Justiça encerra recuperação judicial da Americanas por cumprimento do plano
A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, no Brasil, decretou o encerramento da recuperação judicial da Americanas e de outras três empresas do grupo, enquanto Ri Happy e Casas Bahia seguem em processos de renegociação.
Pontos principais
- A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou em 19 de outubro de 2026 o encerramento da recuperação judicial do Grupo Americanas, por cumprimento das obrigações do plano vencidas em até dois anos da homologação.
- O processo da Americanas foi iniciado em 2023 devido a inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões.
- O plano foi homologado em 26 de fevereiro de 2024. O grupo pediu o encerramento em 25 de março de 2026, com pareceres favoráveis da Administração Judicial e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
- A Ri Happy protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas com credores.
- O Grupo Casas Bahia permanece sob tutela de urgência enquanto aguarda decisão judicial sobre seu pedido de recuperação judicial.
- A 4ª Vara rejeitou as objeções remanescentes, inclusive a dos bondholders, que alegavam conversão de dólares para reais sem anuência: aderiram à Opção de Reestruturação II, e a tese está precluída desde a homologação de 2024.
- Credores que se considerem prejudicados por descumprimento do plano poderão pedir execução específica ou falência, e os direitos do artigo 62 da Lei 11.101/2005 ficam ressalvados.
- Pendências de habilitação e impugnação de crédito seguem em incidentes próprios e não impedem o encerramento. A Administração Judicial deve apresentar relatório sobre a execução do plano em 15 dias e prestação de contas em 30 dias.
- A decisão cabe recurso.
A Justiça brasileira, pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decretou em 19 de outubro de 2026 o encerramento da recuperação judicial da Americanas e de outras três empresas do grupo, marcando o fim de um processo iniciado em janeiro de 2023. O grupo pediu o encerramento em 25 de março de 2026, alegando ter cumprido as obrigações do plano de reestruturação, que incluiu uma capitalização de R$ 24,46 bilhões e a venda de ativos para sanar o rombo contábil de R$ 20 bilhões revelado anteriormente. O juízo considerou cumpridas as obrigações vencidas em até dois anos da homologação, em 26 de fevereiro de 2024, e entendeu que o exame nessa etapa é objetivo: não reabre o plano nem decide, uma a uma, divergências individuais de credores.
Outras varejistas seguem em processos distintos. A Ri Happy protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas com credores. O Grupo Casas Bahia permanece sob tutela de urgência enquanto aguarda decisão judicial sobre seu pedido de recuperação judicial.
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