A Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em 2024, investiga um esquema de lavagem de dinheiro e crimes ambientais envolvendo a venda de créditos de carbono falsos. O grupo utilizava projetos fictícios de preservação em terras públicas para enganar empresas no mercado voluntário. Atualmente, a investigação segue em curso, revelando conexões com a grilagem de terras e expondo falhas críticas na fiscalização de ativos ambientais no Brasil.
A Operação Carbono Oculto é uma investigação conduzida pela Polícia Federal do Brasil, deflagrada em 2024, focada no desmantelamento de um esquema complexo de lavagem de dinheiro e crimes ambientais relacionados ao comércio ilegal de créditos de carbono. A operação ganhou destaque por expor a fragilidade na fiscalização de ativos ambientais e a utilização de empresas de fachada para a obtenção de lucros ilícitos.
O esquema investigado pela Polícia Federal envolvia a criação de projetos fictícios de preservação florestal em áreas públicas e terras indígenas, sem a devida autorização ou existência física de florestas preservadas. Os envolvidos emitiam créditos de carbono falsos, que eram posteriormente vendidos no mercado voluntário para empresas que buscavam compensar suas emissões de gases de efeito estufa. A operação revelou que o dinheiro obtido era movimentado através de contas bancárias de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos, configurando crimes contra o sistema financeiro e o meio ambiente.
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