TSE determina isonomia à Meta após falhas em IA de candidatos
Ministro do TSE ordena que a Meta garanta tratamento igualitário na entrega de conteúdos e IA, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
Pontos principais
- O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze proibiu a Meta de restringir o alcance de conteúdos políticos sobre Lula e Flávio Bolsonaro.
- A decisão foi motivada por denúncias de que a IA da Meta impedia a geração de imagens de Lula, enquanto permitia as de Flávio Bolsonaro.
- O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice, André Mendonça, reuniram-se com a Meta para discutir a disparidade no comportamento da ferramenta.
- A Meta informou que trabalha no aperfeiçoamento dos filtros de IA e negou atuação deliberada para favorecer qualquer candidato.
- A empresa tem 24 horas para cessar a veiculação de anúncios eleitorais não contratados pelas campanhas, especialmente os pagos no exterior.
- A decisão judicial estabelece multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento das medidas de isonomia.
- As determinações do TSE permanecem em vigor até o término do segundo turno das eleições.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interveio nesta semana após denúncias de disparidade no funcionamento da inteligência artificial da Meta durante o período eleitoral. O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa assegure a isonomia na distribuição de postagens e resultados de busca para os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da coligação de Lula, que apontou que a ferramenta de IA do WhatsApp se recusava a gerar imagens do petista, enquanto processava solicitações similares para o adversário.
Em resposta à crise, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente, André Mendonça, realizaram uma reunião com representantes da Meta para cobrar explicações e ajustes técnicos. Embora a campanha de Lula tenha sugerido um possível favorecimento algorítmico, o ministro Bellizze afirmou que não há provas de ação deliberada da empresa, tratando o episódio como uma falha técnica na ferramenta de controle de prompts. A Meta, por sua vez, declarou que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens específicas para cumprir as normas eleitorais vigentes.
Além da questão da IA, a decisão judicial impõe obrigações rigorosas à plataforma para garantir a paridade de armas entre os concorrentes. A Meta deve intensificar a fiscalização de perfis inautênticos e tem um prazo de 24 horas para interromper a veiculação de anúncios eleitorais que não tenham sido contratados oficialmente pelas campanhas, com foco especial em conteúdos pagos via contas no exterior. O descumprimento das ordens, que valem até o fim do segundo turno, sujeita a empresa ao pagamento de uma multa diária fixada em R$ 500 mil.
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