Dario Durigan, Ministro da Fazenda do Brasil, anunciou em abril de 2026 estudos para implementar medidas de redução do endividamento da população. As propostas incluem um saque extraordinário e limitado de até 20% do FGTS para trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, visando quitar dívidas mais caras. O governo também busca incentivar instituições financeiras a oferecerem descontos significativos na renegociação de dívidas, com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO), esperando beneficiar mais de 30 milhões de pessoas.
Dario Durigan é o Ministro da Fazenda do Brasil. Em abril de 2026, ele anunciou que o governo estava estudando medidas para reduzir o endividamento da população, focando em crédito sustentável e renegociação de dívidas com juros menores. Entre as propostas, destacou a possibilidade de um saque extraordinário e limitado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas mais caras.
A iniciativa de Durigan surge em um cenário de aumento do endividamento de famílias e empresas, que ele atribuiu à alta das taxas de juros no final de 2024 e durante 2025, após um período de recuo observado após o programa Desenrola e o início do ciclo de queda da Selic em agosto de 2023. O ministro enfatizou que a relação entre o aumento da taxa de juros e o endividamento é diretamente proporcional, afetando famílias, trabalhadores informais, pequenas e grandes empresas.
As medidas em estudo preveem a liberação de até 20% do saldo da conta individual do FGTS para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, um grupo que representa 92% dos brasileiros. Durigan explicou que esta proposta visa não comprometer a sustentabilidade do fundo, sendo uma medida opcional e limitada. Além disso, o governo busca induzir as instituições financeiras a oferecerem descontos significativos nas renegociações de dívidas, com a expectativa de que cheguem a 90%, e pretende exigir um abatimento mínimo. Para isso, o governo ofereceria garantia para a inadimplência eventual nessas operações por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO), sem gasto público direto. A expectativa é atender mais de 30 milhões de pessoas com essas ações.