Investigação apura elos entre família Bolsonaro e banqueiro Daniel Vorcaro
PF e Receita investigam financiamento de R$ 61 milhões do Banco Master para filme sobre Bolsonaro, que traz teorias sobre fraude eleitoral e o STF.
Pontos principais
- O banqueiro Daniel Vorcaro é investigado pelo financiamento de R$ 61 milhões para o filme 'Dark Horse'.
- A Polícia Federal e a Receita Federal apuram se o dinheiro transitou por paraísos fiscais antes de chegar à produtora GoUp.
- O filme retrata a trajetória de Jair Bolsonaro e inclui insinuações de fraude nas eleições de 2022.
- O roteiro apresenta um personagem que seria uma representação negativa do ministro Alexandre de Moraes.
- Mensagens indicam que Vorcaro pressionou o Portal Leo Dias para remover reportagens críticas sobre a produção em agosto de 2025.
- Relatórios do Coaf apontam transferências milionárias do Banco Master para empresas ligadas aos sócios do portal.
- Flávio Bolsonaro confirmou encontros com o banqueiro, que na época cumpria medidas cautelares.
A investigação sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, expandiu-se para incluir apurações da Polícia Federal e da Receita Federal sobre possíveis crimes de evasão fiscal. Suspeita-se que o montante de R$ 61 milhões, investido pelo banqueiro Daniel Vorcaro, tenha sido movimentado por meio de fundos em paraísos fiscais antes de ser repassado à produtora Go Up Entertainment. Além das questões financeiras, o conteúdo da obra entrou no radar das autoridades, pois o longa mistura fatos reais com teorias conspiratórias, incluindo insinuações de fraude eleitoral em 2022 e uma representação velada do ministro Alexandre de Moraes, do STF, retratada de forma negativa.
O controle da narrativa midiática sobre o projeto também é alvo de escrutínio. Documentos revelam que Vorcaro exerceu pressão sobre o Portal Leo Dias para a remoção de reportagens críticas sobre o filme em agosto de 2025. Relatórios do Coaf identificaram transferências milionárias do Banco Master para empresas ligadas aos sócios do portal, Thiago Miranda e Leo Dias. A situação ganhou contornos mais graves após a rejeição da delação premiada de Vorcaro pela PF e a confirmação, por parte do senador Flávio Bolsonaro, de encontros com o banqueiro durante o período em que este cumpria medidas cautelares, intensificando a investigação sobre as relações entre o núcleo bolsonarista e o setor financeiro.
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