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Limitações estruturais da China impedem absorção de tarifas dos EUA

Analistas alertam que a China não consegue substituir o mercado americano para produtos brasileiros devido à diferença no perfil de demanda.

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Foto: G1 Mundo
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19/07 às 05:45 · atualizado há 2h

Pontos principais

  • Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros impacta US$ 11,7 bilhões em exportações, focando em manufaturados.
  • A demanda chinesa é concentrada em commodities, enquanto as tarifas americanas atingem bens de média e alta tecnologia.
  • A economia chinesa enfrenta desafios internos como desaceleração do PIB e crise imobiliária, limitando sua capacidade de expansão.
  • Especialistas defendem a diversificação de mercados como estratégia mais segura do que a dependência exclusiva da China.

A imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que afeta cerca de 31% das exportações nacionais para o país, gerou um debate sobre a capacidade da China em absorver esse excedente comercial. Embora a corrente de comércio entre Brasil e China tenha atingido o recorde de US$ 171 bilhões em 2025, analistas apontam que o mercado asiático possui limitações estruturais que impedem uma substituição imediata do destino das exportações brasileiras. O principal entrave reside no perfil da demanda: enquanto as tarifas americanas incidem sobre manufaturados, máquinas e produtos químicos, a economia chinesa mantém um foco predominante em commodities.

Além da incompatibilidade de produtos, o cenário macroeconômico chinês, marcado pela desaceleração do PIB e por uma crise no setor imobiliário, torna arriscada uma dependência comercial ainda maior. Especialistas sugerem que, embora o 15º Plano Quinquenal da China possa abrir oportunidades para minerais críticos, a diversificação de parceiros comerciais e a busca por novos acordos de livre comércio são medidas mais eficazes para mitigar os impactos do tarifaço norte-americano. O setor industrial brasileiro, especialmente em estados como São Paulo, permanece sob pressão para reajustar suas cadeias produtivas diante da nova realidade tarifária imposta pelo governo Trump.

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