A Operação Galho Fraco é uma investigação da Polícia Federal brasileira, deflagrada em dezembro de 2025, que apura o desvio de recursos públicos de cotas e emendas parlamentares, incluindo as "emendas Pix". A operação visa combater crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com foco em irregularidades no uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) e desvio de verbas através de "despesas inexistentes" e empresas de fachada. A investigação está interligada a fraudes no Banco Master, que podem envolver as maiores fraudes bancárias do país, e já resultou em mandados de busca e apreensão contra deputados federais e a prisão do proprietário do banco, Daniel Vorcaro, com o caso tramitando no Supremo Tribunal Federal sob sigilo.
A Operação Galho Fraco é uma investigação da Polícia Federal (PF) brasileira que apura desvio de recursos públicos provenientes de cotas e emendas parlamentares, incluindo as chamadas "emendas Pix". Deflagrada em dezembro de 2025, a operação visa combater crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com foco em supostas irregularidades no uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) por deputados federais e no desvio de recursos de emendas parlamentares. A investigação aponta para indícios de "despesas inexistentes" e uso de empresas de fachada para desviar verbas, com a utilização de métodos como o "smurfing" para despistar a fiscalização. A liquidação extrajudicial do Banco Master e a prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, estão intrinsecamente ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos investigados pela Operação Galho Fraco, especialmente no que tange ao uso de instituições financeiras para ocultar a origem ilícita de fundos. As investigações sobre o Banco Master, que se aprofundam com a Operação Compliance Zero e a Operação Barco de Papel, sugerem que as fraudes podem ser mais graves do que o inicialmente revelado, podendo envolver as maiores fraudes bancárias da história do país, conforme apontado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O caso do Banco Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de 2025, com o ministro Dias Toffoli decretando sigilo sobre todo o processo e determinando que a investigação tramitasse na Corte devido à citação de um deputado federal. As investigações da Operação Compliance Zero apuram especificamente suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa na venda de carteiras de crédito "insubsistentes" do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB), totalizando pouco mais de R$ 12 bilhões, com a possibilidade de as fraudes chegarem a R$ 17 bilhões. Mais recentemente, a operação também passou a investigar o desvio de emendas Pix, com um caso notório envolvendo o deputado federal Eduardo Velloso e o repasse de verbas para um hospital de seu pai, onde procedimentos eram cobrados muito acima dos valores do SUS.
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), ou cota parlamentar, foi criada em 2009 para custear despesas ligadas ao mandato de deputados federais, como passagens, aluguel de escritórios e veículos. Seu valor varia por estado e pode ser acumulado dentro do mesmo ano. A prestação de contas é pública desde 2014, com notas fiscais disponíveis online. As "emendas Pix", criadas em 2019 por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), permitem que cada parlamentar indique valores para as contas de prefeituras e estados com um trâmite mais acelerado, e os valores podem ser usados sem a necessidade de o parlamentar ter o aval do governo para suas indicações. A Operação Galho Fraco é um desdobramento da Operação Rent a Car, de dezembro de 2024, que investigou assessores parlamentares, e utilizou informações colhidas, como mensagens de celular e quebras de sigilo, para avançar sobre os próprios parlamentares. A decisão judicial que autorizou a operação, do ministro Flávio Dino, aponta para um esquema envolvendo funcionários comissionados e empresas ligadas aos assessores dos parlamentares para desviar os recursos. A complexidade das fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, que incluem a venda de carteiras de crédito falsas para o BRB e o desvio de recursos através de fundos para laranjas, fornece um contexto mais amplo para as irregularidades financeiras que podem se cruzar com o escopo da Operação Galho Fraco. A capacidade da Polícia Federal de acessar dados de celulares, mesmo bloqueados ou desligados, por meio de uma técnica avançada e exclusiva, tem sido crucial para a obtenção de provas em grandes investigações criminais como a Operação Galho Fraco, garantindo o acesso completo ao sistema dos aparelhos apreendidos. O caso do Banco Master, que envolve suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões, é alvo de uma disputa institucional e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado por decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou sigilo sobre todo o processo e que a investigação tramitasse no STF após a apreensão de um contrato envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e um deputado federal, o que atraiu a prerrogativa de foro. As investigações também apuram pagamentos milionários a influenciadores com o objetivo de desacreditar a atuação do Banco Central. Mais recentemente, a Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro de 2026, revelou operações financeiras irregulares de quase R$ 1 bilhão entre o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) e o Banco Master, colocando em risco o patrimônio de 235 mil servidores públicos do Rio de Janeiro. Em outro front, a PF investiga o desvio de emendas Pix, como o caso de R$ 912 mil destinados a eventos culturais em Sena Madureira (AC), que teriam sido desviados e parte do valor repassado a um hospital pertencente ao pai do deputado federal Eduardo Velloso, com cobranças de procedimentos muito acima dos valores de referência do SUS.
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