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Ações da Americanas sobem 15,6% após fim da recuperação judicial

Papéis da varejista brasileira fecharam cotados a R$ 6,90 nesta terça-feira, depois que a 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou o encerramento da recuperação judicial da Americanas, em sentença ainda sujeita a recurso.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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20/10 às 17:32, atualizado 23:01

Pontos principais

  • A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou o encerramento da recuperação judicial da Americanas S.A. e de três subsidiárias: B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações.
  • A Americanas requereu o encerramento em 25 de março de 2026, e a sentença é de 19 de outubro.
  • A sentença declara cumpridas as obrigações do plano vencidas em até dois anos após a homologação, em 26 de fevereiro de 2024.
  • A Administração Judicial e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro opinaram favoravelmente ao encerramento.
  • O juízo rejeitou a objeção dos Bondholders, que alegavam conversão de créditos em dólar para reais sem anuência, e apontou que aprovaram o plano sem ressalvas.
  • Habilitações e impugnações de crédito pendentes seguem como incidentes próprios no mesmo juízo e não impedem o encerramento, segundo a sentença.
  • Credores que se considerem prejudicados por descumprimento do plano podem pedir execução específica ou falência, nos termos dos artigos 59 e 62 da Lei 11.101/2005.
  • A decisão está sujeita a recurso, segundo a Americanas em fato relevante à CVM.
  • O juízo determinou a comunicação à Receita Federal e ao Registro Público de Empresas para retirar a expressão "Em Recuperação Judicial" das denominações.
  • As ações fecharam a R$ 6,90, com alta de 34,5% em 2026, e a varejista está entre as cinco maiores valorizações do subsetor de comércio no ano.

As ações da varejista brasileira Americanas subiram 15,6% nesta terça-feira e fecharam cotadas a R$ 6,90. O movimento acompanha a sentença da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que decretou o encerramento da recuperação judicial da companhia.

Segundo a sentença, o encerramento vale para as obrigações do plano vencidas em até dois anos após a homologação, e não para o plano inteiro. A decisão foi tomada após pareceres favoráveis da Administração Judicial e do Ministério Público estadual, e a Americanas informou à CVM que ela ainda pode ser objeto de recurso.

A sentença rejeitou a objeção dos Bondholders, que contestavam a conversão de créditos em dólar para real. Para o juízo, as pendências com outros credores seguem em incidentes próprios e não impedem o encerramento, mas quem se considerar prejudicado por descumprimento do plano pode pedir execução específica ou falência.

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