Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas para o Bolsa Família
Candidatos à Presidência divergem sobre o futuro do Bolsa Família, programa que atende atualmente 19,28 milhões de beneficiários no Brasil.
Pontos principais
- O plano de governo de Lula promete manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social.
- O plano de Flávio Bolsonaro foca na qualificação profissional e inserção de beneficiários no mercado de trabalho.
- O Bolsa Família atende 19,28 milhões de pessoas e teve um reajuste de 15,04% em setembro de 2026.
- Flávio Bolsonaro propõe o retorno imediato ao benefício após o seguro-desemprego, visando a superação da pobreza.
- Pesquisa Quaest aponta que 59% dos beneficiários preferem Lula, enquanto 27% preferem Flávio Bolsonaro.
Os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, apresentam visões distintas para o futuro do Bolsa Família, programa de transferência de renda que atualmente beneficia 19,28 milhões de brasileiros. Segundo o plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral, a campanha de Lula se compromete a manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social, com foco no enfrentamento da pobreza infantil e na manutenção dos benefícios atuais.
Em contrapartida, o plano de governo de Flávio Bolsonaro, intitulado "Para o Brasil Vencer o Atraso", propõe uma abordagem voltada à qualificação profissional e à inserção dos beneficiários no mercado de trabalho. O documento defende que a proteção social deve ser o início de uma trajetória para o crédito e a geração de patrimônio, prevendo prioridade para beneficiários em programas de primeiro emprego e o retorno imediato ao benefício após o fim do seguro-desemprego. O candidato também afirmou que, embora critique o reajuste recente do benefício, manteria o valor atual caso seja eleito no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Fontes primárias
Plano de governo “Brasil Pronto Pra Mais” — Lula (84 págs.)
O plano diz que o governo “recriou e expandiu” o Bolsa Família, com benefícios especiais para crianças e adolescentes, e se compromete a “manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social para quem mais necessita”. Para a infância, promete ampliar e fortalecer políticas de “enfrentamento da pobreza infantil”. O trecho sobre o programa não traz valor, regra ou meta futura para o benefício.
Plano de governo “Para o Brasil Vencer o Atraso” — Flávio Bolsonaro (76 págs.)
O plano diz que “manteremos e aperfeiçoaremos os programas sociais” e que “a proteção não é o fim da linha”, mas o começo de uma trilha para qualificação, trabalho, crédito e patrimônio. Não cita o Bolsa Família pelo nome. Prevê prioridade para beneficiários em programas de primeiro emprego, qualificação e intermediação de mão de obra, e “retorno imediato e sem fila ao benefício após o seguro-desemprego”, com elegibilidade mantida. Declara como objetivo “a superação da armadilha da pobreza, não a sua administração”.
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