Ministro da Fazenda aponta elo entre filme sobre Bolsonaro e lavagem de dinheiro
Dario Durigan afirma que recursos para o filme 'Dark Horse' teriam origem em esquema de R$ 11 bilhões ligado ao crime organizado.
Pontos principais
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, associou o financiamento do filme 'Dark Horse' a um esquema de lavagem de dinheiro.
- Investigações da operação Crédito Oculto apontam que o Grupo Entre movimentou R$ 11 bilhões com indícios de ligação com o PCC.
- Os recursos teriam sido utilizados para a produção do documentário sobre Jair Bolsonaro e a compra de uma distribuidora de combustíveis.
- O governo planeja implementar ferramentas de inteligência artificial para monitorar movimentações suspeitas no mercado de capitais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os recursos destinados ao financiamento do filme 'Dark Horse', que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ser provenientes de lavagem de dinheiro. Segundo o ministro, as investigações da operação Crédito Oculto indicam que o Grupo Entre, responsável pelo envio das verbas ao exterior, movimentou cerca de R$ 11 bilhões com possíveis conexões com o crime organizado, incluindo o PCC e o Banco Master.
As autoridades apuram como esses valores foram integrados ao sistema financeiro para financiar a obra e outras operações, como a aquisição de uma distribuidora de combustíveis. Diante da complexidade do caso, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal anunciaram que pretendem utilizar inteligência artificial para automatizar a detecção de movimentações suspeitas e prevenir novos episódios de ocultação de patrimônio no mercado de capitais.
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