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Conselho de Supervisão da Meta aponta falhas em moderação eleitoral

O Conselho de Supervisão da Meta critica falhas recorrentes na moderação eleitoral no Brasil e nos EUA, exigindo maior transparência da empresa.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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20/10 às 20:15, atualizado 23:15

Pontos principais

  • O Conselho de Supervisão da Meta constatou falhas na aplicação de regras de integridade eleitoral, tanto por excesso quanto por insuficiência.
  • No Brasil, o órgão apontou que a aplicação excessiva de políticas antifraude gerou restrições indevidas em contas de anúncios do presidente Lula.
  • O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta prestasse esclarecimentos sobre o caso após reclamação da coligação Brasil Pronto pra Mais.
  • A Meta negou ao TSE ter favorecido qualquer candidatura e afirmou tratar os conteúdos de forma isonômica.
  • O Conselho exige que a empresa adote métricas públicas de eficácia para avaliar suas medidas de moderação.

O Conselho de Supervisão da Meta afirmou que a empresa apresenta falhas recorrentes na aplicação de suas regras de integridade eleitoral, citando casos nos Estados Unidos e no Brasil. Nos EUA, a remoção indevida da conta No Kings antes das eleições de meio de mandato foi classificada como um erro que deveria ter sido evitado pelos sistemas de prevenção da companhia. Já no cenário brasileiro, o órgão destacou que a aplicação excessivamente rigorosa de políticas antifraude resultou em restrições técnicas nas contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerando alegações de interferência no pleito.

Em resposta às críticas, a Meta negou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) qualquer favorecimento a candidaturas, sustentando que trata os conteúdos de forma isonômica. O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa prestasse esclarecimentos formais após uma reclamação apresentada pela coligação Brasil Pronto pra Mais. Paralelamente, o Conselho reforçou que, desde as eleições de 2022, solicita à Meta uma estrutura mensurável de avaliação, argumentando que os números gerais divulgados pela empresa não demonstram a eficácia real de suas medidas de moderação.

Os copresidentes do órgão enfatizaram que a remoção indevida de discurso político pode causar um efeito inibidor irreversível sobre a participação democrática. Embora a Meta tenha se comprometido em 2025 a ampliar a liberdade de expressão e reduzir erros operacionais, o Conselho avalia que a empresa ainda possui lacunas críticas a serem superadas para garantir a integridade de sua atuação em períodos eleitorais.

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