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AGU recorre ao STF contra afastamento de Andrei Rodrigues da PF

O governo tenta reverter o afastamento de Andrei Rodrigues via AGU, enquanto o presidente Lula mantém silêncio público sobre a decisão de André Mendonça.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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08/09 às 16:15, atualizado 09/09 às 07:10

Pontos principais

  • O ministro do STF André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada por suspeita de monitoramento ilegal.
  • A AGU recorreu ao STF para suspender a medida, alegando interferência na prerrogativa presidencial de nomeação.
  • O ministro Edson Fachin deu prazo de 72 horas para que Mendonça se manifeste sobre o recurso do governo.
  • William Marcel Murad assumiu o comando da Polícia Federal de forma interina.
  • O presidente Lula não se manifestou publicamente, embora tenha se reunido com ministros para discutir o impasse.
  • Associações de delegados e peritos da PF declararam apoio a Rodrigues e pedem análise do caso pelo plenário do STF.

A decisão do ministro do STF André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o chefe de inteligência, Leandro Almada, segue gerando desdobramentos jurídicos e políticos. A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal buscando a reversão da medida, sob o argumento de que o afastamento interfere indevidamente na prerrogativa do presidente da República de nomear seus auxiliares. Em resposta, o ministro Edson Fachin estabeleceu um prazo de 72 horas para que Mendonça preste esclarecimentos sobre a decisão. Enquanto o impasse jurídico se desenrola, William Marcel Murad assumiu o comando da corporação de forma interina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido silêncio público sobre o caso, apesar de ter realizado reuniões internas com ministros para avaliar os impactos da crise. O episódio tem provocado reações entre as categorias da segurança pública, com associações de delegados e peritos manifestando apoio a Rodrigues e defendendo que o mérito da questão seja levado ao plenário da Corte. O cenário reforça o distanciamento entre o Poder Executivo e o Judiciário, colocando o chefe da AGU, Jorge Messias, no centro das articulações para conter a crise institucional.

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