Defesa de Flávio pede ao TSE dados da Meta sobre canal 'Exército do Lula'
Na eleição presidencial brasileira, a defesa de Flávio Bolsonaro pede ao TSE dados da Meta sobre um anúncio ligado ao canal 'Exército do Lula', que, segundo a defesa, mandou seguidores pesquisarem a frase 'Bolsonaro mandou matar Lula'.
Pontos principais
- A defesa de Flávio Bolsonaro protocolou no TSE, às 22h53 de 20/10, manifestação sobre fato superveniente, complementar ao pedido das 16h58, dirigida ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte.
- Segundo a defesa, entre 16h47 e 17h59 de 20/10 o canal, com 5,58 milhões de seguidores, mandou inscritos pesquisarem no Google 'Bolsonaro mandou matar Lula' e subirem hashtags no X.
- Ainda segundo a defesa, o administrador disse em áudio, às 17h10, que pesquisar ajuda a subir, porque 'o algoritmo do Google entende que aquilo é relevante'.
- A defesa sustenta que a Meta vendeu alcance ao canal pela página 'Preembarque', criada em 2 de outubro sem responsável identificado, que pagou um anúncio com um único destino: o canal.
- A defesa pede que a Meta informe em duas horas valores, datas, segmentação e alcance do anúncio, e em seis horas os dados cadastrais e de pagamento da página.
- Pede também que Google Brasil e X Brasil informem em seis horas se identificaram amplificação coordenada dos termos entre 18 e 20 de outubro.
- O canal funciona no WhatsApp, e a defesa cita afirmação da Meta de que o WhatsApp não identificou sinais de comportamento coordenado.
- O caso já é objeto de uma investigação judicial eleitoral sob relatoria do corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva.
- A defesa pede tramitação prioritária, com prazos compatíveis com o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
- A coligação 'Brasil Pronto pra Mais', que apoia o presidente Lula, pediu o indeferimento da petição, argumentando que a via processual escolhida é inadequada.
A petição foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Segundo a defesa, as ordens se enquadram no artigo 57-B, §3º, da Lei 9.504/1997, que trata de ferramenta não oferecida pelo provedor para alterar o teor ou a repercussão de propaganda eleitoral. Os pedidos são da defesa, e a petição não traz determinação do tribunal.
Segundo a defesa, o administrador do canal, que publica no perfil @andrejanones, anunciou um novo termo de busca a cada 24 horas até o pleito e orientou que as pesquisas fossem feitas 'de uma maneira que mostre imparcialidade', sem crítica ao adversário, porque ele 'está doido para a gente fazer afirmação para tirar nossas redes sociais do ar'.
Os termos, ainda segundo a defesa, chegaram ao Google Trends como 'aumento repentino' e ao topo dos assuntos do momento do X. O administrador quantificou no canal a diferença: 'a gente foi lá e derrubou em 5 minutos' uma hashtag que, segundo ele, levara 15 dias para chegar ao segundo lugar.
