Americanas encerra recuperação judicial e foca no varejo físico
Após três anos, a Americanas encerra sua recuperação judicial enquanto 12 ex-executivos se tornam réus por fraudes na companhia.
Pontos principais
- A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou o fim da recuperação judicial da varejista.
- A empresa redirecionou sua estratégia para o varejo físico, que responde por 95% das vendas.
- O prejuízo operacional caiu de R$ 1,5 bilhão em 2024 para R$ 300 milhões no primeiro semestre de 2026.
- Justiça Federal aceitou denúncia contra 12 ex-executivos por manipulação de mercado e falsidade ideológica.
- As ações da companhia registraram alta de 15,58% após o anúncio do encerramento do processo.
A Americanas encerrou oficialmente seu processo de recuperação judicial após três anos de reestruturação, conforme decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Com o fim da tutela judicial, a companhia anunciou uma mudança estratégica focada no varejo físico, que atualmente representa 95% de suas vendas, reduzindo a relevância da operação digital. O desempenho financeiro apresentou melhora, com o prejuízo operacional recuando de R$ 1,5 bilhão em 2024 para cerca de R$ 300 milhões no primeiro semestre de 2026, o que impulsionou as ações da empresa em 15,58%.
Paralelamente à reestruturação operacional, a situação jurídica dos antigos gestores se agravou. A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra 12 ex-executivos da rede. Eles responderão por crimes como manipulação de mercado e falsidade ideológica, relacionados às irregularidades contábeis que levaram a empresa à crise financeira em 2023.
