Flávio Bolsonaro promete fim da reeleição e nega sucessão familiar
Candidato à Presidência pelo PL afirma que, se eleito, não buscará novo mandato em 2030 e defende que a regra de fim da reeleição seja aplicada imediatamente.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro declarou que não disputará a reeleição em 2030 caso vença o pleito de 2026.
- O candidato afirmou que não pretende lançar integrantes de sua família para sucedê-lo no cargo.
- A proposta de campanha prevê a aprovação de uma PEC para extinguir a reeleição presidencial com validade imediata.
- O Podemos oficializou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições.
- O candidato assumiu compromissos de campanha, incluindo a valorização de professores e metas para a agricultura.
- Flávio Bolsonaro prometeu reajustar aposentadorias acima da inflação e manter programas sociais como o Bolsa Família.
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, anunciou que, caso seja eleito, não buscará a reeleição em 2030. Em declarações recentes, o senador enfatizou que pretende incluir o fim do instituto da reeleição como uma de suas prioridades legislativas, defendendo que a medida tenha validade imediata para o seu próprio mandato. Além disso, o postulante ao Planalto garantiu que não lançará familiares para sua sucessão, buscando afastar críticas sobre a perpetuação de seu grupo político no poder.
O anúncio ocorreu em um momento de consolidação de alianças para o segundo turno, marcado pela oficialização do apoio do Podemos à sua candidatura. Em uma transmissão ao vivo, o candidato reforçou compromissos de governo, prometendo a manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia, e assegurando o reajuste de aposentadorias acima da inflação. O plano de governo também contempla propostas para a segurança pública, como a criação de novas vagas no sistema prisional, e diretrizes para a agricultura, com a meta de dobrar a produção de alimentos na próxima década.
Enquanto formaliza sua agenda, o candidato enfrenta divergências internas e críticas da oposição. O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, declarou apoio a Flávio, mas divergiu publicamente da campanha ao defender a votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a postura do PL em relação à jornada de trabalho e questionou a viabilidade das propostas econômicas apresentadas pelo adversário, intensificando o debate eleitoral a poucos dias da votação final.
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