O Caso Americanas (AMER3) refere-se à crise financeira e corporativa iniciada em janeiro de 2023 pela descoberta de uma complexa fraude contábil na varejista brasileira Americanas S.A., envolvendo bilhões de reais em "risco sacado" não registrado. A revelação levou a uma drástica desvalorização da empresa, pedido de recuperação judicial e intensas investigações da CVM, que confirmaram a manipulação de resultados para apresentar demonstrações financeiras falsas. Três anos após o ocorrido, a empresa busca recuperação enquanto a CVM continua apurando responsabilidades de bancos, administradores e conselheiros, com a empresa operando com apenas 10% do valor de mercado pré-fraude.
O Caso Americanas (AMER3) refere-se à crise financeira e corporativa desencadeada pela descoberta de fraudes contábeis na empresa varejista brasileira Americanas S.A. em janeiro de 2023. A revelação das inconsistências resultou em um pedido de recuperação judicial e uma drástica desvalorização do valor de mercado da companhia, que três anos após o ocorrido, ainda aguarda punições e busca a recuperação. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem atuado ativamente na investigação, instaurando novos inquéritos e concluindo outros que confirmaram a existência de uma complexa fraude.
Em janeiro de 2023, a Americanas S.A. divulgou a existência de "inconsistências contábeis" que totalizavam bilhões de reais, levando à renúncia do então CEO Sergio Rial, que havia assumido o cargo há apenas nove dias. Essas inconsistências estavam relacionadas a operações de "risco sacado" ou "financiamento de fornecedores" que não foram devidamente registradas como dívida nos balanços da empresa. A notícia chocou o mercado financeiro, resultando em uma queda abrupta das ações da Americanas e gerando desconfiança em relação à governança corporativa da companhia. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial, e o caso se tornou um dos maiores escândalos corporativos do Brasil, com impactos significativos para credores, investidores e o mercado de capitais como um todo. Três anos após a descoberta, a empresa opera com apenas 10% do valor de mercado que possuía antes das fraudes, e as investigações sobre as responsabilidades ainda estão em andamento.
Em janeiro de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) atualizou sua força-tarefa e instaurou dois novos Inquéritos Administrativos (19957.000595/2026-70 e 19957.000596/2026-14) para aprofundar a apuração das irregularidades. O primeiro visa investigar a atuação de bancos e seus administradores que mantinham relações comerciais com a Americanas S.A. e as antigas B2W e Lojas Americanas, incluindo intermediários envolvidos em emissões de valores mobiliários. O segundo foca no cumprimento dos deveres fiduciários por membros dos Conselhos de Administração e Fiscal e seus Comitês de Assessoramento. Paralelamente, a CVM concluiu um Inquérito Administrativo anterior (19957.000952/2023-57), que, após extensa análise de documentos, e-mails, conversas e o uso de técnicas de Big Data Analytics, confirmou que as "inconsistências contábeis" eram, na realidade, uma complexa fraude perpetrada para manipular os resultados e apresentar demonstrações financeiras falsas, visando sustentar melhores cotações para as ações da companhia ao longo dos anos. Ex-diretores da Americanas foram questionados sobre evidências de fraude pela antiga diretoria, apresentadas na CPI da Americanas.