Flávio Dino exerceu o cargo de governador do Maranhão, tendo Carlos Brandão como seu vice. Após a saída de Dino para assumir a cadeira no STF, Brandão assumiu o governo do estado. A relação entre os dois grupos políticos, antes aliados, deteriorou-se no final de 2025, culminando em um rompimento. Essa ruptura foi agravada por vazamentos de conversas em que aliados de Dino cobravam o cumprimento de acordos eleitorais de 2024 do grupo de Brandão. Um dos pontos de atrito envolvia o preenchimento de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a criticar o racha, pedindo responsabilidade aos envolvidos e alertando para o risco de beneficiar adversários. No cenário político maranhense, a disputa pelo apoio de Lula se intensificou, com o grupo de Dino buscando consolidar a candidatura de Felipe Camarão (PT) para a sucessão estadual, enquanto Brandão tenta emplacar seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB). O PT estadual busca uma solução que una as alas ou, alternativamente, uma candidatura de terceira via.