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Flávio Dino questiona promessa de encerramento do inquérito das fake news

O ministro Flávio Dino criticou a ideia de encerrar investigações baseando-se apenas no tempo de tramitação, após fala do presidente do STF, Edson Fachin.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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06/09 às 14:31, atualizado 18:31

Pontos principais

  • Flávio Dino questionou a viabilidade de um magistrado prometer o fim de inquéritos criminais.
  • A manifestação ocorreu dois dias após o presidente do STF, Edson Fachin, defender o encerramento do inquérito das fake news.
  • Dino criticou o uso do tempo de tramitação como critério único para o arquivamento de processos.
  • O ministro defendeu a importância das decisões monocráticas para a eficiência do sistema de precedentes do STF.
  • Fachin retirou do inquérito original o material sobre o ministro André Mendonça e abriu um procedimento específico para apurar irregularidades.
  • O novo procedimento exige esclarecimentos de Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues em cinco dias úteis.
  • Dino afirmou que problemas judiciais estão sendo misturados com interesses eleitorais e pessoais.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, questionou publicamente a possibilidade de um magistrado prometer o encerramento de inquéritos criminais. A declaração, feita por meio de redes sociais, ocorreu dois dias após o presidente da Corte, Edson Fachin, defender o fim do inquérito das fake news, citando a necessidade de modernização do Judiciário e a criação de um código de ética. Sem citar Fachin nominalmente, Dino criticou o uso do tempo de tramitação como critério exclusivo para arquivamentos e defendeu a manutenção da jurisdição penal do tribunal.

O debate ocorre em meio a uma crise institucional envolvendo investigações cruzadas entre ministros do STF. Recentemente, Fachin retirou do inquérito das fake news o material referente à atuação de André Mendonça no caso Banco Master, abrindo um procedimento separado para apurar supostas irregularidades. Este novo rito exige esclarecimentos de figuras centrais, incluindo Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no prazo de cinco dias úteis. Dino classificou o debate atual como atabalhoado, argumentando que questões técnicas estão sendo indevidamente misturadas com interesses eleitorais, econômicos e conflitos pessoais.

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