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Justiça encerra recuperação judicial da Americanas

A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou o fim da recuperação judicial da Americanas, após a empresa cumprir as obrigações do plano.

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Foto: InfoMoney
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20/10 às 07:15, atualizado 10:45

Pontos principais

  • A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou em 19 de outubro o encerramento da recuperação judicial da Americanas S.A. e de suas subsidiárias.
  • O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira declarou cumpridas as obrigações do plano vencidas em até dois anos após a homologação de 26 de fevereiro de 2024.
  • Após a decisão, as ações da varejista (AMER3) registraram alta de até 25,63% na B3.
  • A companhia entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, com dívidas de R$ 43 bilhões, após a revelação de inconsistências contábeis.
  • Doze ex-executivos da empresa tornaram-se réus na última semana por acusações de fraude estruturada no âmbito do processo.

A 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro decretou, em 19 de outubro, o encerramento da recuperação judicial da varejista brasileira Americanas S.A. e de suas subsidiárias. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira declarou cumpridas todas as obrigações do plano vencidas em até dois anos após a homologação, ocorrida em 26 de fevereiro de 2024. O magistrado rejeitou as objeções remanescentes, incluindo a dos Bondholders, e determinou a comunicação aos órgãos competentes para a retirada da expressão “em Recuperação Judicial” das denominações da empresa.

O mercado reagiu positivamente à decisão judicial, com as ações da companhia (AMER3) registrando valorização de até 25,63% na bolsa de valores. A varejista havia ingressado com o pedido de recuperação em janeiro de 2023, reportando dívidas de R$ 43 bilhões após a descoberta de inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões. Paralelamente ao desfecho do processo de reestruturação financeira, o caso segue na esfera criminal, com doze ex-executivos da companhia tornando-se réus na semana passada por acusações de fraude estruturada.

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