julho de 2026, a região do Estreito de Ormuz tornou-se palco de confrontos militares diretos entre forças dos Estados Unidos e do Irã. A escalada das tensões na região, que impactou negativamente os mercados financeiros globais — incluindo a queda de futuros do índice FTSE 100 e a desvalorização da libra esterlina devido ao temor de instabilidade no fornecimento de petróleo —, intensificou-se em 12 de julho de 2026, quando Trump decretou o fim do acordo de cessar-fogo com o Irã. Em resposta a ataques iranianos contra embarcações, como o navio de contêineres GFS Galaxy, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) realizou ofensivas intensas, atingindo cerca de 300 alvos militares iranianos ao longo de três noites na segunda semana de julho de 2026, incluindo 140 alvos em uma única noite. Em 13 de julho de 2026, o governo dos EUA confirmou a conclusão de uma terceira rodada de bombardeios contra o Irã, divulgando imagens de ataques em locais não identificados, o que provocou novas ações militares retaliatórias por parte de Teerã. Em 12 de julho, novos ataques foram iniciados às 17h (horário do leste) com o objetivo de degradar a capacidade iraniana de atacar navios comerciais e civis na região, atingindo sistemas de mísseis, estruturas de defesa aérea e embarcações rápidas da Guarda Revolucionária. Relatos indicaram ataques a alvos militares na ilha de Qeshm e explosões em Bandar Abbas, com forças americanas visando radares, depósitos de mísseis e sistemas de defesa antiaérea. O Irã confirmou ter respondido disparando contra alvos militares dos EUA na Jordânia, Omã e Catar, enquanto o Kuwait, Bahrain e Emirados Árabes Unidos também registraram alertas ou ataques com drones e mísseis. Analistas observam que o Irã aposta na relutância do governo americano em escalar para um conflito militar aberto, mantendo uma estratégia de confronto direto para forçar uma mudança de postura de Trump. O cenário é agravado por críticas à política externa de Trump na região, com especialistas apontando que um acordo assinado anteriormente por sua administração foi interpretado pelo Irã como uma concessão de controle sobre a hidrovia, comprometendo a segurança do fluxo global de energia. Embora o Irã tenha anunciado o fechamento do estreito em julho de 2026, o Comando Central dos EUA afirmou que a rota permanece aberta e sob monitoramento para garantir a liberdade de navegação, posição reiterada por Trump, que contestou as alegações iranianas de controle sobre a hidrovia internacional. Trump acusou o Irã de romper um acordo recente ao lançar um drone contra uma embarcação pouco tempo após negociações, enquanto o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, reiterou promessas de vingança pela morte de seu antecessor, Ali Khamenei, em um cenário onde o Paquistão atua como mediador buscando a desescalada. Diante dessa escalada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profunda preocupação em 13 de julho de 2026, alertando que um retorno a hostilidades em larga escala teria consequências catastróficas para a paz, a segurança internacional e a economia global, e instou ambos os países a retomarem as negociações. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, alegou que os ataques às bases militares americanas constituem um exercício legítimo de autodefesa sob o direito internacional, sustentando que as ofensivas americanas são uma continuação de agressões iniciadas em fevereiro de 2026 por EUA e Israel. Analistas geopolíticos contrastam a abordagem de Trump, caracterizada por uma maior flexibilidade e busca por saídas diplomáticas após campanhas militares, com a postura inflexível de Vladimir Putin na Ucrânia, que mantém objetivos territoriais apesar do alto custo humano e econômico. Enquanto Trump enfrenta críticas internas por interromper a pressão militar no Irã, especialistas apontam que ambos os líderes demonstram as limitações da força militar para atingir objetivos políticos duradouros. No âmbito doméstico, a administração Trump tem intensificado as operações de fiscalização de imigração, especialmente em grandes cidades americanas, o que tem gerado controvérsia e protestos, como os ocorridos em Minneapolis após incidentes envolvendo agentes do ICE. A resposta de Trump a esses protestos, incluindo a ameaça de invocar um 'ato de insurreição', reflete sua postura linha-dura em questões de segurança e ordem pública. A administração também tem utilizado uma comunicação direta e assertiva, como as ameaças emitidas em português a imigrantes, reforçando sua política de imigração rigorosa e o foco na deportação de quem for considerado uma ameaça. No que diz respeito à política externa e ao uso da força militar, o governo Trump tem defendido a prerrogativa do executivo, como demonstrado ao barrar uma resolução do Senado que tentava restringir ações militares na Venezuela. A administração argumenta que certas operações, como a busca por Nicolás Maduro, são de natureza judicial e não militar, e que não há planos atuais para mobilizar tropas na Venezuela sem consulta ao Congresso. Seu recente encontro com a líder opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca, onde ela ofereceu uma medalha do Nobel da Paz como um gesto de gratidão pela remoção de Nicolás Maduro, indica um engajamento direto com a oposição venezuelana. A medalha foi entregue em reconhecimento à "extraordinária liderança na promoção da paz por meio da força". No entanto, o Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o Prêmio Nobel da Paz é intransferível e não pode ser revogado, uma posição que foi reiterada após a oferta de Machado. O gesto de Machado gerou uma reação negativa na Noruega, com acadêmicos e políticos expressando constrangimento e considerando a ação "patética" e um desrespeito à honra do prêmio. Em um desenvolvimento recente, Donald Trump foi mencionado como um possível líder para o "Conselho da Paz", uma nova iniciativa internacional que visa promover a paz global. Este conselho, cujo rascunho de estatuto prevê uma taxa de US$ 1 bilhão por vaga para seus membros e mandatos diferenciados, concentraria poderes na figura de seu presidente, posição para a qual Trump é cotado. O presidente brasileiro Lula também foi convidado a participar deste conselho. Em julho de 2026, a administração Trump também intensificou tensões comerciais com o Brasil, ao considerar a aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, em meio a investigações sobre temas como desmatamento e trabalho forçado, mantendo uma política de pressão comercial que tem sido alvo de críticas e pedidos de adiamento por parte de setores políticos brasileiros, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. Em 2026, com as eleições de meio de mandato se aproximando, a administração Trump enfrenta desafios significativos, incluindo a insatisfação dos eleitores com a economia e a gestão do presidente, e a possibilidade de uma Câmara dos Deputados controlada pelos democratas, o que poderia levar a investigações intensificadas e até mesmo a um processo de impeachment. Os democratas buscam capitalizar essa insatisfação focando na acessibilidade financeira e criticando as políticas republicanas de saúde e tarifas. Trump, por sua vez, também propõe sua própria agenda de acessibilidade financeira e os republicanos esperam um impulso com os reembolsos fiscais maiores decorrentes de sua legislação tributária. Em fevereiro de 2026, Trump intensificou suas críticas ao sistema eleitoral americano, classificando-o como "fraudado" e "roubado", e propôs uma "Lei para Salvar a América" para implementar reformas como a exigência de identificação e comprovação de cidadania para votar, e a restrição do voto por correio. Essas declarações surgiram após a controvérsia gerada pela publicação de um vídeo com teorias da conspiração sobre as eleições de 2020, que incluía imagens ofensivas de Barack e Michelle Obama. Durante a Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Trump envolveu-se em uma controvérsia diplomática ao solicitar à FIFA a revisão da suspensão do jogador Folarin Balogun. A intervenção foi amplamente criticada por instâncias internacionais como um ato de favorecimento e interferência política, gerando repercussão negativa mesmo após a eliminação da seleção americana do torneio.
Quando começou e quando termina o governo Trump
Donald Trump tomou posse como 47º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2025, e o mandato tem término previsto para 20 de janeiro de 2029. É o seu segundo mandato, mas não consecutivo: ele governou entre 2017 e 2021 como 45º presidente e voltou à Casa Branca após vencer a eleição de 2024.
Não há possibilidade de um terceiro mandato pela via eleitoral. A 22ª Emenda à Constituição americana determina que "nenhuma pessoa será eleita para o cargo de presidente mais de duas vezes", limite que se aplica a Trump ao fim do período atual. O vice-presidente é JD Vance, eleito na mesma chapa e empossado também em 20 de janeiro de 2025.
Quem é quem no governo Trump
O comando do segundo governo foi montado em janeiro e fevereiro de 2025, mas passou por várias trocas ao longo de 2026. Os principais nomes em exercício:
- JD Vance: Vice-presidente, empossado em 20 de janeiro de 2025.
- Susie Wiles: Chefe de gabinete da Casa Branca, anunciada em 7 de novembro de 2024.
- Marco Rubio: Secretário de Estado desde 21 de janeiro de 2025.
- Scott Bessent: Secretário do Tesouro desde 28 de janeiro de 2025.
- Pete Hegseth: Secretário de Defesa desde 25 de janeiro de 2025.
- Todd Blanche: Procurador-geral desde 8 de agosto de 2026, no lugar de Pam Bondi.
- Markwayne Mullin: Secretário de Segurança Interna desde 24 de março de 2026, no lugar de Kristi Noem.
- Robert F. Kennedy Jr.: Secretário de Saúde e Serviços Humanos desde 13 de fevereiro de 2025.
- Howard Lutnick: Secretário de Comércio desde 21 de fevereiro de 2025.
- Keith Sonderling: Secretário do Trabalho em caráter interino desde 20 de abril de 2026.
Na comunicação, Karoline Leavitt ocupou o posto de secretária de imprensa da Casa Branca desde o início do mandato. Em 12 de agosto de 2026, Trump anunciou que ela deixa o cargo no fim do mês para "passar mais tempo com seus belos filhos pequenos e sua família", e disse que ela passará a ser um de seus principais conselheiros externos e uma voz influente no Partido Republicano na disputa das eleições de meio de mandato de novembro. Nem Trump nem Leavitt indicaram quem a sucederá.
Aos 28 anos, Leavitt é a mais jovem a ocupar a função na história, além de ter sido a primeira secretária de imprensa da Casa Branca a ter um filho durante o exercício do cargo — ela deu à luz o segundo filho em maio de 2026 e voltou ao púlpito em 16 de julho. Sua gestão, de pouco mais de 18 meses, é a segunda mais longa entre os porta-vozes de Trump, atrás de Sarah Huckabee Sanders. É também a quinta saída de uma mulher em cargo de alto escalão do governo em 2026, depois de Pam Bondi (Justiça), Kristi Noem (Segurança Interna), Lori Chavez-DeRemer (Trabalho) e Tulsi Gabbard (Inteligência Nacional); as quatro foram substituídas por homens.
Aprovação e avaliação do governo
Pesquisa do Pew Research Center feita entre 6 e 12 de julho de 2026 mediu 34% de aprovação ao desempenho de Trump na presidência. O próprio instituto classifica o índice como baixo em termos históricos: ele está abaixo dos 40% que Trump registrava em agosto de 2018, no primeiro mandato, e abaixo do que tinham Barack Obama (47% em agosto de 2010), Bill Clinton (45% em julho de 1994) e Ronald Reagan (42% em julho de 1982) em pontos equivalentes de seus governos.
A leitura é fortemente partidária. Entre republicanos, a aprovação é de 69%, contra 6% entre democratas — uma distância de 63 pontos. Os dois grupos recuaram desde o início do mandato: em fevereiro de 2025, os números eram de 84% e 10%, respectivamente.
As médias de pesquisas apontam saldo líquido negativo. O Silver Bulletin, boletim de Nate Silver, registrava aprovação líquida de -20,4 pontos em 11 de agosto de 2026. Em novembro de 2025, o Gallup já havia medido 36% de aprovação e 60% de desaprovação, o menor patamar do segundo mandato até então, com avaliações ainda mais baixas em temas específicos: 36% na condução da economia, 31% no orçamento federal, 31% na guerra da Ucrânia e 30% na política de saúde.
Linha do tempo
- Novembro de 2025: O Congresso dos EUA aprova projeto de lei obrigando o governo a tornar públicas as informações da investigação de Jeffrey Epstein. O presidente Donald Trump sanciona a proposta.
- 19 de dezembro de 2025: O governo dos EUA divulga novos arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein, incluindo fotos de celebridades e trechos censurados.
- 22 de dezembro de 2025: Donald Trump anuncia planos para a construção de uma nova classe de navios de guerra, a "classe Trump", que será maior, mais rápida e mais potente. Ele também afirma que se reunirá com empresários da defesa para discutir atrasos e estouros de orçamento.
- 22 de dezembro de 2025: Bill Clinton pede a Donald Trump a divulgação imediata de todos os registros relacionados a ele nos arquivos de Epstein, criticando a censura e a divulgação parcial dos documentos.
- 29 de dezembro de 2025: Donald Trump e Volodimir Zelensky se reúnem na Flórida para discutir garantias de segurança à Ucrânia e um acordo de paz.
- 14 de janeiro de 2026: O governo Trump consegue barrar uma resolução do Senado dos EUA que visava impedir o presidente de tomar novas medidas militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso. A votação terminou empatada em 51 a 50, com o vice-presidente J.D. Vance desempatando a favor do governo, após dois senadores republicanos mudarem seus votos.
- 15 de janeiro de 2026: Donald Trump expressa apoio à permanência da Venezuela na Opep, embora questione se isso seria benéfico para os EUA, em declaração à Reuters.
- 15 de janeiro de 2026: Donald Trump afasta a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, citando a diminuição de mortes em protestos nacionais, o que impulsiona os mercados globais.
- 15 de janeiro de 2026: Donald Trump anuncia que instaurará um 'ato de insurreição' caso os protestos em Minnesota persistam, após incidentes envolvendo agentes do ICE e manifestantes em Minneapolis.
- 15 de janeiro de 2026: Donald Trump se encontra com a líder opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca. Machado declara ter oferecido uma medalha do Nobel da Paz a Trump como um gesto de gratidão pela remoção de Nicolás Maduro, e classifica o dia como "histórico" para os venezuelanos. O Instituto Nobel da Noruega, no entanto, afirma que o prêmio é intransferível e não pode ser revogado.
- 16 de janeiro de 2026: A Noruega reage ao gesto de María Corina Machado de entregar uma medalha do Nobel a Donald Trump, com acadêmicos e políticos classificando a ação como "constrangedora" e "patética", e afirmando que desrespeita a honra do Prêmio Nobel.
- 16 de janeiro de 2026: Donald Trump recebe uma "medalha do Nobel" de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, em gratidão por sua liderança na promoção da paz por meio da força.
- 16 de janeiro de 2026: O governo Trump emite ameaças diretas a imigrantes em português, afirmando que quem for aos EUA para "roubar os americanos" será preso e deportado.
- 18 de janeiro de 2026: Donald Trump é mencionado como um possível líder para o "Conselho da Paz", um novo órgão internacional com poderes concentrados no presidente, que prevê uma cobrança de US$ 1 bilhão por vaga para seus membros e mandatos diferenciados. O presidente Lula é convidado a participar.
- 24 de janeiro de 2026: Democratas da Câmara dos Deputados iniciam o ano com cenário político favorável para as eleições de meio de mandato, com pesquisas mostrando vantagem e insatisfação dos eleitores com o segundo mandato de Trump e a economia. Uma pesquisa do New York Times e da Universidade de Siena revela que a maioria dos eleitores desaprova a gestão de Trump.
- 8 de fevereiro de 2026: Donald Trump publica na rede Truth Social afirmando que as eleições americanas são "fraudadas, roubadas e motivo de chacota no mundo todo", pedindo apoio republicano para uma "Lei para Salvar a América" que exige identificação, comprovação de cidadania para votar e restringe o voto por correio. A declaração ocorre após a repercussão negativa de um vídeo com teorias da conspiração sobre as eleições de 2020 que mostrava Barack e Michelle Obama em corpos de macacos.
- 11 de julho de 2026: Donald Trump publica na Truth Social exaltando sua vitória nas eleições de 2024, reafirmando o desempenho no Collecional e a conquista do voto popular, enquanto ataca veículos de imprensa e contesta novamente o resultado do pleito de 2020.
- 12 de julho de 2026: O governo Trump intensifica ações militares contra o Irã no Estreito de Ormuz, após o ataque ao navio GFS Galaxy. O Comando Central dos EUA (Centcom) informa ter atingido cerca de 300 alvos militares iranianos em resposta, enquanto o Irã confirma ataques contra alvos americanos na Jordânia, Omã e Catar. Em meio à escalada, Trump declara que o acordo de cessar-fogo assinado em junho está encerrado. Relatos de inteligência indicam planos iranianos para atacar o presidente americano, elevando as tensões entre os dois países. No mesmo dia, Trump afirma que o Irã havia concordado com um acordo de paz, abrindo mão de armas nucleares, antes de atacar a embarcação.
- 12 de julho de 2026: O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirma o início de novos ataques aéreos contra o Irã às 17h (horário do leste) deste domingo, visando degradar a capacidade iraniana de atacar navios comerciais e civis no Estreito de Ormuz, garantindo a liberdade de navegação. A operação, autorizada por Donald Trump, atingiu sistemas de mísseis, estruturas de defesa aérea e embarcações da Guarda Revolucionária. O Irã respondeu com ataques contra países da região que abrigam forças americanas, como Bahrain, Kuwait e Catar, e declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, medida contestada pelos Estados Unidos.
- 12 de julho de 2026: O senador Lindsey Graham, aliado próximo de Trump e conselheiro em política externa, morre aos 71 anos. Em entrevista à rede NBC, Trump revela ter conversado por telefone com o senador na noite anterior, descrevendo-o como um membro da família e um conselheiro essencial. Graham, que havia retornado recentemente de uma viagem à Ucrânia, faleceu após uma "doença repentina e breve". A morte ocorre em um momento de tensão política envolvendo a legislação 'SAVE America Act' e a regra de obstrução no Senado, sendo que o governador Henry McMaster deverá nomear um substituto temporário para a cadeira do parlamentar.
- 12 de julho de 2026: O presidente ucraniano Volodimir Zelensky anuncia reformas administrativas, incluindo a demissão do primeiro-ministro da Ucrânia, e destaca negociações em curso com Donald Trump para a produção conjunta de sistemas Patriot e o fornecimento de drones, lamentando publicamente a morte do senador Lindsey Graham.
- 12 de julho de 2026: O ex-presidente brasileiro Michel Temer relata que, em um jantar em 2017, Donald Trump questionou líderes latino-americanos sobre quando o Brasil invadiria a Venezuela, episódio que Temer utiliza para recomendar cautela diplomática ao governo brasileiro atual diante de novas tensões.
- 12 de julho de 2026: Líderes do Hamas reúnem-se no Cairo para discutir a implementação da segunda fase do plano de paz para Gaza proposto por Donald Trump, em meio a um impasse nas negociações devido a acusações mútuas de violações do cessar-fogo.
- 13 de julho de 2026: Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio discutem no Salão Oval planos de governança para a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, consolidando Rubio como o principal articulador da política externa americana para a região.
- 13 de julho de 2026: Associações empresariais brasileiras e americanas enviam carta aos governos de Trump e Lula defendendo a ampliação do comércio e buscando evitar a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, cuja decisão final está prevista para 15 de julho.
- 13 de julho de 2026: Estados Unidos e Irã intensificam as tensões militares com uma série de ataques recíprocos. Em meio à escalada, Donald Trump contesta publicamente a alegação iraniana de fechamento do Estreito de Ormuz, afirmando que a via permanece aberta ao tráfego comercial, enquanto os mercados globais reagem com queda nos índices futuros e alta nos preços do petróleo.
- 13 de julho de 2026: O governo Trump finaliza os preparativos para decidir sobre a imposição de tarifas de 25% sobre importações brasileiras, baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação, iniciada em 2025, questiona o sistema de pagamentos Pix e decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais.
- Julho de 2026: Durante a Copa do Mundo de 2026, Donald Trump é alvo de críticas internacionais após confirmar ter solicitado à FIFA a revisão da suspensão do jogador Folarin Balogun. A interferência política gerou repercussão negativa e questionamentos sobre o favorecimento à seleção anfitriã.
Principais atores
- Donald Trump: Atual presidente dos EUA, responsável por sancionar a lei de divulgação dos arquivos de Epstein, por anunciar a nova classe de navios de guerra, por negociar garantias de segurança com a Ucrânia, por expressar opiniões sobre a política internacional de energia, por afastar ação militar contra o Irã, por ameaçar invocar um 'ato de insurreição' em resposta a protestos domésticos, por defender a prerrogativa presidencial em ações militares na Venezuela, por se encontrar com a líder opositora venezuelana María Corina Machado, a quem ela ofereceu uma medalha do Nobel da Paz em gratidão por sua "extraordinária liderança na promoção da paz por meio da força", e por emitir ameaças diretas a imigrantes em português. Em julho de 2026, como Comandante em Chefe, autorizou uma série de ataques contra o Irã, totalizando 300 alvos atingidos em três dias de operações, em resposta a agressões contra embarcações comerciais, como o navio GFS Galaxy, no Estreito de Ormuz. Em 12 de julho de 2026, após o Comando Central dos EUA atingir 140 alvos iranianos, Trump reafirmou o decreto de fim do cessar-fogo, consolidando uma nova fase de instabilidade geopolítica com o foco estratégico deslocado integralmente para o Estreito de Ormuz. Em 13 de julho de 2026, o governo dos EUA confirmou a conclusão de uma terceira rodada de bombardeios contra o Irã, divulgando imagens de ataques em locais não identificados, o que provocou novas ações de retaliação por parte de Teerã. Em julho de 2026, afirmou que o Irã havia concordado com um acordo de paz, incluindo o abandono de armas nucleares, antes de lançar um ataque de drone contra um navio no Estreito de Ormuz, classificando as autoridades iranianas como "pessoas ruins e doentes". Reforçou, em julho de 2026, que o Estreito de Ormuz permanece acessível ao tráfego comercial, rebatendo alegações iranianas de controle sobre a hidrovia, embora críticos apontem que o acordo assinado por sua administração tenha sido interpretado pelo Irã como uma concessão de controle sobre a hidrovia, comprometendo a segurança do fluxo global de petróleo e gerando questionamentos sobre a eficácia de sua política externa no Golfo Pérsico. Em 13 de julho de 2026, Trump reiterou publicamente que a via navegável permanece aberta ao tráfego comercial, em resposta direta ao anúncio iraniano de fechamento do estreito, em um cenário onde a escalada militar tem pressionado os preços globais do petróleo e gerado quedas nos mercados futuros de Nova York. É também cotado para liderar o proposto "Conselho da Paz". Em 2026, enfrenta pressão política devido à insatisfação dos eleitores com sua gestão e a economia, e a possibilidade de uma Câmara dos Deputados controlada pelos democratas. Em julho de 2026, reafirmou sua vitória nas eleições de 2024, destacando o desempenho no Colégio Eleitoral e a conquista do voto popular, enquanto intensificou críticas a veículos de imprensa, aos quais rotula como produtores de "notícias falsas", e voltou a contestar o resultado das eleições de 2020. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, ele defendeu a reforma eleitoral através de uma "Lei para Salvar a América", alegando que as eleições são "fraudadas", e gerou controvérsia ao compartilhar um vídeo ofensivo sobre as eleições de 2020. Em julho de 2026, prestou homenagem pública ao senador Lindsey Graham, falecido subitamente, descrevendo-o como um conselheiro indispensável e um dos seus aliados mais próximos. Trump revelou ter conversado com Graham horas antes de sua morte, ocorrida após uma breve doença repentina. Graham atuava como o principal canal de comunicação entre a Casa Branca e o Senado, mediando pautas legislativas complexas e divergências sobre a regra de obstrução (filibuster). A perda de Graham deixa um vácuo na articulação política de Trump, especialmente em um momento de tensão com a liderança republicana no Senado, e gera preocupações sobre o futuro do apoio americano à Ucrânia, causa da qual Graham era o principal defensor dentro da órbita "America First" do presidente. Durante a Copa do Mundo de 2026, envolveu-se em polêmica ao intervir diretamente junto à FIFA para solicitar a revisão da suspensão do jogador Folarin Balogun, gerando críticas internacionais sobre interferência política no esporte. Recentemente, tem mantido negociações com o presidente ucraniano Volodimir Zelensky visando a produção conjunta de sistemas de defesa Patriot e o fornecimento de drones para o esforço de guerra ucraniano. Analistas observam que o Irã aposta na relutância de sua gestão em escalar para um conflito militar aberto, mantendo o Estreito de Ormuz como ponto central de tensão. Em julho de 2026, o presidente Trump também tem se dedicado às negociações para a implementação da segunda fase de seu plano de paz para Gaza, que inclui o desarmamento do Hamas e a retirada do exército israelense, processo que enfrenta impasses devido a acusações mútuas de violações do cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Analistas comparam sua abordagem no Irã com a de Vladimir Putin na Ucrânia, observando que, enquanto Putin mantém uma postura inflexível, Trump tem demonstrado maior flexibilidade ao alternar entre campanhas de bombardeio e tentativas diplomáticas, buscando minimizar perdas em um conflito que, segundo ele, poderia impactar negativamente a economia americana. Em julho de 2026, o governo Trump avalia a imposição de novas tarifas de 25% sobre exportações brasileiras, baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, em meio a disputas sobre o sistema de pagamentos Pix e decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais. Mantém uma postura de pressão econômica que tem sido alvo de críticas de setores empresariais americanos e de opositores políticos no Brasil. No contexto da Venezuela, Trump tem trabalhado em estreita colaboração com o secretário de Estado Marco Rubio para estabelecer novas diretrizes de governança pós-captura de Nicolás Maduro. * Bill Clinton: Ex-presidente dos EUA, cujo nome e imagens apareceram nos arquivos de Epstein, e que pediu a divulgação completa dos documentos relacionados a ele. * Jeffrey Epstein: Bilionário condenado por abuso de menores e exploração sexual, cujo caso e arquivos são objeto de intensa atenção pública e política. * Marinha dos EUA: Força militar que receberá a nova classe de navios de guerra batizada em homenagem a Trump. * Indústria de Defesa: Setor criticado por Trump por atrasos e estouros de orçamento na produção de equipamentos militares. * Pam Bondi: Procuradora-geral mencionada por Bill Clinton em seu pedido para que Trump instrua a liberação dos arquivos de Epstein. * Volodimir Zelensky: Presidente da Ucrânia, que se reuniu com Donald Trump para discutir garantias de segurança e um acordo de paz. Em julho de 2026, anunciou uma reformulação administrativa em seu governo, incluindo a demissão do primeiro-ministro, para priorizar a cooperação militar com os EUA, incluindo negociações com Trump para a produção de sistemas Patriot e fornecimento de drones. * Opep: Organização dos Países Exportadores de Petróleo, cuja composição e membros são objeto de comentários de Donald Trump. * Venezuela: País membro da Opep, cuja permanência na organização foi apoiada por Donald Trump. Também alvo de uma resolução do Senado sobre ações militares, barrada pelo governo Trump. Sua oposição também se encontrou com Trump. Nicolás Maduro, presidente do país, foi capturado recentemente, levando o governo dos EUA a definir novas diretrizes para a governança venezuelana. * Irã: País envolvido em confrontos militares diretos com forças dos EUA no Estreito de Ormuz em julho de 2026. Após ataques americanos a 140 alvos militares em 12 de julho de 2026, e novas ofensivas confirmadas em 13 de julho de 2026, a Guarda Revolucionária iraniana declarou o fechamento do estreito e realizou ataques de mísseis e drones contra alvos ligados aos EUA em países como Bahrain, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã. O governo iraniano defende a gestão do tráfego no estreito em conjunto com Omã, mantendo a rota como instrumento de dissuasão e citando o direito de resposta pela morte de Ali Khamenei. Teerã insiste que detém o controle estratégico do Estreito de Ormuz, ponto vital para o transporte global de petróleo, enquanto o governo Trump refuta publicamente essa alegação. O aiatolá Mojtaba Khamenei reiterou promessas de vingança pela morte de líderes iranianos. A Marinha iraniana tem exercido autoridade de forma agressiva na hidrovia, elevando as tensões geopolíticas com Washington. A escalada das hostilidades intensificou-se após o decreto de Trump em julho de 2026, tornando o Estreito de Ormuz o epicentro da crise. Em 12 de julho de 2026, autoridades iranianas relataram novos ataques a alvos militares na ilha de Qeshm e explosões em Bandar Abbas, em resposta a uma nova rodada de bombardeios americanos contra radares, depósitos de mísseis e sistemas de defesa antiaérea na região. A administração Trump insiste que a rota permanece aberta para navegação internacional, apesar da declaração de fechamento por parte de Teerã. Em julho de 2026, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, justificou ataques a bases americanas como exercício de autodefesa, enquanto Teerã alega que as ofensivas dos EUA são uma continuação de agressões iniciadas em fevereiro. * Agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega): Agentes federais envolvidos em operações de fiscalização de imigração em Minneapolis, que resultaram em confrontos e protestos. * Omar Fateh: Senador estadual que criticou a atuação dos agentes federais em Minneapolis. * Jacob Frey: Prefeito de Minneapolis que criticou a atuação dos agentes federais. * Renee Nicole Good: Cidadã americana morta por um agente do ICE em Minneapolis, intensificando os protestos. * J.D. Vance: Vice-presidente dos EUA, que desempatou a votação no Senado sobre a resolução que limitaria as ações militares na Venezuela, favorecendo o governo Trump. * John Thune: Líder da maioria republicana no Senado, que mantém uma relação tensa com a administração Trump devido a divergências sobre a estratégia legislativa e a regra de obstrução. * Marco Rubio: Secretário de Estado, que ofereceu garantias a senadores republicanos de que não há planos de mobilizar tropas na Venezuela sem consulta ao Congresso. Atua como o principal articulador da política externa americana em relação à Venezuela pós-Maduro. * María Corina Machado: Líder opositora venezuelana que se encontrou com Donald Trump na Casa Branca, oferecendo-lhe uma medalha do Nobel da Paz em gratidão por sua "extraordinária liderança na promoção da paz por meio da força". Ela foi reconhecida por seus esforços pela restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela, mas foi impedida de concorrer às eleições gerais de 2024. Seu gesto de entregar a medalha gerou controvérsia e reações negativas na Noruega. * Instituto Nobel da Noruega: Instituição que afirmou que o Prêmio Nobel da Paz é intransferível e não pode ser revogado, em resposta à oferta de María Corina Machado a Donald Trump. Seus acadêmicos e políticos criticaram o gesto de Machado. * Lula: Presidente do Brasil, convidado a participar do proposto "Conselho da Paz". Enfrenta, em julho de 2026, a iminência de tarifas comerciais de 25% impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, em meio a tensões sobre o sistema Pix e decisões judiciais. * Democratas da Câmara dos Deputados: Partido que inicia 2026 com vantagem política para as eleições de meio de mandato, focando em acessibilidade financeira e criticando as políticas econômicas de Trump. * Hakeem Jeffries: Líder democrata na Câmara, que expressou confiança na estratégia do partido para as eleições de meio de mandato. * Suzan DelBene: Presidente do Comitê de Campanha Democrata para o Congresso, que afirmou a forte posição dos democratas para retomar a maioria. * Mike Johnson: Presidente da Câmara, que defende o histórico republicano e as políticas de Trump. * Amy Walter: Editora-chefe do Cook Political Report, que analisa o cenário político para as eleições de meio de mandato. * Kyle Kondik: Editora-chefe do Sabato’s Crystal Ball, que analisa a percepção econômica dos eleitores. * Adam Michel: Diretor de estudos de política tributária do Cato Institute, que avalia o impacto dos reembolsos fiscais. * Barack Obama: Ex-presidente dos EUA, cuja imagem, junto à de Michelle Obama, foi usada de forma ofensiva em um vídeo compartilhado por Donald Trump, gerando repercussão negativa. * Michelle Obama: Ex-primeira-dama dos EUA, cuja imagem, junto à de Barack Obama, foi usada de forma ofensiva em um vídeo compartilhado por Donald Trump, gerando repergação negativa. * Lindsey Graham: Senador republicano pela Carolina do Sul e um dos principais aliados de Donald Trump no Congresso, falecido em julho de 2026 aos 71 anos. Atuou como um influente conselheiro externo em política externa e segurança nacional, sendo o principal elo entre a Casa Branca e o Senado. Foi fundamental na articulação de pautas como a "Lei para Salvar a América" e na normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel. Sua morte representa uma perda estratégica significativa para a administração Trump na condução de sua agenda legislativa e na sustentação do apoio à Ucrânia. * Centcom: Comando Central dos Estados Unidos, que reforçou a prontidão das forças americanas para garantir a abertura do Estreito de Ormuz, confirmando novas operações militares em 12 e 13 de julho de 2026. * Paquistão: País que atua como mediador no conflito, solicitando desescalada e soluções diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã. * António Guterres: Secretário-geral da ONU que expressou preocupação com a escalada militar entre EUA e Irã, alertando para consequências catastróficas de um conflito em larga escala e defendendo a retomada de negociações.
Termos importantes
- Arquivos Epstein: Documentos e evidências relacionados à investigação e condenação de Jeffrey Epstein por crimes sexuais, incluindo listas de contatos, fotos e depoimentos.
- Classe Trump: Nova classe de navios de guerra que a Marinha dos EUA planeja construir, batizada em homenagem ao presidente Donald Trump.
- Mar-a-Lago: Residência particular de Donald Trump na Flórida, onde foi feito o anúncio da nova classe de navios de guerra e onde ocorreu a reunião com Zelensky.
- Ordem Executiva: Instrução emitida pelo Presidente dos EUA que tem força de lei, usada por Trump para planejar limitar recompras de ações e remuneração de executivos na área de defesa.
- Acobertamento seletivo: Acusação feita por críticos de que o governo Trump estaria divulgando os arquivos de Epstein de forma parcial para proteger certas pessoas.
- Garantias de segurança à Ucrânia: Oferta dos EUA de apoio e proteção à Ucrânia, com um prazo inicial de 15 anos, discutida entre Donald Trump e Volodimir Zelensky.
- Opep: Organização intergovernamental de países exportadores de petróleo, mencionada por Trump em relação à Venezuela.
- Estreito de Ormuz: Região estratégica e rota vital para o transporte de petróleo, palco de confrontos militares entre forças dos Estados Unidos e do Irã. Em julho de 2026, após Donald Trump decretar o fim do acordo de cessar-fogo com o Irã, as hostilidades escalaram. O Comando Central dos EUA (Centcom) intensificou operações, atingindo alvos iranianos em resposta a ataques contra navios comerciais. Em 13 de julho de 2026, o governo dos EUA confirmou a conclusão de uma terceira rodada de ataques aéreos contra o Irã, divulgando imagens de operações em locais não identificados para degradar a capacidade militar de Teerã. A ofensiva, autorizada por Trump, atingiu sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária, somando mais de 300 alvos destruídos em três dias. Em retaliação, o Irã confirmou disparos contra alvos militares dos EUA na Jordânia, Omã, Catar, Bahrain e Kuwait. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para as consequências catastróficas de uma guerra em larga escala, enquanto o Irã justificou seus ataques como um exercício legítimo de autodefesa sob o direito internacional. Trump afirmou que o Irã havia concordado com um acordo para abrir mão de armas nucleares antes de atacar uma embarcação na região, declarando o cessar-fogo anterior como encerrado. O acordo assinado por Trump foi interpretado pelo Irã como uma concessão de controle sobre a hidrovia, o que especialistas apontam como uma falha na negociação que compromete a segurança do fluxo global de petróleo. Em julho de 2026, Trump reforçou que a hidrovia permanece acessível ao tráfego comercial como via internacional, rebatendo alegações iranianas de controle, embora Teerã tenha declarado o fechamento da rota. O governo do Kuwait também reportou ataques com drones contra uma plataforma de petróleo e bases terrestres. Analistas observam que, ao contrário da postura inflexível de Vladimir Putin na Ucrânia, Trump tem demonstrado maior flexibilidade diplomática, buscando minimizar perdas em um conflito que, segundo o próprio presidente, poderia impactar negativamente a economia americana. A escalada do conflito em julho de 2026 pressionou os preços do petróleo (WTI e Brent) e gerou quedas nos índices futuros de Nova York e mercados internacionais.
- Ibovespa Futuro: Indicador do mercado financeiro que reagiu positivamente às declarações de Donald Trump sobre o Irã, refletindo o alívio das tensões geopolíticas. A escalada das tensões no Estreito de Ormuz também impactou negativamente mercados internacionais, como o índice FTSE 100 e a libra esterlina, que registraram quedas devido à incerteza sobre o fornecimento global de petróleo.
- Ato de insurreição: Medida que Donald Trump ameaçou instaurar caso os protestos em Minnesota persistam, conferindo ao presidente poderes ampliados para lidar com a desordem civil.
- ICE (Serviço de Imigração e Alfândega): Agência federal responsável pela fiscalização de imigração nos EUA, cujas operações em Minneapolis geraram protestos e confrontos.
- DHS (Departamento de Segurança Interna): Departamento federal que supervisa o ICE e outras agências de segurança, e que anunciou uma ofensiva migratória em Minneapolis e St. Paul.
- Resolução do Senado: Proposta legislativa que visava limitar as ações militares do presidente na Venezuela, mas foi barrada pelo governo Trump.
- Operação judicial: Argumento do governo Trump de que a ação contra Nicolás Maduro na Venezuela é uma operação judicial para levá-lo a julgamento, e não uma ação militar.
- Medalha do Nobel da Paz: Objeto que María Corina Machado afirmou ter oferecido a Donald Trump durante o encontro na Casa Branca, em gratidão por sua "extraordinária liderança na promoção da paz por meio da força". O Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o prêmio é intransferível, inalterável e não pode ser revogado. O gesto gerou críticas e foi considerado "constrangedor" e "patético" na Noruega.
- Ameaças a imigrantes em português: Comunicação direta do governo Trump, em português, alertando imigrantes sobre prisão e deportação caso venham aos EUA para "roubar os americanos", indicando uma postura rigorosa contra a imigração ilegal.
- Conselho da Paz: Proposto órgão internacional com poderes concentrados em seu presidente, que prevê uma cobrança de US$ 1 bilhão por vaga para seus membros e mandatos diferenciados. Donald Trump é cotado para liderá-lo e o presidente Lula foi convidado a participar.
- Eleições de meio de mandato de 2026: Eleições legislativas nos EUA que ocorrem no meio do mandato presidencial, com democratas buscando capitalizar a insatisfação dos eleitores com Trump e a economia para conquistar a maioria na Câmara.
- Cook Political Report: Organização apartidária que analisa o cenário eleitoral, apontando uma mudança no resultado de disputas para a Câmara dos Deputados em favor dos democratas.
- Pesquisa New York Times/Universidade de Siena: Pesquisa que mostrou a desaprovação da maioria dos eleitores à forma como Trump lidou com questões importantes em janeiro de 2026.
- Obamacare: Lei de saúde dos EUA, cujos subsídios são defendidos pelos democratas e criticados pelos republicanos.
- Medicaid: Programa de assistência médica para pessoas de baixa renda, cujos cortes são criticados pelos democratas.
- MAGA Inc.: Super PAC de Donald Trump, que acumulou um caixa de campanha significativo para as eleições.
- Truth Social: Rede social onde Donald Trump publicou suas declarações sobre a fraude eleitoral e a "Lei para Salvar a América".
- Lei para Salvar a América: Proposta de Donald Trump para reformar o sistema eleitoral americano, incluindo exigência de identificação e comprovação de cidadania para votar, e restrição do voto por correio.
Eleições de Meio de Mandato de 2026
Os democratas da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos iniciaram 2026 com um cenário político favorável para as eleições de meio de mandato. Pesquisas de opinião, incluindo uma do New York Times e da Universidade de Siena divulgada em janeiro, indicaram uma desaprovação majoritária dos eleitores à gestão de Donald Trump e à forma como ele lidou com a economia. Menos de um terço dos entrevistados acreditava que o país estava em melhor situação do que quando Trump assumiu o cargo, há um ano. Essa insatisfação, combinada com um histórico de vitórias da oposição em eleições de meio de mandato, fortaleceu a posição democrata. Em meados de 2026, a popularidade de Trump tornou-se o foco central das análises políticas, com parlamentares republicanos em distritos competitivos, como Lehigh Valley na Pensilvânia, enfrentando o desafio de equilibrar a base fiel ao presidente com eleitores moderados insatisfeitos com a administração federal em Washington.
Uma Câmara dos Deputados liderada pelos democratas poderia diluir o poder de Trump, forçando-o a depender mais de decretos presidenciais. Além disso, intensificaria as investigações sobre seu governo e poderia levar a um processo de impeachment, embora a chance de o Senado votar por sua destituição seja considerada baixa. O Cook Political Report, uma organização apartidária, apontou uma mudança no resultado de 18 disputas para a Câmara em favor dos democratas, elevando o número de cadeiras consideradas redutos democratas para 189, contra 186 para os republicanos, sendo necessárias 218 cadeiras para a maioria.
A estratégia democrata para as eleições foca na acessibilidade financeira, criticando a oposição republicana à prorrogação dos subsídios de saúde do Obamacare, que elevam os custos para mais de 20 milhões de pessoas, e aos cortes no Medicaid. Eles também criticam o regime tarifário de Trump, argumentando que os consumidores arcam com os impostos mais altos. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que "o governo Trump foi um completo desastre para a economia".
Donald Trump e os republicanos, por sua vez, também apresentaram uma agenda de acessibilidade financeira. Trump propôs políticas como a proibição de investidores institucionais comprarem imóveis para aluguel e um teto para as taxas de juros de cartões de crédito. Os republicanos esperam um impulso com os reembolsos fiscais maiores que muitos americanos receberão devido ao projeto de lei tributária e de gastos de Trump, promulgado no ano anterior. O presidente da Câmara, Mike Johnson, defendeu que "as políticas republicanas estão funcionando para o povo".
Apesar de a confiança do consumidor nos EUA ter subido em janeiro de 2026 para o nível mais alto em cinco meses, a percepção geral dos eleitores sobre a economia permaneceu pessimista. A inflação, embora abaixo do pico de 2022, ainda preocupa, com aumentos nos preços de alimentos e seguros residenciais. O mercado de trabalho esfriou e os salários, embora em alta, não crescem tão rapidamente quanto antes. Analistas sugerem que a percepção da economia importa mais do que os dados econômicos reais neste momento, o que favorece os democratas. O Partido Republicano, no entanto, provavelmente manterá o controle do Senado devido a um mapa eleitoral favorável e conta com um robusto caixa de campanha, auxiliado pela MAGA Inc. de Trump, que acumulou cerca de US$ 294 milhões.
Em fevereiro de 2026, Donald Trump intensificou suas declarações sobre a integridade eleitoral, afirmando em sua rede Truth Social que as eleições americanas são "fraudadas, roubadas e motivo de chacota no mundo todo". Ele pediu o apoio de parlamentares republicanos para a aprovação de uma "Lei para Salvar a América", que propõe três pontos centrais: exigência de apresentação de documento de identificação por todos os eleitores; comprovação de cidadania americana no momento do registro para votar; e proibição do voto por correio, com exceções apenas para casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagem. Essas declarações ocorreram após a repercussão negativa da publicação de um vídeo com teorias da conspiração sobre denúncias de fraude nas eleições de 2020, que mostrava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama em corpos de macacos.
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