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Trump anuncia tarifas de até 200% sobre medicamentos genéricos importados

A medida, que entra em vigor em 2028, visa incentivar a produção farmacêutica nacional nos Estados Unidos e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

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Foto: G1 - Economia
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23/07 às 07:45 · atualizado 19:03

Pontos principais

  • A nova taxação atingirá medicamentos genéricos importados a partir de 1º de agosto de 2028.
  • Empresas que não transferirem a produção para solo americano enfrentarão tarifas de 100% no primeiro ano e 200% nos anos subsequentes.
  • Medicamentos de marca, patenteados e inovadores estão isentos da nova política tarifária.
  • O governo americano estabeleceu um período de transição de dois anos para que fabricantes ajustem suas operações.
  • A medida busca diminuir a dependência de insumos da China e da Índia, considerados estratégicos para a segurança nacional.
  • Entidades do setor farmacêutico alertam para o risco de desabastecimento e aumento de preços, visto que 90% dos remédios consumidos nos EUA são genéricos.

O presidente Donald Trump anunciou um plano protecionista para o setor farmacêutico dos Estados Unidos, estabelecendo tarifas de até 200% sobre medicamentos genéricos importados a partir de 2028. A iniciativa tem como objetivo central incentivar a relocalização da produção de fármacos para o território americano, reduzindo a dependência de fornecedores globais, especialmente da China e da Índia. Segundo a Casa Branca, a medida é vista como um passo estratégico para garantir a segurança nacional no fornecimento de itens essenciais de saúde. O anúncio ocorre em um momento de fortalecimento da indústria doméstica antes das eleições de meio de mandato no país.

Para mitigar impactos imediatos, o governo concedeu um período de transição de dois anos, mantendo a isenção tarifária até agosto de 2028. Após esse prazo, a estrutura de cobrança será progressiva: 100% no primeiro ano de vigência e 200% nos anos seguintes para empresas que não operarem dentro dos EUA. Medicamentos de marca e produtos patenteados não foram incluídos na nova regulamentação. A decisão, contudo, enfrenta críticas de associações do setor, como a Pró Genéricos, que alerta para o risco de desabastecimento e pressão inflacionária no sistema de saúde americano, dado que a grande maioria dos medicamentos consumidos no país é composta por genéricos.

Este movimento se insere em um cenário mais amplo de tensões comerciais sob a gestão Trump, que também implementou recentemente sobretaxas de até 12,5% sobre produtos de diversos países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. Enquanto os Estados Unidos intensificam medidas protecionistas, outras nações, como o Brasil, buscam fortalecer suas próprias estratégias de soberania industrial na saúde. O mercado aguarda agora o detalhamento da regulamentação para compreender as possíveis exceções clínicas e o impacto real no acesso a tratamentos de doenças de alta prevalência, como hipertensão e diabetes.

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