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EUA incluem Brasil em lista de países que facilitam transbordo chinês

O governo americano aponta o Brasil como plataforma para contornar tarifas sobre produtos da China, utilizando inteligência artificial para monitorar a origem das mercadorias.

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Foto: G1 - Economia
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13/08 às 13:04 · atualizado 20:33

Pontos principais

  • O governo Trump classificou o Brasil no 'nível 2' de risco em um relatório sobre transbordo comercial ilegal.
  • A prática consiste em reembalar ou alterar a documentação de produtos chineses para evitar tarifas de importação dos EUA.
  • Estimativas indicam que o transbordo ilegal causou perdas de até US$ 34 bilhões em arrecadação tarifária entre 2025 e 2026.
  • Washington implementou a ferramenta de inteligência artificial 'fronteira detetive' para identificar fraudes na origem de mercadorias.
  • O Brasil foi identificado como parte de um corredor latino-americano utilizado para logística e armazenamento de produtos antes do envio aos EUA.
  • O assessor Peter Navarro afirmou que novos acordos comerciais incluirão cláusulas punitivas contra países que facilitarem a evasão tarifária.
  • A medida faz parte da política de Donald Trump para proteger a indústria americana e reduzir o déficit comercial do país.

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de mais de 40 países monitorados por suspeita de facilitar o transbordo ilegal de mercadorias chinesas. Segundo relatório da Casa Branca, o país atua como uma plataforma regional que permite a reembalagem, montagem limitada ou alteração de documentos de origem, permitindo que produtos chineses entrem no mercado americano contornando as tarifas impostas pela gestão de Donald Trump, que podem chegar a 50%.

Para combater a prática, que teria gerado prejuízos bilionários à arrecadação americana, o governo dos EUA passou a utilizar a ferramenta de inteligência artificial 'fronteira detetive'. O sistema cruza dados de rotas, capacidade produtiva e imagens de raios X para distinguir a manufatura legítima do comércio de passagem ilegal. A inclusão do Brasil no 'nível 2' de risco comercial pode resultar em um escrutínio aduaneiro mais rigoroso para exportações brasileiras que contenham componentes chineses, além de possíveis sanções em futuros acordos comerciais, conforme sinalizado pelo assessor Peter Navarro.

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