Nenhum país do G20 adota maioridade penal abaixo dos 18 anos
Levantamento do Unicef com os 19 países do G20 confirma maioridade penal aos 18 anos, enquanto o Senado brasileiro retira da pauta a proposta de reduzi-la para 16.
Pontos principais
- Segundo o Unicef, os 19 países do G20 fixam a maioridade penal em 18 anos e, como regra geral, não punem adolescentes como adultos.
- Sete dos 19 países do G20 admitem exceções que permitem enviar adolescentes ao sistema adulto.
- No Brasil, a responsabilização de adolescentes começa aos 12 anos; Alemanha, Japão, Argentina, Itália e França a fixam entre 13 e 14.
- Na América Latina, 19 dos 20 países fixam a maioridade em 18 anos; a exceção é o Haiti, com 16, e Cuba e El Salvador têm exceções.
- Nova York, Connecticut e Carolina do Norte voltaram a levar jovens de 16 e 17 anos ao sistema juvenil, após constatar que julgá-los como adultos não reduziu a criminalidade, segundo o Unicef.
- Davi Alcolumbre retirou da pauta a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, a pedido de Hugo Motta.
Um levantamento do Unicef feito em agosto e setembro de 2026 nos 19 países do G20 mostra que todos fixam a maioridade penal em 18 anos. O que varia é a idade de responsabilização, a partir da qual o adolescente responde na Justiça em sistema juvenil: no Brasil, 12 anos, antes de Alemanha, Japão, Argentina, Itália e França, que a fixam entre 13 e 14. Sete dos 19 países admitem exceções que permitem enviar adolescentes ao sistema adulto, mas, como regra geral, nenhum os pune como adultos.
Segundo Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do Unicef no Brasil, os países mais ricos concordam que é possível responsabilizar um adolescente sem tratá-lo como adulto. Misturá-lo a adultos no sistema prisional, afirma, pode aproximá-lo de redes criminosas. Na América Latina, 19 dos 20 países fixam a maioridade em 18 anos, e o Haiti, com 16, é a exceção.
Nos Estados Unidos, Nova York, Connecticut e Carolina do Norte voltaram a levar jovens de 16 e 17 anos ao sistema juvenil depois de constatar que julgá-los como adultos não reduzia a criminalidade, segundo o Unicef. No Senado, Davi Alcolumbre retirou da pauta, nesta quarta-feira (4), a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta, que quer o tema em comissão especial.
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