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Oposição no Senado tenta incluir redução da maioridade penal na PEC da Segurança

No Senado brasileiro, a Liderança do PL pediu votação em separado da Emenda 84, que fixa a responsabilização penal aos 16 anos e aos 14 em crimes graves, para que ela seja decidida à parte da PEC da Segurança Pública.

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Foto: G1 Política
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15/10 às 15:02, atualizado 18:15

Pontos principais

  • A Emenda 84 à PEC 18/2025 fixa em 16 anos a idade de responsabilização penal como regra geral e em 14 anos para hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização ou associação criminosa.
  • A emenda foi protocolada em 14 de outubro, encabeçada por Rogério Marinho e com 37 senadores signatários, entre eles Flávio Bolsonaro.
  • A Liderança do PL pediu destaque para votar a Emenda 84 em separado do restante da PEC, em requerimento assinado por Carlos Portinho e Rogério Marinho.
  • Os autores citam levantamento do Datafolha de junho de 2026 com 79% de apoio à redução da maioridade penal.
  • Líder do PT no Senado sugere alternativa que limita a redução aos 16 anos apenas para crimes hediondos.
  • A votação da PEC da Segurança Pública está prevista para ocorrer nesta quinta-feira no plenário do Senado.
  • A CNBB divulgou nota reafirmando sua posição contrária à redução da maioridade penal no país.

O plenário do Senado brasileiro vota nesta quinta-feira a PEC da Segurança Pública, e a oposição tenta incluir nela a redução da maioridade penal. A Emenda 84, protocolada em 14 de outubro, tem 37 senadores signatários, entre eles Flávio Bolsonaro, e é encabeçada por Rogério Marinho. Ela fixa em 16 anos a responsabilização penal como regra geral e em 14 anos para hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização ou associação criminosa.

Os autores sustentam que o teto de internação socioeducativa é incompatível com homicídio, latrocínio e estupro, e que organizações criminosas aliciam adolescentes porque a resposta institucional seria branda e temporária. Citam ainda países que fixam a responsabilidade penal entre 10 e 13 anos. O líder do PT, Camilo Santana, sugeriu alternativa que limita a redução aos 16 anos apenas para crimes hediondos. A CNBB reafirmou, em nota, sua posição contrária à medida e defende investimento em educação e proteção social.

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