PF cumpre mandados de busca contra ex-secretário do Maranhão
Operação autorizada por Alexandre de Moraes investiga Raimundo Cutrim por suposto vazamento de informações sigilosas sobre o ministro Flávio Dino.
Pontos principais
- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do Maranhão.
- A investigação apura o uso de sistemas públicos para obter dados sigilosos sobre veículos oficiais usados pela família de Flávio Dino.
- O material teria sido repassado ao jornalista Luís Pablo para a produção de reportagens críticas ao ministro.
- A operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e tramita sob sigilo.
- Investigadores apontam suspeitas de transações financeiras entre o jornalista e o ex-secretário municipal Diogo Lima.
- Associações de imprensa, como ABERT, ANJ e ANER, manifestaram preocupação com a possível quebra de sigilo da fonte.
- A defesa de Cutrim nega irregularidades e sustenta que ele atuou apenas como fonte jornalística.
- A assessoria de Flávio Dino nega o uso irregular de veículos e afirma que o ministro é alvo de monitoramento.
A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário do Maranhão, Raimundo Cutrim. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, investiga se Cutrim utilizou acesso privilegiado a sistemas públicos para monitorar veículos oficiais utilizados pela família do ministro Flávio Dino, repassando as informações ao jornalista Luís Pablo. O caso, que tramita sob sigilo, apura possíveis crimes de perseguição e obstrução de justiça ocorridos entre 2022 e 2026.
A operação gerou reação imediata de entidades representativas do setor, incluindo a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER). Em nota conjunta, as associações expressaram "profunda preocupação" com a medida, argumentando que a ação judicial pode ameaçar o livre exercício do jornalismo e o sigilo da fonte, garantido pela Constituição Federal. Enquanto a defesa de Cutrim alega que ele é tratado apenas como fonte jornalística e nega irregularidades, a assessoria de Flávio Dino reforça que o ministro tem sido alvo constante de ameaças e monitoramento indevido.
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