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Dino retira sigilo de investigação sobre filme 'Dark Horse'

Ministro do STF liberou acesso a 5 mil páginas de documentos e determinou que a Polícia Federal assuma a custódia do material apreendido pela Polícia Civil de SP.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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13/09 às 11:15 · atualizado 12:31

Pontos principais

  • O ministro Flávio Dino retirou o sigilo de cerca de 5.000 páginas de documentos da investigação.
  • A apuração foca no financiamento do filme 'Dark Horse', que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.
  • O deputado federal Mário Frias, produtor executivo da obra, é citado como possível líder na estrutura investigada.
  • A investigação aponta indícios de desvio de recursos públicos e emendas parlamentares.
  • Há menções a possíveis vínculos entre empresas envolvidas na produção e a facção criminosa PCC.
  • Dino determinou a transferência do material bruto da Polícia Civil de São Paulo para a Polícia Federal.
  • Mário Frias nega qualquer irregularidade na condução do projeto cinematográfico.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo de aproximadamente 5.000 páginas de documentos referentes à investigação sobre o financiamento do filme 'Dark Horse'. O documentário, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de apurações da Polícia Civil de São Paulo por suspeitas de irregularidades no uso de verbas públicas. Além da liberação dos documentos, o magistrado ordenou que todo o material apreendido, incluindo celulares e relatórios de inteligência financeira, seja transferido para a custódia da Polícia Federal para continuidade das diligências.

As investigações apontam para um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares e contratos envolvendo a produtora Go Up Entertainment e o Instituto Conhecer Brasil. Entre os alvos do inquérito estão o deputado federal Mário Frias, que atuou como produtor executivo do filme, e a proprietária da produtora, Karina Gama. O caso também levanta questionamentos sobre possíveis conexões entre empresas ligadas à produção e integrantes da facção criminosa PCC. O deputado Mário Frias, que foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal recentemente, nega todas as acusações e sustenta a legalidade de sua atuação no projeto.

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