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Fachin levará ao plenário decisão de Moraes sobre sigilo de fonte

Presidente do STF submeterá ao colegiado a quebra de sigilo de jornalista investigado por perseguição ao ministro Flávio Dino.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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13/08 às 16:02 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • Luiz Edson Fachin levará ao plenário do STF a decisão de Alexandre de Moraes que autorizou busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo.
  • A investigação apura o fornecimento de informações sigilosas sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.
  • Fachin reafirmou o compromisso do STF com a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte, ressaltando que a apuração de ilícitos não deve interferir na atividade jornalística.
  • O presidente do STF manifestou solidariedade a Flávio Dino diante das ameaças sofridas pelo ministro e seus familiares.
  • A Secretaria de Polícia Judicial do STF prestará auxílio nas investigações sobre as supostas perseguições políticas no Maranhão.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, anunciou que levará ao plenário da Corte a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a quebra de sigilo telemático e busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo. A medida de Moraes faz parte de um inquérito que investiga o vazamento de informações sobre o uso de veículos oficiais pela família do ministro Flávio Dino, envolvendo o ex-secretário do Maranhão, Raimundo Cutrim, como um dos alvos da apuração. A decisão de levar o tema ao colegiado ocorre em meio a um debate sobre os limites entre a investigação de crimes e a proteção constitucional ao sigilo da fonte.

Ao comentar o caso, Fachin reforçou que o STF mantém um compromisso inabalável com a liberdade de imprensa, enfatizando que a apuração de eventuais ilícitos não deve comprometer o exercício legítimo da atividade jornalística. Paralelamente, o presidente do tribunal manifestou solidariedade a Flávio Dino, condenando as ameaças direcionadas ao ministro e aos seus familiares. O tribunal confirmou que a Secretaria de Polícia Judicial colaborará com as autoridades competentes para esclarecer as suspeitas de perseguição política no estado do Maranhão, buscando equilibrar a segurança dos magistrados com as garantias fundamentais previstas na Constituição.

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