A PEC da Segurança Pública é uma Proposta de Emenda à Constituição que visa alterar a Carta Magna para fortalecer o papel da União no combate ao crime organizado e definir sua atuação na segurança pública. Sua tramitação no Congresso Nacional tem sido marcada por desafios, incluindo o calendário eleitoral e a dificuldade em manter a integridade do texto original. Apesar de ter perdido prioridade em certos momentos e enfrentado resistências, o governo federal, especialmente através do Presidente Lula e do Ministro da Justiça, reafirma o compromisso com sua aprovação para enfrentar o crime organizado e como uma "vitrine" para a gestão.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública é uma iniciativa legislativa que busca alterar a Constituição Federal no que tange a temas relacionados à segurança pública. Sua discussão e tramitação no Congresso Nacional são influenciadas por diversos fatores, incluindo o calendário eleitoral e o debate sobre a estrutura administrativa do governo federal para o tema. A aprovação desta PEC é vista como crucial para a agenda do governo, podendo inclusive servir como uma "vitrine" para a reeleição, dependendo da articulação política e do sucesso em avançar com a proposta sem que seu texto seja desfigurado. A preocupação com o avanço do crime organizado e a necessidade de maior protagonismo da segurança pública na estrutura governamental reacenderam o debate sobre a criação de um ministério exclusivo para a área, embora essa possibilidade tenha sido "esfriada" por cálculos políticos e resistências internas e externas ao governo. Em janeiro de 2026, o presidente Lula reafirmou a confiança na aprovação da PEC para definir o papel da União no combate ao crime organizado, indicando um renovado compromisso com a proposta.
A PEC da Segurança Pública foi proposta com o objetivo de promover mudanças na legislação referente à segurança no Brasil, visando fortalecer o papel da União no combate ao crime organizado e promover uma ação integrada das forças de segurança. Sua tramitação, no entanto, enfrentou desafios, especialmente em períodos eleitorais. Em um ano de eleições, como mencionado em janeiro de 2026, líderes governistas indicaram que a proposta "subiu no telhado", ou seja, perdeu prioridade e a expectativa de ser votada antes do pleito eleitoral diminuiu consideravelmente. Essa situação reflete a dificuldade de avançar com temas complexos e potencialmente controversos em momentos de maior sensibilidade política. A perda de controle do governo sobre o texto da PEC no Congresso também contribuiu para a consideração de arquivar a proposta, especialmente porque o relator não foi procurado por líderes governistas para discutir as pleiteadas mudanças. Com a nomeação de um novo ministro da segurança, o desafio de dialogar com parlamentares para evitar que o texto seja desfigurado e de avançar com a PEC tornou-se uma prioridade, visando o sucesso da agenda governamental e a possibilidade de criar uma plataforma para a reeleição. Em 15 de janeiro de 2026, durante a posse do novo ministro da Justiça, o presidente Lula expressou confiança na aprovação da PEC da Segurança Pública para definir o papel da União na segurança pública, reiterando o compromisso do governo com a proposta e com a derrota do crime organizado.
O debate sobre a PEC também impulsionou a discussão sobre a criação de um ministério exclusivo para a Segurança Pública. A saída do ministro Ricardo Lewandowski da pasta da Justiça e Segurança Pública era vista como uma oportunidade para a divisão do ministério. No entanto, cálculos políticos e resistências à criação de uma nova pasta na Esplanada "esfriaram" essa possibilidade. Wellington César Lima e Silva foi anunciado como novo ministro da Justiça, com a missão de focar na segurança pública sem a fragmentação do ministério. A proposta da PEC partiu do diagnóstico de que o enfrentamento ao crime organizado exige maior coordenação nacional, e ganhou fôlego especialmente após megaoperações policiais no Rio de Janeiro em 2024. Um dos pontos centrais da proposta era a atribuição à União da competência de coordenação, o que gerou debate sobre a suficiência da estrutura administrativa atual e resistência de governos estaduais. Críticos da criação de uma nova pasta argumentam que a mudança constitucional já seria suficiente para fortalecer a coordenação federal. Em dezembro de 2025, a prerrogativa exclusiva da União para legislar sobre o tema foi retirada do relatório da PEC, e a votação do texto foi adiada para 2026, representando uma derrota para o governo que buscava a aprovação em 2025. Historicamente, em 2018, o governo Michel Temer criou um Ministério Extraordinário da Segurança Pública, uma experiência emergencial e de curta duração, mas a discussão atual busca uma reorganização da segurança diretamente na Constituição via PEC.