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Mendonça autoriza PF a investigar financiamento de filme sobre Bolsonaro

O ministro do STF André Mendonça autorizou inquérito para apurar repasses de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme 'Dark Horse'.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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23/07 às 12:02 · atualizado há 18min

Pontos principais

  • A investigação foi solicitada pela Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
  • O inquérito apura se houve troca de favores políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Os recursos, estimados em R$ 61 milhões, teriam sido repassados via empresa Entre Investimentos e Participações para um fundo nos EUA.
  • A PF investiga a possível destinação de parte do montante para custear despesas do deputado Eduardo Bolsonaro no exterior.
  • Outra frente de apuração analisa a suspeita de uso irregular de emendas parlamentares para beneficiar a produtora do longa.
  • Mensagens apreendidas pela PF sugerem que Flávio Bolsonaro teria atuado na negociação do financiamento da obra.
  • O senador Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que buscou apenas viabilizar o financiamento privado para o projeto.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem e a legalidade dos recursos utilizados na produção do filme 'Dark Horse', que narra a trajetória política e pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da própria PF, que contou com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) para aprofundar as apurações sobre o financiamento da obra cinematográfica. O foco central da investigação recai sobre repasses de R$ 61 milhões realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do documentário. A PF busca esclarecer se houve contrapartidas políticas por parte do senador Flávio Bolsonaro, que teria intermediado o aporte financeiro. Além da origem do montante, os investigadores apuram se parte desses recursos foi desviada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e se houve o uso indevido de emendas parlamentares para favorecer entidades ligadas à produtora do filme. O caso ganhou repercussão política, com aliados do ex-presidente, como o senador Rogério Marinho, manifestando apoio à transparência sobre o financiamento. A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que a captação de recursos seguiu os trâmites legais para produções privadas, negando qualquer irregularidade na condução do projeto.

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